A importância do preparador físico no modelo de periodização tática no futebol contemporâneo


O futebol é sem dúvida um dos esportes mais praticados e acompanhados no mundo.

Segundo Osgnach et al. (2010) futebol é uma modalidade esportiva de intensidade variada, que envolve períodos de repouso, de baixa, moderada e alta intensidade. O treinamento do atleta em diferentes intensidades, respeitando a especificidade do jogo implicou em uma primária quebra de paradigma do treinamento, visto que em tempos mais remotos tinha-se a errônea ideia de que quanto maior fosse o deslocamento dos atletas, maior seria o condicionamento físico deste, independente da forma como este fosse realizado.

O treinamento esportivo implica na divisão do tempo total da temporada de treinamento em pequenos períodos denominados de fases, permitindo assim maior organização e controle das variáveis (BOMPA, 2002).

Por muito tempo houve uma segmentação dos aspectos físicos, técnicos e táticos, em que o treinador ficava responsável pela parte tática e o preparador físico pelo desenvolvimento do condicionamento dos atletas. Autor contemporâneo, Garganta (2004) afirma que um dos aspectos mais importantes na preparação dos jogadores para a competição é o treinamento que visa principalmente a organização tática da equipe.


Figura 1 – Por muito tempo a preparação física foi elaborada de forma que se atingisse o ápice de cada aspecto de forma segmentada.

Entretanto, no futebol atual o tempo de preparação se tornou muito curto, com a pré-temporada (período compreendido entre o início dos treinamentos e o início da temporada competitiva) durando em média de 15 a 20 dias, o que exige com que os atletas alcancem desempenho satisfatório nas distintas valências em períodos curtos de tempo. Além disso, o desempenho deve ser mantido ao longo de toda temporada, visto a configuração contínua das competições, demonstrada, por exemplo, pelo modelo de pontos corridos, presente nos principais torneios nacionais (Campeonato Brasileiro, por exemplo) e internacionais (Premier League – ING; Série A – ITA; Liga de Fútbol Profesional – ESP).

Nesse sentido uma nova forma de periodização do treinamento surge contemplando o desenvolvimento físico, técnico e tático de forma conjunta dentro do contexto da modalidade – modelo este que ficou conhecido como periodização tática (PT). Segundo Mesquita (2000) a PT vem a ser uma metodologia de treinamento desenvolvida na construção e qualificação de um modelo que visa relação mais forte com as questões táticas propostas pelo treinador, qualificando e fundamentando o treinamento na construção de um “jogar” específico para a equipe.

Com isso, atualmente o preparador físico passa a ter funções que vão muito além daquelas tradicionais voltadas à orientação das atividades de desenvolvimento exclusivo da valência física. Nesta segunda quebra de paradigma, o preparador físico contribui com a organização tática da equipe, uma vez que seus treinamentos devem ser orientados para o desenvolvimento integral do atleta dentro dos padrões de jogo preestabelecidos. Sendo assim, a parte física não é o fator principal a ser desenvolvido, já que as exigências físicas são propostas dentro do contexto do jogo, em que o jogador deve assumir a forma tática específica desde o início da preparação.

Além disso, Castelo (1996) descreve que os treinamentos serão idealizados a partir de um modelo em que haja processo de ensino-aprendizagem, de forma que os jogadores compreendam o modelo de jogo proposto através da organização e do desenvolvimento das vivências e tomadas de decisões, envolvendo a integração do treinamento cognitivo. No mesmo sentido, Queirós (1996) descreve de forma sistemática e metódica que o modelo de jogo deve preconizar ideias de como se pretende que a organização tática seja praticada, definindo as tarefas e comportamentos técnicos e táticos de cada jogador por meio dos treinamentos.

Enfatiza-se então assim que o treinamento deve ser pensado em relação à organização individual e coletiva, envolvendo atividades que desenvolvam capacidades físicas (resistência anaeróbica lática e alática, agilididade, força e potência musculares); capacidades motoras (tempo de resposta, tempo de bola, habilidade óculo manual; controle de força) e capacidades cognitivas (memorização e aprendizagem motora, tomada de decisão).

