Qual a probabilidade de vitória da melhor equipa?


Gerald Skinner e Guy Freeman, da Universidade de Maryland, publicaram um estudo no Journal of Applied Statistics, que usou uma abordagem bayesiana para analisar os jogos de futebol em vários tipos de competições, incluindo o Mundial de 2006. Nesta pesquisa o que mais surpreende, é a conclusão que existe uma grande probabilidade da melhor equipa pode não vencer, contrariando o senso comum do adepto e analista de futebol.


Para ter acesso ao artigo na íntegra, clique aqui

É importante reter, que os campeonatos, ao contrário dos torneios, são geralmente organizados de tal modo que o destino de uma equipe não depende em um único jogo, mas que têm a possibilidade de compensar um ou vários maus resultados. Deste modo, através da realização de várias experiências, a estatística dos resultados pode ser aumentada.


Por outro lado, nos torneios, como o Mundial ou o Europeu de futebol, as melhores equipas vêm a probabilidade do erro aumentada exponencialmente.

Dos resultados do Mundial de 2006, verificou-se que a melhor equipa teve apenas uma probabilidade de vitória de 28%. Muito abaixo do esperado!

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Fonte: Desporto&Esport

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Como antecipar a direcção dos remate nos penaltis?


Linguagem corporal: ler a mente e antever o futuro.

No desporto existe uma “linguagem escondida” que os jogadores, treinadores e maior parte dos intervenientes no jogo usam, a Linguagem Corporal. Normalmente durante um jogo, o jogador não pergunta ou indica as suas intenções de uma forma verbal “Posso passar-te a bola? Desmarca-te! Vou lançar a bola para a direita! Vou fintar! Vou dar um murro no lado direito!”, maior parte da linguagem no desporto faz-se de uma forma não-verbal. Os melhores atletas são muito bons a ler linguagem corporal, são muito intuitivos a emitir sinais não-verbais e ainda a captar e entender as pistas não-verbais dos adversários e treinadores. Os atletas excelentes dominam esta linguagem e usam-na para dissimular a sua estratégia (fintas, dissimular golpes, dissimular passes…), ou antecipar a estratégia do adversário (“cortar” a bola ao adversário, adivinhar o lado de marcação de uma penalidade, para onde irá ser atirada a bola, perceber qual o golpe do adversário, …). A linguagem corporal é uma linguagem simples e mais verdadeira que todos nós já conhecemos e “falamos”, o meu objetivo é relembrar os seus significados e criar uma consciência sobre os sinais, movimentos e expressões em prol de melhores resultados. A linguagem corporal influencia o comportamento do jogador antes e durante jogo, se o jogador optar por uma postura de confiança, peito para fora, ombros levantados, cabeça levantada, irá elevar os níveis de testosterona logo melhorar o seu desempenho e rendimento durante o jogo.

Sabia que a confiança de um guarda-redes durante a marcação de uma penalidade sobe assim como a possibilidade de defesa, se o jogador que marca a penalidade exibir uma postura submissa (cabeça baixa, peito encolhido, ombros descaídos)… Leia esse artigo na íntegra aqui!

E, as capacidades de “ler” o corpo do adversário e “adivinhar” o sentido do remate é algo que é feito desde sempre pelos guarda-redes. Quando um penalti é cobrado, os guarda-redes costumam observar a posição do corpo e a direcção dos olhos do jogador para tentar adivinhar o lado em que a bola será lançada. Essas pistas, são no entanto disfarçadas e alteradas pelos “especialistas” de marcação de penaltis.

Mas, existe uma realidade objectiva: a linguagem corporal não mente! E, como um grupo de cientistas da Universidade de Greenwich descobriu, os guarda-redes estavam à procura dos sinais nos sítios errados e deviam estar a olhar para os ombros e para a perna de apoio.

O segredo: Os ombros e a Perna de apoio

Para o estudo em questão, colocou-se uma maquina de filmar atrás da baliza, à altura dos olhos de um guarda-redes de estatura média e com a lente ajustada para simular a sua visão. A câmera filmou 46 cobranças de penaltis. O filme foi transferido para o computador e submetido a um software de análise de movimento. O programa mediu os ângulos da perna de apoio, do ombro, da bacia, dos pés e do tronco do jogador, durante sua corrida e imediatamente antes do remate.

A análise estatística permitiu concluir que apenas os ângulos do ombro e da perna de apoio em relação ao chão estão associados à direcção do remate. Essas medidas, no entanto, só permitem prever se a bola será lançada no centro, no lado direito ou esquerdo.


O estudo constatou que a bola atinge o centro da baliza quando o ângulo médio da perna de apoio do atleta em relação ao chão é de 56,5 graus e o ângulo médio dos ombros é de 4,9 graus. Se o ângulo da perna aumentar para 65,5o e o ângulo dos ombros continuar em torno de 5o, a bola atingirá o lado direito da rede. Quando a bola vai na direção contrária, é o ângulo do ombro que varia (chega a 9,6o). Nesse caso o ângulo da perna fica em torno de 56,6o.

O filme foi mostrado a 10 guarda-redes e foi-lhe pedido para adivinhar a direcção do remate. Foi dada uma resposta. E novamente as imagens foram mostradas, mas após os guarda-redes terem os dados do estudo. Verificou-se um aumento de 9% no acerto da direcção da bola após o remate. Pode parecer pouco mas é a diferença é enorme e foi conseguida sem treino.

Na pratica, este conhecimento pode significar a vitória ou a derrota numa grande competição. Imagine-se numa final do campeonato do Mundo, empatado após os 90 minutos e o prolongamento, e tem de ser decidida pela marcação de grandes penalidades. Que guarda-redes prefere ter a defender as suas cores? Um que nunca ouviu falar deste estudo? Ou prefere um guarda-redes treinado para ler o corpo do adversário e com uma capacidade de antecipar a direção do remate potenciada pelo menos mais 9%?

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Fonte: Desporto&Esport

Efeito da idade relativa nas categorias do futebol brasileiro: critérios de seleção ou uma tendência populacional?