Tal abordagem apresenta algumas vantagens em detrimento das demais consideradas mais clássicas, dentre elas: (1) qualificar um modelo de jogo proposto do treinador aos jogadores, desenvolvendo integralmente as variáveis físico-técnico-táticas dos atletas; (2) desenvolver a tomada de decisão de forma coletiva e individual a partir de atividades ou situações mais próximas possíveis da situação real de jogo; (3) economia de tempo e sessões de treinamento melhor organizadas.

Para os profissionais da preparação física este modelo é de extrema relevância, pois desde o início dos treinamentos, a preparação englobará todos os aspectos envolvidos no desempenho de modo a exigir uma atuação mais conjunta dos membros da comissão técnica, especificamente do head coach com seus respectivos physical trainers.


Figura 2 – Na periodização tática todos os aspectos são desenvolvidos conjuntamente no treinamento.

Pivetti (2012) descreve que a periodização tática é uma metodologia que concebe o treinamento como um processo de ensino-aprendizagem, regendo-se por princípios metodológicos próprios que rompem com o convencionalmente instituído, já que se suporta em uma sustentabilidade científica, ainda que esta esteja em processo de desenvolvimento e elucidação.

Atualmente o fundamental papel do preparador físico é pensar e elaborar o treinamento de seus atletas de forma que os aspectos físicos, técnicos e táticos sejam desenvolvidos de forma conjunta dentro de modelos específicos da modalidade e, mais que isso, do padrão de jogo que se pretende implantar, o que exige que os meios e métodos empregados sejam elaborados da maneira mais próxima possível da realidade.

Conclusão

O papel do preparador físico atual é trabalhar em conjunto com o treinador possibilitando cada vez mais melhora no modelo de jogo da equipe ao longo da temporada, com todo treinamento estando subordinado ao modelo de jogo, inclusive o treino físico. Contudo, cabe então aos pesquisadores e aos preparadores físicos maiores investigações a respeito deste modelo de periodização, fornecendo além de um modelo teórico, uma fundamentação científica que torne mais segura a aplicação deste modelo em detrimento de outros já bem estabelecidos.

Referências

BOMPA, T.O. Periodização: teoria e metodologia do treinamento. 4 ed. São Paulo: Phorte, 2002.

CASTELO, J. Futebol–A organização do jogo. 1996.

GARGANTA, J. Atrás do palco, nas oficinas do futebol. In: : GARGANTA, J. O., J.; MURADA, M (Ed.). Futebol: de muitas cores e sabores. Reflexões em torno do desporto mais popular do mundo. Porto: FCDEF-UP, 2004. p.228-34.

OSGNACH, C., S. POSER, R. BERNARDINI, R. RINALDO, and P. E. DI PRAMPERO. Energy Cost and Metabolic Power in Elite Soccer: A New Match Analysis Approach. Med. Sci. Sports Exerc., Vol. 42, No. 1, pp. 170–178, 2010.

QUEIRÓS, C. M.; QUEIRÓS, J. Estrutura e organização dos exercícios de treino em futebol. 1986.

PIVETTI, B. Periodização Tática. O Futebol-arte alicerçado em critérios. São Paulo: Phorte, 2012.

Fonte: Universidade do Futebol • Prof. Dnd. Luis Felipe e Sérgio Rubem

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Quão complexo pode ser o Futebol? Perspectivas Científicas e Análises Contemporâneas do Jogo

Com a aproximação da ciência ao esporte nas ultimas decadas, começamos a perceber relações entre a natureza e a natureza do jogo. Dessa forma, elenco aqui algumas das lições que aprendi nos ultimos anos sobre o futebol:

1. Quando jogamos comportamo-nos como parte de um sistema sociobiológico, assim como os exemplos encontrados em outros sistemas bioecológicos:


2. No futebol, os jogadores estão conectados a diversas informações que mudam a todo momento durante o jogo. A auto-organização das equipes define o quanto cada momento do jogo está sendo previsto ou não pelos jogadores. Sendo que, uma equipe organizada não é uma estrutura rígida, ela é um sistema, possui um comportamento coletivo, com um conjunto de participantes (jogadores) que tentam coordenar a cada momento suas atitudes e seus posicionamentos de acordo com os objetivos comuns aos seus companheiros e contrários aos adversários.


3. Uma equipe de futebol comporta-se de acordo com o grau de inteligência coletiva que possuem seus jogadores. Portanto, o treino deve ser o momento de aumentar as possíveis interações representativas de uma auto-organização, o que implica em conectar as percepções-ações dos jogadores para um objetivo comum dentro do ambiente do jogo. O interessante documentário francês Football, l’intelligence collective (2006) define este sistema (equipe) que interage e forma uma inteligência coletiva, além disso, discute os processos criativos dos jogadores.


4. Na relação de convivência de espaço e objetivos, alguns personagens deste sistema sociobiológico começam a assumir um papel de liderança dentro da rede de interações, provavelmente por um entendimento antecipatório das situações do instante seguinte, que ocorrem mediante o funcionamento de um sistema visuo-motor eficiente, responsável pelos mecanismos de percepção-ação (que operam acoplados, segundo a perspectiva moderna da pscicologia e neurociência).


5. Os estudos em análise comportamental cresceram acentuadamente nos ultimos anos no futebol e parte desse crescimento pode ser atribuído ao uso de tecnologias pelos cientistas do esporte, como os dispositivos GPs ou através do rastreamento de imagens das movimentações dos jogadores. As análises tem ajudado a compreender o comportamento tático e monitorar os esforços físicos. No video abaixo, Bruno Gonçalves, cientista do esporte e investigador do CreativeLab/CIDESD, explica melhor a utilidade destas ferramentas.


6. As métricas matemáticas de análise de redes sociais (ARS) tem sido estudadas para relacionar o desempenho dos jogadores com a sua contribuição e seu papel para a equipe. A ARS é um exemplo de como as relações de comunicação entre jogadores pode ser estudadas mediante a utilização de uma perspectiva sistêmica.

De certa forma, estas análises discriminam os papéis de cada um dos jogadores e indicam uma relação de poder dentro do sistema (equipe). Por exemplo, quando utilizamos a análise de redes com os dados de interações tático-técnicas, conseguimos perceber quem são os jogadores que contribuem mais para a construção do jogo ofensivo da equipe. Segue abaixo um exemplo quantitativo (A) e qualitativo de visualização destes dados (B, C):

7. As metodologias de treino contemporâneas, criadas em diferentes épocas, contextos e lugares, fazem parte de um Modelo de Ensino Centrado no Jogo. Essas metodologias possuem características da Pedagogia Não-Linear e considera que:


O treino é baseado na utilização de ambientes de jogos diversificados e constrangidos por meio de tarefas adaptadas.

As tarefas de treino para serem representativas do jogo devem conter as fontes de informação necessárias para que o jogador descubra soluções de como interagir com o ambiente de jogo.

Fontes de informação são pontos de atração do foco atencional (sinais no ambiente) de jogadores que são captados por sistemas sensoriais que operam conectados. São intrínsecos aos constrangimentos da tarefa.

Constrangimentos da tarefa dão significado as atividades de treino, são circunstâncias que facilitam, restringem, obrigam, permitem ou solicitam do indivíduo uma adaptação do seu comportamento.

Os alunos/jogadores são como sistemas complexos de aprendizagem e as mudanças ao longo do tempo ocorrem em um estado organizacional único para cada pessoa.

O papel do professor é utilizar-se de constrangimentos para elaborar tarefas de treino que guiem o comportamento dos jogadores para a descoberta de soluções que o ambiente de jogo oferece. Tais constrangimentos estão presentes: i) na relação do indivíduo com o seu próprio corpo; ii) em fontes de informação no ambiente do jogo, e; iii) no professor (interações por feedback).