No contexto esportivo muitos fatores são relevantes para determinação do sucesso de um jogador de futebol e a exigência para a prática em alto nível competitivo é multifatorial, justifica a complexidade de predizer o desempenho esportivo de jovens atletas. Em esportes nos quais a composição corporal, potência e força são determinantes para o desempenho, indivíduos precocemente maturados tendem a ter vantagem sobre seus pares que apresentam maturação tardia, considerando a mesma idade cronológica (Malina, 1998, 1994). Entre a fase da infância e da adolescência (9-16 anos), indivíduos em estado de maturação biológica avançada apresentam vantagens na composição corporal, massa isenta de gordura e em uma série de componentes físicos, como potência aeróbia, força, resistência e velocidade (Malina et al., 2009).

Concomitantemente, sugere-se ainda que competições baseadas na idade cronológica que envolvam atletas jovens não só dão vantagem aos indivíduos precocemente maturados, mas também àqueles que nascem no início do ano competitivo (Helsen et al., 2005; Brewer et al., 1995).

Comparações entre datas de nascimento que envolvem atletas jovens e profissionais de esportes como beisebol, hóquei, rugby, futebol e tênis revelaram uma distribuição assimétrica que favorece indivíduos nascidos no início do ano (Musch e Grondin, 2001). Esse fenômeno é denominado efeito da idade relativa (EIR) (Barnsley; Thompson; Barnsley, 1985). Musch e Hay (1999) e Brewer et al. (1995) já demonstravam uma distribuição assimétrica de datas de nascimento de jogadores de futebol profissional da Suécia, da Alemanha, do Japão e da Austrália, com tendência para nascimentos no primeiro semestre, mais especificamente no primeiro quarto do ano competitivo. Um importante estudo de Helsen et al. (2005), que envolveu jogadores de futebol europeus das categorias sub-15 a sub-18, apresentou uma prevalência de nascidos no primeiro trimestre do ano competitivo. Da mesma maneira, dados recentes de Mujika et al. (2009), Wiium et al. (2010) e Altimari et al. (2011) demonstraram a existência do EIR em jogadores espanhóis de futebol profissional e das categorias de base, jogadores profissionais noruegueses e jogadores brasileiros das categorias de base e profissional, respectivamente.

A ocorrência do efeito da idade relativa é atribuída à enorme variabilidade biológica dentro de um grupo de mesma idade cronológica, durante a infância e a adolescência (Baxter-Jones, 1995). Se assimetrias na distribuição de data de nascimento resultam da variabilidade da maturação biológica, pode-se afirmar que atletas maturados precocemente são favorecidos na seleção e detecção de talentos. Certamente, estudos recentes sugerem que atletas jovens de futebol que apresentam maturação física precoce podem ser preferencialmente selecionados, enquanto os maturados tardiamente, automaticamente excluídos (Malina, 2003; Malina et al., 2000; Williams e Reilly, 2000).

Artigo na íntegra
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Fonte: Universidade do Futebol

El fútbol como fuente de valores. 


FÚTBOL, para muchos una cosa más, para otros lo más importante. Una simple palabra que todos conocen, pero no todos saben lo que es realmente. Una pequeña palabra capaz de unir a los enemigos y desunir a los más fieles. Una palabra que muchos odian y otros aman, que para muchos es eso, una simple palabra que define un deporte, pero que para otros es su vida.

Sin embargo, todos los que vivimos o hemos vivido desde dentro este deporte, sabemos de la importancia que tiene esta “simple” palabra. Porque a pesar de la controversia existente en todos los ámbitos de este deporte, hemos de decir que el fútbol es una fuente de valores inmensa.


Los que nos dedicamos a esto o lo hemos hecho en algún momento, sabemos lo que es luchar codo con codo con un compañero para conseguir un objetivo. Sabemos lo que es perder un partido importante y también ganarlo. Sabemos lo que es trabajar día tras día tras día para conseguir una victoria. Sabemos lo que es levantar a un compañero cuando se ha derrumbado. Sabemos afrontar la decepción de jugar suplente o de no jugar. Sabemos lo que es seguir intentándolo cuando todo sale mal. Sabemos lo que es levantarse cuando se falla y volverse a levantar cuando se vuelve a caer. Sabemos lo que es elegir, si, elegir, elegir el fútbol antes de cualquier otro disfrute. Sabemos lo que es PERDER y volver a intentarlo y sabemos lo que es GANAR y no bajar los brazos.


Porque como he dicho antes, el fútbol es mucho más que un deporte, es una cesta de valores que empiezas a aprender desde que das la primera patada un balón. Porque es desde entonces cuando aprendes a ser justo, a empatizar, aprendes que no siempre se gana. Aprendes que tanto en el fútbol como en la vida, siempre hay nuevas oportunidades. Aprendes que para conseguir un objetivo tienes que trabajar y seguir trabajando y no rendirte. Aprendes que nada es fácil y que todo se consigue si te esfuerzas. Aprendes a saber perder pero sobre todo a saber ganar. Aprendes a trabajar en grupo porque te das cuenta que sin tus compañeros no eres absolutamente nada. En definitiva, APRENDES.

Por eso, a todas aquellas personas que dicen que el fútbol es un mero deporte, o que es una simple palabra, o que el fútbol sólo es un negocio. A todas aquellas personas, me encantaría decirle que para mí, el fútbol es mucho más, el fútbol es la persona en la que me he convertido. El fútbol es MI VIDA.


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Fonte: ALONBALON ES • por Víctor Jáuregui

A Excelência, um dever de todo treinador / “La excelencia: un deber de todo entrenador”

¿A día de hoy, sabe alguien a donde llegará cómo entrenador? o ¿cuánto potencial conseguirá desarrollar en su equipo esta temporada? Lo cierto, nadie tiene certeza de ello.


En cambio, de lo que sí se puede estar seguro es que siempre será posible aprender algo nuevo, que agregue valor al conocimiento y a la experiencia. El futuro es tan incierto como el resultado de una liga, pero todo lo que se puede hacer hasta que se juegue el último partido depende únicamente de cada entrenador. Esto ofrece inmensas posibilidades para trabajar con ilusión y de acercarse a las metas.