8. O Desenvolvimento é o resultado de processos e mudanças que seguem uma lógica não-linear, contínua-descontínua e que não segue um processo rigidamente hierárquico e previsto cronologicamente. Envolve estabilizações e mudanças das características biopsicológicas de um ser humano, não apenas ao longo do ciclo de vida, mas também através de gerações. E é influenciado por diferentes contextos ambientais; alguns deles que agem diretamente sobre a pessoa — como no caso dos microssistemas — e alguns outros nos quais a pessoa não escolhe sofrer influência, mas sofre — como no caso dos exo, macro e cronossistamas — e no eixo das relações diretas e indiretas situa-se o mesossistema.


Referências Bibliográficas

BOURBOUSSON, J.; R’KIOUAK, M.; ECCLES, D. W. The dynamics of team coordination: A social network analysis as a window to shared awareness. European Journal of Work and Organizational Psychology, v. 24, n. 5, p. 742–760, 2015. ISSN 1359–432X.

BRONFENBRENNER, U. Making human beings human: Bioecological perspectives on human development. Sage, 2005. ISBN 0761927123.

CHOW, J. Y. et al. Nonlinear pedagogy: a constraints-led framework for understanding emergence of game play and movement skills. Nonlinear Dynamics Psychol Life Sci, v. 10, n. 1, p. 71–103, Jan 2006. ISSN 1090–0578 (Print)1090–0578 (Linking). Disponível em: <http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/16393504 >.

CLEMENTE, F. M.; MARTINS, F. M. L.; MENDES, R. S. Social Network Analysis Applied to Team Sports Analysis. Springer, 2015a. ISBN 3319258559.

DAVIDS, K. et al. An ecological dynamics approach to skill acquisition: Implications for development of talent in sport. Talent Development & Excellence, v. 5, n. 1, p. 21–34, 2013. ISSN 1869–0459.

DUARTE, R. et al. Sports teams as superorganisms. Sports medicine, v. 42, n. 8, p. 633–642, 2012. ISSN 0112–1642.

DUCH, J.; WAITZMAN, J. S.; AMARAL, L. A. Quantifying the Performance of Individual Players in a Team Activity PLoS ONE, v. 5, n. 6, p. e10937-e10937, 2010.

GONÇALVES, B., MARCELINBO, R., TORRES-RONDA, L., TORRENTS, C., & SAMPAIO, J. (2016). Effects of emphasising opposition and cooperation on collective movement behaviour during football small-sided games. J Sports Sci, 34(14), 1346–1354. doi: 10.1080/02640414.2016.1143111

PASQUARELLI, B. N. (2017). O processo pedagógico de uma metodologia de treino pautada no jogo e a caracterização de passe em jogos de futebol da categoria sub11. (doutorado), Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP.

SAMPAIO, J., & MAÇAS, V. (2012). Measuring tactical behaviour in football. Int J Sports Med, 33(5), 395–401. doi: 10.1055/s-0031–1301320

RENSHAW, I.; OLDHAM, A. R.; BAWDEN, M. Nonlinear pedagogy underpins intrinsic motivation in sports coaching. The Open Sports Sciences Journal, v. 5, p. 88–99, 2012. ISSN 1875–399X.

Fonte: Medium • por Bruno N. Pasquarelli

Un algoritmo para acabar con la pesadilla de los isquios

¿Las recaídas de la lesión más común en el fútbol se deben a un tratamiento deficiente? Jurdan Mendigutxia cree que muchas veces y propone una fórmula para solucionarlo


Real Madrid-Alavés. Domingo 2 de abril. Minuto 10. Varane, que reaparece tras mes y medio de baja por lesión, se lleva la mano al muslo izquierdo y pide el cambio. Para los aficionados madridistas y para los espectadores atentos, un déja vu esperado; para los responsables médicos del club, una pesadilla. La misma pierna, el mismo gesto, que cinco semanas antes, cuando no pudo terminar el partido contra el Valencia en Mestalla; el mismo gesto, el mismo muslo, que hace año y medio, cuando, en noviembre de 2015, el central francés se lesionó jugando contra el Shaktar Donetsk. El club prevé una baja de seis semanas.

Burnley-Manchester United. Domingo 23 de abril. Minuto 90. Paul Pogba, el jugador más caro del mundo (129 millones de euros pagó el club de Mourinho a la Juve), se lleva la mano al muslo izquierdo y pide el cambio. El mismo gesto, el mismo dolor, que el 17 de marzo pasado, cuando se lesionó ante el Rostov y no volvió a jugar hasta el 10 de abril, dos semanas antes de su recaída. Su presencia el jueves en el derby con el City es dudosa.

En ambos casos, los mismos músculos implicados, los llamados isquiotibiales, a los que parece cargar el diablo, tan grande es temor que despiertan, el mito que se ha creado a su alrededor. Son los músculos más estudiados, los menos entendidos. Messi, Cristiano, Alexis Sánchez, los mejores, los más rápidos, han sufrido lesiones de isquiotibiales y temen todos los días recaer.

Los isquiotibiales (bíceps femoral, semimembranoso y semitendinoso) son los músculos de la parte posterior del muslo responsables de la fuerza horizontal rápida, los que hacen al deportista impulsarse hacia delante, la madre del sprint. Se juega al fútbol a más velocidad que nunca, con más fuerza, sometiendo a mayor estrés a los músculos. Durante un partido un futbolista hace 55 desaceleraciones, 550 cambios de dirección en carrera, 113 giros bruscos.


“Las lesiones de isquios son las más comunes en el fútbol y en los llamados deportes explosivos, aquellos en los que el sprint es clave, y su frecuencia aumenta en abril y mayo, los meses de más exigencia para los clubes”, dice Jurdan Mendigutxia, un fisioterapeuta vasco que ha dedicado su carrera al estudio de los isquios. “La tasa de recaída es tan alta, cercana al 30%, que despierta una gran duda: ¿la recaída forma parte de la malignidad de la lesión o, más bien, se debe a una deficiente recuperación?” Para Mendigutxia, que acaba de publicar en la revista Medicine & Science in Sports & Exercise el estudio más completo sobre los isquios y su tratamiento, la respuesta es clara: se puede mejorar el tratamiento y la rehabilitación de los isquios. Y el estudio lo demuestra: con su método, aunque la recuperación es ligerísimamente más lenta, un par de días más o menos, las recaídas son casi inexistentes.

Hace unos 10 años, a Mendigutxia le visitó un futbolista desesperado. En las tres últimas temporadas en Primera había sufrido más de 14 lesiones de isquiotibiales en las dos piernas y no había podido jugar más de cinco partidos por año. Después de examinarlo y observar que la fuerza de sus isquiotibiales era descomunal, Mendigutxia decidió que había que estudiar otras posibles causas relacionadas con su lesión antes de entrenarle teniendo en cuenta los factores alterados descubiertos. Diseñó un programa específico para el futbolista. Le fue tan bien que el jugador no volvió a lesionarse, renovó y jugó casi todos los partidos de liga y Champions las siguientes cuatro temporadas.

“La lesión de isquios puede tener múltiples causas, ligadas a otros músculos, como los abdominales o el glúteo, a la mecánica de carrera, a diferentes factores, y, sin embargo, hasta ahora se ha tratado con un protocolo general único y localizado al lugar físico de la lesión”, explica Mendigutxia. “En nuestra investigación llegamos a la conclusión de que si los factores son múltiples la respuesta no puede ser general, sino individual, personalizada. El futbolista no es una máquina que se pueda curar con otra máquina o alta tecnología, sino con una persona que entienda sus necesidades concretas y tome decisiones. Y cada uno es diferente al de al lado. Por eso, en vez de un protocolo común y único, nosotros proponemos un algoritmo individual y personalizado”.