Incluso, se puede ir más allá del próximo junio: ¿qué tal si lo que suceda esta tarde se ve como un paso más de una larga carrera?

Puede que tantos obstáculos esta temporada dejasen algo valioso, por ejemplo, en forma de una nueva herramienta para aumentar el rendimiento en futuros equipos. La resolución de un problema hoy, sin duda será la sabiduría para el de mañana.

Pero… “si planifico muy bien, veo vídeos, estudio al rival, conozco y confío en mi equipo, mi forma de trabajar me da resultado, etc., etc. ¿qué más puedo mejorar?”.

¿Cómo enfocar el talento?

Los entrenadores, como cualquier persona, tienen una serie de cualidades innatas a las que se denominan talentos. Estos los habilita para aprender con rapidez aquello que se les da bien, que los caracteriza y que suelen disfrutar llevando a cabo.

Lo vemos en un futbolista habilidoso, en un líder con carisma o en un entrenador con capacidad de observación y pensamiento estratégico. Sin embargo, el talento en sí mismo no es suficiente para hacernos valer. Cuando ese “diamante” se deja de pulir pronto deja de brillar. Es por esto que hay tantos entrenadores frustrados o promesas de futbolistas que se quedaron en el camino. La determinación y el esfuerzo invertido en su perfeccionamiento son igual de importantes, o dicho de otra forma, un talento cuando no se cultiva, no prospera.

Lo cierto es que todo entrenador cuenta con diferentes cualidades personales que está en capacidad de desarrollar. Cuando estas se ponen en práctica y se perfeccionan día a día, como fruto del trabajo se produce un acercamiento a su máxima expresión. Y es entonces cuando se aprecia la excelencia. Probablemente, el liderazgo que Rafa Benítez mejoró durante tantas sesiones de entrenamiento, charlas y partidos, fue aplicado con maestría para que su equipo remontara aquella final de Champions contra el Mílan en 2005.

El mister también es una persona.

Debemos recordar que los entrenadores tienen familia y amistades, y deben cuidar tanto de su salud como de su bolsillo. Aquellos que no son profesionales, por no decir casi todos, también han de cuidar de su trabajo para poder disfrutar de su pasión (entrenar).

Si entendemos que el mister es una persona como cualquier otra, la preocupación por un problema personal lo puede llevar a bajar su rendimiento durante un entrenamiento (no salen los ejercicios como se planearon) o en el momento que da la charla previa a un partido (viendo en la cara de los jugadores que hoy no les está “llegando”).

Es necesario hacer las cosas bien dentro y fuera del terreno de juego. Si falla en casa o no cuida su salud física y mental avanza con “el freno de mano puesto”, limitando su potencial. Esto lo mismo sucede en un entrenador de primera división como en uno de juveniles, y ambos pueden mejorar. Es así como el equilibrio entre los diferentes “frentes” a los que ha de atender a diario resultará fundamental, no sólo a la hora de rendir al 100% como entrenador, sino a la hora de disfrutar y de encontrar bienestar. Este último, posiblemente es el aspecto que debería ser el más importante en la vida de los seres humanos.

Proponemos estas 10 características de la excelencia:

1. Consiste en el hábito de crecer y de desarrollar el potencial humano diariamente, el propio y el de los demás, y en cualquier ámbito de la vida. Por lo tanto, es una actitud que lleva a los entrenadores por un proceso de superación personal y profesional.

2. ¿Se puede alcanzar la excelencia? Los modelos de éxito, como los entrenadores de élite, pueden ser ejemplos de ello pero también incompletos (como todos se equivocan mucho). Por esto, en vez de suponer que se debe alcanzar, es mejor considerarla una búsqueda. Cada vez que se encuentra una forma innovadora de realizar un ejercicio o de motivar al equipo, se da un paso adelante, se abren puertas.
 3. Es la puesta en marcha del esfuerzo comprometido en la consecución de objetivos ambiciosos, medibles y realistas, como lo es para un equipo humilde meterse entre los 4 primeros. ¿Y si lo consigue? Ahora habrá que creérselo, controlar las expectativas dentro del equipo y la euforia del entorno. Gestionar las metas correctamente es importante. Puede ser por esto que, a principios de diciembre y entre otros motivos, equipos que empezaron la LFP con los mismos objetivos se encuentran uno muy por encima de lo esperado y otro muy por debajo.

 4. La excelencia es mucho más que llegar a la cima o mantenerse en ella. Cuando se logra una meta la única forma de superarse es buscando una nueva, asumir nuevos retos.

 5. Para mirar cada vez un poco más arriba es necesario salir de nuestra zona de confort. La experiencia nos indica lo que funciona y lo que no. Y a pesar de darnos cuenta de que muchas veces una estrategia no resulta apropiada, la seguimos repitiendo.

 6. ¿Y qué hay de las limitaciones? Como mencionamos antes, es incierto el punto hasta donde se puede llegar, pero aunque cada entrenador tiene sus limites seguro que estos están mucho más lejos de lo que cada uno cree.

 7. La excelencia se observa en la recuperación ante la adversidad, con ello nos referimos a la resiliencia, al ser resistente, a sobrellevar el dolor y el malestar físico y psicológico que suponen las situaciones límite. Después de una derrota dolorosa hay entrenadores que le sacan partido porque se hacen más fuertes, y otros no la analizan a fondo y simplemente pasan página sin haber aprendido nada.

 8. Cuando se hace frente a la diversidad de problemas que surgen cuando se dirige un equipo de fútbol, la incertidumbre es una constante. En estos momentos optimista y confiado en sus posibilidades es necesario. Esto se facilita cuando se conocen las propias cualidades y limitaciones.

9. La excelencia se orienta a un bien mayor. Por eso el “sufrimiento” de hoy no es más que una inversión de futuro, y ello incluye soportar muchas situaciones de presión. Desde un padre que paga en una escuela deportiva y exige que su hijo juegue, hasta un abonado que pide a gritos un cambio en la delantera. Todo esto hace parte del juego, hay que aprender a vivir con ello y a gestionarlo adecuadamente.