Un algoritmo no es sino un proceso sistemático consistente en una ordenada secuencia de pasos, en los que cada paso depende del anterior con el fin de solucionar un problema complejo. El sujeto debe alcanzar unos criterios, unos pasos objetivos, que se corresponden con los diferentes factores de riesgo –fuerza de glúteo, fuerza de isquios, resistencia musculatura isquiotibial, control lumbopélvico, flexibilidad isquiotibial, flexibilidad de los flexores de cadera– que se relacionan con la incidencia de lesión de esta musculatura y al mismo tiempo se tiene en cuenta la biología de reparación tisular. Si el sujeto no alcanza un criterio se quedará en esa fase hasta que lo alcance con lo cual se individualiza y se trata de atacar el origen de la lesión. “El tratamiento va en la línea de la medicina actual con tratamientos diana con los que no se matan moscas a cañonazos, sino que se ofrece al paciente una terapia concreta y no general”, explica Mendigutxia, un fisioterapeuta que trabaja por libre visitando por todo el mundo a deportistas de elite con problemas. “Otra novedad de este tratamientos es que se empieza a correr y a trabajar fuerza desde los primeros días, mientras que hasta ahora se esperaba para más adelante. El sujeto no está parado ni esperando medicinas milagrosas, ni máquinas milagrosas. Llamamos al proceso reparar y preparar para competir”.

Fonte: El País Deportes

Restante de 2017 e que 2018 seja repleto de esperanças! Calendário acaba para 400 times do futebol brasileiro. 


400 times ou mais já começam a planejar a temporada 2018, sonhando com patrocínios, vagas nos Campeonatos Nacionais ou um Estadual digno. Talvez, sobreviver já seja uma grande vitória se o clube ficar ativo!

De acordo com o site do Terra os 400 times representam aproximadamente 10 mil jogadores parados. Uma informação interessante, se considerarmos as matérias do jornal Folha de São Paulo, que apontou desmanche dos elencos formados em Estaduais de Elite, como na Série A1 do Paulista, mesmo para participantes com calendários cheios.Os 27 campeonatos regionais, considerando o Distrito Federal movimentam 600 clubes, mas apenas 128 estão presentes entre Séries A até D do Brasileiro. Enquanto a CBF cuida dos Nacionais, algumas Federações poderiam se organizar melhor para realizar torneios no 2º semestre, além das divisões de acesso. Outras se propõe a criar calendário, mas o baixo número de participantes impede a sequência e o jeito são os atletas migrarem para a 2ª ou 3ª divisão de seus estados!

Alguns estados como Roraima, não propiciam sequer 8 jogos para seus participantes, atrapalhando também o desenvolvimento do Esporte.

Veja por estado, o que acontece no 2º Semestre para times participantes da elite de seus estados na categoria profissional, porém sem vaga para as divisões do Campeonato Brasileiro:

Acre – Sem Torneio

Alagoas – Sem Torneio

Amapá – Sem Torneio

Amazonas – Sem Torneio

Bahia – Copa Governador do Estado (Campeão e Vice jogam Série D ou Copa do Brasil, a escolha do 1ºLugar)

Ceará – Copa Fare Lopes (O Campeão joga a Copa do Brasil)

Distrito Federal – Sem Torneio

Goiás – Sem Torneio

Espírito Santo – Copa ES (Vale vaga na Copa Verde, em outros anos já levou clubes ao Brasileirão ou a Copa do Brasil)

Maranhão – Sem Torneio

Mato Grosso – Copa FMF ou Governador do Estado (Vaga na Copa do Brasil, mesmo com a mudança do torneio para Sub-21)

Mato Grosso do Sul – Sem Torneio

Minas Gerais – Sem Torneio (A Taça Minas Gerais foi disputada até 2012, mas os clubes não tem tido interesse).

Pará – Sem Torneio

Paraíba – Sem Torneio (A Copa Paraíba foi cancelada nos últimos anos por falta de inscritos)

Paraná – Sem Torneio (A Taça FPF tem limitação Sub-23)

Pernambuco – Se a mobilização cria torneios para o 2ºSemestre

Piauí – Copa Piauí – Quando existem clubes interessados

Rio de Janeiro – Copa Rio (Vaga na Série D)

Rio Grande do Norte – Sem Torneio

Rio Grande do Sul – Copa FGF ou Copas Regionais levando a Super Copa Gaúcha

Rondônia – Sem Torneio

Roraima – Sem Torneio

São Paulo – Copa Paulista (Copa do Brasil e Série D – Vagas)