 10. La excelencia está al alcance de todo entrenador que asume la responsabilidad de superarse permanente. Es por esto que no sólo los mejores del mundo la ejemplifican. Mientras usted lee este artículo, puede haber en cualquier campo un anónimo entrenador de fútbol base creciendo día a día y potenciando el talento de los jóvenes futbolistas. Existen muchos casos de comprometidos líderes que también sueñan con llegar a Primera División o hacer de los chicos grandes personas y deportistas. Estos también demuestran grandes cualidades humanas y técnicas, al tiempo que son un digno ejemplo para sus seguidores.

“Una virtud? Intento ser mejor persona cada día” – Lionel Messi


Deberes para el rendimiento personal. 

El entrenador ha de preocuparse por gestionar adecuadamente sus propias cualidades si desea ponerlas al servicio de los futbolistas y rendir al 100%. Además de la búsqueda de la excelencia como líder de un equipo, esto incluye distintos aspectos:

– Organizar el tiempo de forma que se obligue a “desconectar” del fútbol, pues el cansancio además de físico, también es mental.

– Mantener niveles altos de energía con una correcta alimentación y descanso, así como el hacer ejercicio regularmente.

– Poner en práctica y en todos los contextos de la vida diaria aquellos valores que desea trasmitir a su equipo, pues si se enriquece la persona también crecerá el entrenador. Estos pueden incluir: iniciativa, responsabilidad, integridad, generosidad, gratitud, humildad, prudencia, valentía, ilusión, tolerancia, compromiso, etc.

– Desarrollar y perfeccionar las competencias psicológicas: automotivación, autoestima, gestión emocional, autoconfianza, autoconocimiento, autocrítica, fortaleza mental, adaptación/flexibilidad, innovación/ creatividad, atención/concentración, pensamiento estratégico, toma de decisión, etc.

– Interés por aumentar sus conocimientos técnicos e integrales sobre el deporte.  

– Interés por aprender un segundo idioma, el uso de nuevas tecnologías o de estrategias para promocionarse.

Deberes para el crecimiento del equipo. 

Para desarrollar el talento de su grupo de futbolistas y de su cuerpo técnico, el entrenador ha de aprender a relacionarse mejor. Son necesarias distintas estrategias en del ámbito social que favorezcan:

– El conocimiento de los demás y la empatía.

– La influencia positiva y la motivación.

– La construcción de la autoridad moral.

– El trabajo en equipo, la cohesión, la cooperación y el trabajo interdisciplinario.

– La gestión y mediación de conflictos.

– El liderazgo.

– El desarrollo integrado del jugador y del colaborador. Preocupándose por su bienestar personal, familiar, académico, etc.

La figura del entrenador debe soportar el peso del equipo y constituye el principal punto de referencia para jugadores, directivos y demás personas implicadas en el fútbol” (Morilla y cols, 2009)

Deberes para la adecuación del entorno.

Alrededor de un equipo de fútbol se encuentran diferentes personas que influyen de una u otra manera. Volverlos un aliado del entrenador es una necesidad tanto como mantener relaciones constructivas con todos ellos para que sean facilitadores del aprendizaje, y por lo tanto, del rendimiento del equipo. Entre ellos tenemos:

– La afición en el profesionalismo y los padres en el deporte de base.

– Los directivos.

– Los árbitros.

– Los representantes.

– Los medios de comunicación.

“En mi opinión el entrenador tiene la obligación de ser una persona ejemplar, su poder depende se su ejemplo, por lo tanto debe ser una persona moralmente íntegra. Esa integridad generará confianza en los jugadores” – Vicente Del Bosque. 


La excelencia: un estilo de vida para el entrenador.

Más que una forma de entrenar, la excelencia debe ser un estilo de vida que trascienda lo deportivo/ profesional:

– Si se “da todo” en el los campos pero no en el aspecto personal, por ejemplo, tarde o temprano se pagará esa factura y se dejará de progresar. El entrenador se debe entender de forma integral y hacer lo posible por alimentar y equilibrar cada parte de su vida. Esto sin duda le ayudará a realizar un mejor trabajo y a sentirse más satisfecho cada día.  

– Más que un deber con la profesión, la excelencia es una obligación consigo mismo.

– Deben ser un ejemplo en el deporte y en la vida, e inspirar dentro y fuera del campo. Es triste el caso de entrenadores admirados por los jugadores pero no por sus hijos.

– En definitiva se busca acumular “riqueza mental y social” para afrontar retos futuros. Adquirir permanentemente nuevas y mejores herramientas para mejorar el rendimiento, desarrollarse de forma integrada, y aumentar el bienestar y la satisfacción personal.

– Como la excelencia incluye la generosidad, cuando ya no vayan a subir más (o descubran su límite), debería ser una obligación de los mejores volver al principio y entrenar a futbolistas jóvenes. Sólo que para esto será necesario apartarse del ego y de otras cosas más.

Empezar a recibir millones de sonrisas a cambio. Tantos conocimientos y experiencias también deberían ofrecerse desinteresadamente, por el bien de nuestro fútbol.

Esta sería la mejor y más auténtica muestra de excelencia en un entrenador.

“No por el hecho de tener 31 años tengo que dejar de mejorar y crecer. Tengo que seguir aprendiendo” – Carles Puyol (Puig, 2010)

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Fonte: Mundo Fútbol Base Es • por Santiago Rivera

Todos os treinadores conseguem ser líderes?

A discussão não é recente mas também vai vivendo de crenças. Várias. Mas felizmente o tempo vai-nos dando cada vez mais episódios para se observar e analisar sobre diversos treinadores que em diferentes etapas da sua carreira vão conseguindo com maior ou menor dificuldade impor as suas ideias. Por outro lado, outros treinadores com inúmeras oportunidades raramente conseguem atingir os resultados que teoricamente os jogadores fariam prever.

Para destacar os que mais vencem, poderíamos colocar nesta lista mais atual nomes como Guardiola, Mourinho ou Ancelotti, sabendo que de fora ficam muitos mais. Mas mesmo estes três também perdem. E quando perdem, todos nós disparamos um conjunto de razões em que tentamos encontrar relação direta entre os resultados e as ações que acontecem em campo. E não lhes falta na grande maioria das vezes recursos para que atinjam quase sempre bons resultados. Do outro lado também existem adversários, é verdade, mas também sabemos que há qualquer coisa mais para lá disso.

E o que é? Colocaria o tema da liderança ao barulho. E como? A verdade é que a alta competição é fria, cruel e está sempre à procura do falhanço para nos fazer lembrar que quem joga e vence são os jogadores. E são os jogadores porque são eles que pela regra podem andar lá dentro a lutar, correr, rematar, defender, etc. Pode parecer La Palice, mas é mesmo assim. Onde entra então o treinador? Até porque eles possuem muito conhecimento, mas isso hoje em dia é cada vez mais facilmente possível captar em cursos, internet, observando ou copiando. Mas não é isto que faz a diferença!

O que faz a diferença é a capacidade e a habilidade de transferir para os jogadores o conhecimento. Aquilo que o treinador pretende que seja realizado. E ainda mais importante, o como! E aqui entra a liderança, o seu conjunto de ações. Crenças, motivações, perfis comunicacionais e relacionais. É isto que também diferencia os bons e maus momentos das equipas. O treinador maestro é diferente de treinador ditador. Maestro não apenas para gerir e ter à sua disposição um conjunto de talentos, mas para lhes dar mais liberdade, autonomia nuns momentos e controlar e comandar noutros. E Mourinho, Guardiola, Conte, Fernando Santos por exemplo sabem isso melhor do que qualquer um de nós. E também se questionam porque às vezes o seu perfil é o mais adequado para conseguir que os seus jogadores estejam no topo da motivação e foco e por outras vezes não seja suficiente

Como podemos analisar ou responder a esta questão? Se retirarmos os treinadores em escalões de formação – e mesmo aí a discussão levaria muito tempo para encontrar respostas próximas da unanimidade -, todo o treinador treina para que as suas equipas e atletas vençam. E quando não vencem, mesmo que seja contra adversários teoricamente mais poderosos, fica sempre um sentimento de insatisfação ou desalento.

Percebe-se que os treinadores se auto-titulam de líderes. E também concordaria. Precisando primeiro de questionar qual a definição de liderança que cada um de nós utiliza. Os verbos que agarramos à tarefa de liderar são importantes para nos auto-definirmos como líderes, mas depois de falar com vários treinadores e observar como as equipas reagem, percebe-se que é importante destacar isto: os treinadores mandam e comandam nem que seja à pressão, mas isso na minha opinião já não é liderar!

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Fonte: Mais Futebol Pt • por Rui Lança

El futbolista mejora cuando es perdonado y querido. 

Reflexiones de Marcelo Bielsa que nos dan que pensar en esto del fútbol.

“El futbolista mejora cuando es perdonado y querido” – Marcelo Bielsa

Si por algo se distingue Marcelo Bielsa es por sus ideas y por su particular modo de comunicarlas. A lo largo del último lustro, el entrenador del Athletic no dio entrevistas, pero ofreció numerosas charlas en las que expuso su camino, sus inquietudes. A continuación se ofrecen extractos de sus conferencias en el Club Náutico Quilla de Santa Fe (Argentina) y en la Universidad de Valparaíso (Chile).

Amor y perdón: “Hay algunas cosas que me sirvieron. La religión, especialmente la católica, tiene cuatro ejes antagónicos. Culpa y castigo; amor y perdón. El castigo está más en la superficie que el perdón y la culpa está más en la superficie que el amor. Con el tiempo me fui dando cuenta de que perdonar y querer al futbolista lo mejora”.

Coincidencia: “Las palabras respeto y afecto, aquí, funcionan como sinónimos. Viví cuatro años en Chile. A los chilenos les va bien como país. Y les va bien por algo que los argentinos, que somos confrontativos, describiríamos como hipocresía y falsedad, que es ponerse de acuerdo, que es soslayar las diferencias con el otro. Para ir en un mismo sentido hay que tener un margen mínimo de coincidencia”.

Quiero que me quieras: “Como todo ser humano, lo que dice el futbolista es: ‘Quiéreme de verdad. No solamente para que gane. Yo quiero que me quieras para poder ganar, no quiero que me quieras porque gané’. A todos nos taladra ese que cuando vas a la cancha te dice: ‘Hay que ganar’. Y te genera un fenómeno interior de tener que responder a las expectativas de todos. Dices: ‘¡Puta!, ¿cómo voy a tener que ganar?”.

Desarrollo: “Los países desarrollados se caracterizan porque comparten la pobreza. Los equipos de fútbol desarrollados son los que reparten el trabajo sucio”.  

Resiliencia: “La resiliencia es la principal virtud de un jugador. Es la virtud que tiene un cuerpo de recuperar la forma original después de haber sidodeformado. Los grandes jugadores superan inmediatamente el dolor de la derrota o cualquier dolor que le produzca el juego”

Uniformidad: “Los que tenemos que gobernar colectivos queremos que todos los jugadores sean iguales. Estamos en contra de los diferentes. Pero hay partidos de 0-0 en los que en el minuto 90 les pides a los jugadores: ‘Inventen algo’. Y te miran diciendo: ‘¿Toda la semana uniformados y en el minuto 90 de un 0-0 inamovible hay que ser diferentes?’. Ahí empiezas a entender lo imprescindible del diferente. No basta con tolerar al distinto. Es indispensable respetarlo… Y lo digo yo, que los tolero, no los respeto. ¡Pero sé que debo respetarlos! ¿Con qué distinto? Que no arrastre a otros”. 


Reglamento: “Interpreto el reglamento como un arma que asiste al juego para que haya armonía y para que la dedicación esté puesta en tratar de superar al rival. El juego fue creado para superar al rival de acuerdo con la belleza de los elementos que tiene el juego y no para observar el reglamento buscando perfiles que nos permitan superar al rival, pero no con la legitimidad de la esencia del juego. La esencia del juego es el gesto al servicio de la belleza”.

Pase y ‘gambeta’: “Eliminar al rival a través del pase es el sustituto a la gambeta. Cuando uno no puede gambetear porque no tiene talento, gambetea a través del juego asociado. No es tocar y picar. No es sucesión de vértigos. Hay una estación intermedia”.

Regreso: “La falta de regreso al ser eliminado en una gambeta es una cosa que el futbolista no tiene incorporado. Hay que desarrollársela. Nosotros estamos acostumbrados a pedir ayuda, pero estamos menos acostumbrados a darla después de recibirla”.

Emotividad: “Siempre les digo a los jugadores que hay que estar ‘cerca y dispuesto’. El fútbol es fundamentalmente un hecho activado por la emotividad. Todo esto se logra entrenándolo, pero no es necesario entrenarlo si los jugadores están entusiasmados. Estas cosas se hacen para cuando los futbolistas no tienen ganas”.

Pared: “La pared es una forma de eliminar rivales que necesita la complicidad del que defiende: el defensa es cómplice porque originalmente está más cerca del lugar al que va la pelota que el destinatario de la devolución”. 

Pase: “La forma de comunicación a través del pase tiene 36 formas posibles”.

Desmarque: “¿Cómo se aprende a enseñar a desmarcar? Viendo a los que se desmarcan bien muchas veces y sacando la matriz, el eje, la huella que identifica el movimiento. Por ejemplo, el desmarque Orellana. Le pusimos así porque lo aprendimos de él. Orellana es frágil y la pide antes y la recibe después. Porque, si la recibe antes, como tiene poco peso, sufrirá más la patada. Es la naturaleza la que enseña. La cultura de los que tienen es distinta de la cultura de los que no tienen”.

Programa: “Los futbolistas, en la actualidad, no están formados con la estructura de un programa y esta cuestión va en contra del desarrollo del talento. La formación silvestre, natural, es la mejor de todas. No tiene normas y los jóvenes la ejecutan espontáneamente. Pero eso ha dejado de ser posible porque para que la formación natural se concrete hay que disponer de cinco horas diarias libres durante un periodo de cuatro a seis años. Hay continentes que siguen dando futbolistas porque se produce lo que hace falta: lugar, tiempo y amor por el juego”.

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Fonte: Mundo Fútbol Base Es | por Ivan Anero

As 10 ideias do pensamento de Pep Guardiola


Pep Guardiola é técnico principal há menos de uma década mas o fascínio que exerce faz com que muitos não o apontem somente como o melhor treinador do mundo hoje, mas como o principal candidato ainda no ativo a melhor treinador de futebol de sempre. Tal afirmação pode parecer exagerada, mas a realidade tende a ir ao encontro com ela. Guardiola criou as duas melhores equipas da última década. Pep ganha mais, porque é melhor. Muito Melhor!  

Ele nega-o! 

O próprio Guardiola afirma que o seu maior talento é: escutar e observar! Saber reconhecer uma boa ideia quando a escuta; e, saber modifica-la, adapta-la as suas necessidades e, acima de tudo, expandi-la e torna-la melhor. Baseados no livro “Guardiola Confidencial” de Marti Perarnau, deixamos abaixo as 12 ideias do futebol de Pep Guardiola que revolucionaram o “desporto rei” no sex XXI:

1: Os jogadores são homens adultos

Quando o jogador diz “basta” ou desiste de se empenhar, quando deixa de acreditar em sua própria capacidade de evoluir, o técnico não insiste, encerra o trabalho. Já era. Se o jogador não investe toda a sua energia na ideia (do treinador), Guardiola não dá um passo a mais. Afinal, ele pensa: são atletas adultos, cercados de conselheiros, assessores, donos da própria carreira: são eles que devem decidir se querem estar no projeto.

2: 15 passes

Se não houver uma sequência de 15 passes preparatórios, é impossível realizar bem a transição entre ataque e defesa. Impossível. O importante não é ter a bola, nem passá-la muitas vezes, mas combinar os passes com uma intenção. Os percentuais de posse de bola ou o número de passes de uma equipa ou de um atleta não tem a menor importância: o que importa é a intenção por trás dos passes, o que se buscava quando foram dados, o que uma equipa pretende quando tem a bola na sua posse. 

3: Definir os seus espaços no campo

No futebol, há basicamente dois tipos de propostas: as que se organizam pela bola e as que se constroem pelo espaço. Se você quer ganhar os jogos mantendo a bola em seu domínio deve proteger suas costas e cuidar os rivais que atuam livres, no que no basquete costumam ser os pivôs: jogadores que ficam posicionados no garrafão rival

4: É preciso praticar, praticar… o processo defensivo 

A defesa sempre o interessou muito porque exige a prática e o trabalho árduo. O ataque se apoia mais no talento inato; a defesa, no trabalho que você é capaz de realizar. Por isso, se ocupa tanto da organização defensiva e dos movimentos correspondentes. Ao longo do ano, a cada intervalo de algumas semanas, repassa os conceitos defensivos. A equipa que não faz isso está perdida. Mas se você perguntar onde nasce a criatividade em matéria de defesa, Guardiola dirá que o segredo é observar e refletir

5: Linguagem corporal e sinais pelo corpo

Como foi jogador, sabe perfeitamente que durante a partida os atletas não conseguem ouvi-lo dentro de campo. Por isso, usa a linguagem dos gestos: sinaliza com os braços nas costas para indicar os buracos que devem ser cobertos ou a linha defensiva que precisa ser protegida e passa 70% do jogo a caminhar, nunca fica quieto!

6: Liberdade e respeito pelos atletas

O Balneário é um reduto dos atletas. Guardiola nunca invade esse espaço, exceto no intervalo dos jogos, quando faz uma rápida análise do que aconteceu no primeiro tempo e anuncia as propostas para o segundo. No início e no final, ele não é visto no vestiário. Quando era atleta, não gostava que seus técnicos invadissem esse ambiente, ao se tornar tecnico tomou essas recordações em conta.

7: Convence os atletas

O que engrandece um técnico é aquilo que os jogadores dirão dele no final. Se conseguir convencer esses atletas a jogar dessa ou daquela maneira e se puder ajudá-los a crescer e a melhorar ainda mais, ele estará muito contente e satisfeito e também mais proximo da vitória.

8: A Bola não é para se levar a passear… há objetivos

Guardiola odeia a expressão “tique-taca”. Odeio! Isso é passar a bola por passar, sem qualquer propósito. E isso não serve pra nada. Não acreditem no que dizem por aí. O Barça não tinha nada de tique-taca. Isso é invenção. Não acreditem. (…) É preciso passar a bola, mas com intenção, com propósito. Passá-la para sobrecarregar um dos lados, para atrair e resolver no canto oposto. Passar a bola para criar dificuldades aos adversário.

9: As palestras… passar a tua ideia nunca é demais

Normalmente, são três palestras para cada jogo. Na véspera, explica como o adversário atua no ataque; na manhã da partida, detalha as estratégias ofensivas e defensivas do rival; e à tarde, no hotel da concentração.

10: O plano tático

Do ponto de vista tático e estratégico, ele desenha na sua mente toda a temporada. Mas nas transmissões das mensagens que desenvolvem esse plano intricado, tem dificuldades quando não atinge o volume preciso das ideias a serem apresentadas a cada tipo de atleta. Costuma ter sucesso ao se corrigir, mas leva certo tempo para encontrar a dose ideal de explicações. A virtude de Pep reside na riqueza de seu plano, no mapa tático do tesouro que possui. Seu defeito é a dificuldade para medir com precisão a quantidade de informação a transmitir. Nesse equilíbrio está o sucesso!

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Fonte: Desporto&Esport

Futebol – Zona 14: O que é? Importância?

O desporto, como o temos vindo a salientar, tornou-se em todas as áreas impressionantemente profissional e aproximou-se de ferramentas que possibilitam análises mais científicas deixando progressivamente de lado observações empíricas. No futebol, os últimos anos têm sido de grandes mudanças, nomeadamente na análise de desempenho de jogadores e equipas. Destas análises tem-se chegado a interessantes conclusões. Uma das mais importantes é da “Zona 14”.

Pela foto de capa deste artigo é possível percecionar a área geográfica no campo a que pertence a zona 14. E as inúmeras pesquisas realizadas apontam-na como um fator-chave para as equipas conseguirem resultados positivos e para chegarem ao que mais desejam, o golo. Esses mesmos estudos apontam quatro formas chaves como as equipas vencedoras exploram a esta área: Maior utilização e procura – tanto de dentro dazona para fora como de fora para dentro, maior número de passes de rutura a partir desta local geográfica do terreno, e maior capacidade de recuperar a bola neste local.

Existem inúmeros bons exemplos de equipas que exploraram e exploram particularmente bem a Zona 14 e se deram extremamente bem com isso. O primeiro exemplo é a seleção francesa campeão do Mundo e da Europa em 1998 e 2000, respetivamente. Com Zidane frequentemente a aparecer e a fazer a diferença. Abaixo um excelente exemplo de como Zidane tão bem explorava a Zona 14.


Uma equipa que explorou como nenhuma outra a Zona 14 foi o Barcelona de Guardiola, que com Iniesta e Messi e um pouco mais atrás Xavi fazia circular sistematicamente a bola nessa área do relvado na procura de desequilíbrios e passes de rutura. Um outro bom exemplo, é o da equipa do Manchester United campeã da Europa em 1999, que no anterior seculo possuía um dos maiores índices de passes e de utilização na Zona 14.

Por norma a Zona 14 é “habitada” por jogadores com dotes técnicos acima da média, e jogam nas posições de segundo avançado centro, o número 10 – o organizador de jogo ou o que atualmente é comum pelo médio box-to-box. O uso eficaz desta zona passa por passes positivos e de ataque e sempre para a frente. Um passe nesta zona tem quatro vezes mais hipóteses de êxito. O tempo de utilização desta área é também crucial e não deve ultrapassar os 8 segundos ou as chances de êxito diminuem consideravelmente, sendo que o tempo ideal seria de 2,7 segundos.


Em jeito de conclusão, a zona 14 está localizada fora da área de grande penalidade, e demostrou-se que equipas com um maior número de êxitos são aquelas que usam mais frequentemente esta zona. A forma mais eficaz de utilizar esta zona geográfica do terrono de jogo é o passe para a frente e executado rápidamente. Por fim, é nesta zona que se registam as maiores taxas de sucesso em passes de rutura, quatro vezes superiores às encontradas nas alas.

Para este artigo usamos as seguintes referências, que podem e devem ser utilizadas pelos leitores para explorarem mais este tema:

  • footballperformanceanalysis, The Telegraph e TAYLOR, S., J. ENSUM & M. WILLIAMS, 2002. A Quantitative Analysis of Goals Scored. Insight, 5(4), 28-31. 

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Fonte: Desporto&Esport

6 DICAS PARA PLANEJAR SUA CARREIRA PARA TRABALHAR COM ESPORTES. 


Uma das maiores dificuldades ao planejar sua carreira para trabalhar com esportes é descobrir o que fazer para conseguir o primeiro trabalho.

De fato, muitas pessoas demonstram interesse em atuar nesta área, pois uma carreira em esportes pode ser bastante atrativa. É a escolha ideal para quem deseja trabalhar em ambientes divertidos ou em contato direto com equipes e atletas famosos.

Então, para te ajudar, vamos mostrar 6 excelentes dicas para que você siga seu sonho de trabalhar com esportes. Continue lendo e confira!

1. TRABALHE OS FUNDAMENTOS

Para que um time seja campeão, seus treinadores precisam trabalhar incessantemente os fundamentos. E o mesmo princípio pode ser aplicado ao seu planejamento profissional. Portanto, confira e reveja os elementos presentes em seu currículo e carta de apresentação.

Empenhe-se em melhorar as técnicas necessárias, para ser bem-sucedido em entrevistas de emprego, e procure profissionais que possam conferir estes itens e te oferecer críticas construtivas.

Esteja preparado, inclusive, para receber respostas negativas em entrevistas de emprego. Afinal, a preparação é um dos fundamentos básicos em qualquer planejamento de carreira.

Se for recusado, pergunte ao empregador em potencial quais falhas ele encontrou em sua apresentação, e o incentive a falar honestamente sobre quais aspectos é preciso melhorar. Mas não deixe que a resposta o perturbe: ela pode ajudar a descobrir seus pontos fracos e o que fazer para superá-los.

2. INVISTA EM NETWORKING ONLINE E PRESENCIAL

Isso é fundamental: use todas as redes sociais em que estiver inserido — como LinkedIn, Facebook, Twitter e outras — para criar contatos profissionais.

Além disso, participe de reuniões e convenções voltadas à sua carreira. Esta é uma das vantagens em se trabalhar com esportes: muitos clubes, associações e federações realizam regularmente tais eventos.

Aprofunde o relacionamento com as pessoas que já conhece — professores, treinadores, gestores, etc. — para aumentar sua lista de contatos.

E, se você estiver cursando uma faculdade e sua instituição contar com um centro de carreira, não deixe de utilizar esta estrutura. Por fim, informe seus amigos e familiares sobre a sua opção de carreira — nunca se sabe quando alguém vai ouvir a respeito de uma boa oportunidade.

3. MANTENHA-SE OTIMISTA

Sim, essa é uma dica mais fácil de dar do que de seguir. Todavia, lembre-se de que você não é a primeira pessoa que encontra dificuldades em planejar a carreira dos sonhos. Muitas pessoas que buscam trabalhar na área são, elas mesmas, esportistas ou convictos praticantes de atividades físicas.

Pois bem: pense o quanto você melhorou na prática de seu esporte favorito ao longo do tempo. De modo semelhante, é bastante provável que você alcance seus objetivos profissionais se aplicar a mesma determinação e vontade.

4. SEJA FLEXÍVEL

Se estiver disposto a mudar para um novo mercado, muitas possibilidades novas surgirão. Então, leve em consideração todas as opções possíveis.

Além disso, em termos de carreiras esportivas, se você considerar opções de trabalho fora de seu esporte favorito, ainda mais portas serão abertas. Mas tenha em mente que pouquíssimas pessoas conseguem o emprego do sonho enquanto universitárias ou recém-formadas.

Por isso, seja flexível o suficiente para aceitar uma ocupação que, a despeito de não ser a desejada, facilite seu caminho até atingir seu objetivo final: trabalhar com esportes.

5. APROVEITE TODAS AS OPORTUNIDADES PARA TRABALHAR COM ESPORTES

Se você tem dedicado tempo e esforço planejando sua carreira de sonho — digamos, junto a uma equipe de futebol — e a temporada começou com você apenas olhando, pode ser a hora de aproveitar suas outras habilidades.

Talvez você até já tenha vendido anúncios para o jornal da faculdade. Experiências como essa podem ajudar você a conseguir um trabalho na área de vendas com um clube de futebol, vôlei ou algum outro esporte.

O importante é que você encontre uma ocupação que ajude a desenvolver as habilidades necessárias para sua carreira.

Aliás, o ideal é que sua busca por trabalho tenha justamente esse requisito como fator determinante. Assim, ainda que seja um trabalho não relacionado a esportes, procure por aquele que aperfeiçoe suas habilidades enquanto te ajuda a pagar as contas.

Ainda, se possível, é extremamente interessante atuar em meio período, ou mesmo voluntariamente, em alguma organização esportiva. Certamente, essa combinação fará de você um candidato melhor na próxima entrevista de emprego!

6. FAÇA CURSOS PROFISSIONALIZANTES

A indústria esportiva está cada vez mais exigente, dando preferência a profissionais capacitados e que possam oferecer algum diferencial em sua atuação. Tanto que, independentemente de suas atuais credenciais acadêmicas, é necessário o aprofundamento de sua formação para se sobressair no mercado.

Nesse sentido, cursos profissionalizantes objetivam ampliar seus conhecimentos e desenvolver habilidades que permitam a você se destacar em meio à concorrência.

E, entre os inúmeros cursos disponíveis, há duas áreas que têm apresentado muitas oportunidades e boas perspectivas de futuro, para que você aumente as suas chances de trabalhar com esportes. Vejamos quais são:

MARKETING ESPORTIVO

Ao realizar um curso nesta área, você estará apto a utilizar o esporte como instrumento de comunicação (para empresas e/ou instituições) por meio do estabelecimento de parcerias e patrocínios às confederações, federações, equipes, atletas etc.

Você será capacitado, também, a aplicar ferramentas de marketing a qualquer produto ou serviço relacionado a esportes, tais como vestuário, academias, equipamentos, eventos etc.

Além disso, vale ressaltar que o PIB da indústria esportiva cresce em ritmo mais acelerado do que o do Brasil e não demonstra sinais de que vai desacelerar nos próximos anos.

Nesse sentido, profissionais de marketing esportivo trabalham em assessorias de comunicação, eventos, relações-públicas, campeonatos dos mais variados níveis e modalidades, e na assessoria de imprensa de clubes e atletas.

GESTÃO ESPORTIVA

Esta é a formação ideal para atuar como organizador de torneios, dirigente de clubes, consultor ou gerente de academias e/ou escolinhas.

O diferencial do gestor esportivo é sua habilidade em lidar com pessoas. Então, em um segmento que tende a envolver grandes quantias em dinheiro, além de marcas e atletas famosos, saber como formar e conduzir equipes de trabalho competentes é essencial.

Você pode atuar, também, na captação de recursos. Será capacitado para converter atividades esportivas em resultados financeiros para sua empresa.

Por fim, lidar com interesses conflitantes é outra das atribuições do gestor esportivo. Isso significa que você deverá obter conhecimentos sobre direito desportivo para evitar danos e prejuízos a seus clientes ou à sua empresa.

Bom, como vimos, iniciar uma carreira de sucesso e trabalhar com esportes requer que você esteja sempre atento para aproveitar todas as oportunidades de aperfeiçoamento profissional. Mas com foco e preparo, é possível!

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Fonte: JHAreias.com | por João Henrique Areias