Santa Catarina – Algumas vezes existe a disputa de uma Copa Regional

Sergipe – Sem Torneio (Já realizaram a Copa Sergipe em anos anteriores)

Tocantins – Sem Torneio

Fonte: Mazzuia

Eliminações e projetos interrompidos marcam São Paulo FC “em formação” há nove anos


Quando o São Paulo terminou 2008 com uma sequência de três títulos brasileiros (2006, 2007, 2008), Libertadores e Mundial (2005), os sinais eram de uma dinastia tricolor no futebol brasileiro. Nos anos que se seguiram, entretanto, o que ocorreu foi o contrário: desde então, o clube do Morumbi conquistou só um título, acumula eliminações traumáticas e contrata e dispensa jogadores e treinadores aos montes. Diante das decepções contra Cruzeiro e Corinthians, na última semana, comissão técnica e diretoria têm a missão de evitar que o time atual seja só mais um capítulo nesta história. 

Com algumas exceções pontuais, o São Paulo de 2009 a 2016 é um time constantemente em formação, com treinadores sendo substituídos por outros com estilos completamente diferentes e jogadores descartados no Morumbi tendo sucesso em outros clubes.

“Quando a gente avaliava com muito critério os atletas, com medo de errar, acertava mais. Depois que fomos tricampeão mundial, acabou surgindo um modelo com ideia de que o importante era a direção, era a estrutura do clube, e não mais o jogador. Para que o Juvenal (Juvêncio, que presidiu o clube entre 2006 e 2014) não perdesse a liderança política, os erros não foram admitidos, levando a isso”, opina Marco Aurélio Cunha, que trabalhou no departamento de futebol do clube entre 2002 e 2011.

Ressaca das vitórias deu início ao período sem títulos

O São Paulo entrou em 2009 com uma base sólida do tricampeonato brasileiro: de quebra, trouxe o centroavante Washington, seu carrasco na Libertadores do ano anterior, jogando pelo Fluminense. Apesar do excelente trabalho nos três anos anteriores, Muricy não passou de junho: eliminado nas quartas de final da Libertadores, foi demitido por Juvenal Juvêncio. Ricardo Gomes assumiu e levou o elenco à terceira colocação no Brasileiro.


“O São Paulo contratava jogadores não tão importantes, que viravam importantes, como Danilo, Josué, esse time encaixou. Jogadores eram diferenciados como cidadãos, é o conjunto, reuniam uma serie de valores que não é facil reunir. O Juvenal, de forma errônea, começou a imaginar que qualquer jogador que viesse para o São Paulo ia corresponder, porque a estrutura era extraordinária”, completa Cunha.

De estilo calmo e conciliador, diferente de Muricy, Gomes teve bom aproveitamento (62%), mas não contou com paciência. Em agosto de 2010, um dia após cair nas semifinais da Libertadores, o treinador estava de saída. Juvenal tentou apostar em Sérgio Baresi, da base, mas Paulo César Carpegiani foi quem terminou o ano, na nona colocação do Brasileiro e sem vaga na Libertadores. Nas duas temporadas, foram contratados 23 jogadores – outros 23 saíram. Dentre as saídas, vários jogadores importantes na fase vitoriosa, como Hernanes, Richarlyson, Borges, Hugo e André Dias.

Um ano para esquecer e a conquista solitária

Em 2011 a falta de continuidade no comando se agravou: passaram pelo clube Carpegiani, Adilson Batista e Emerson Leão, além de Milton Cruz, que comandou o time interinamente em algumas partidas. Na Copa do Brasil, eliminação diante do Avaí nas quartas-de-final. Foram 11 chegadas e 16 saídas, que incluíram o zagueiro Miranda, Jorge Wagner e o lateral Junior César, completando o processo de dissolução do elenco vitorioso entre 2006 e 2008.

“Quando voltei ao São Paulo, peguei presidente diferente achando que sabia mais do que todo mundo. Achava que sabia mais do que jogador e treinador. Eu quebrei um galho, mas foi um desastre. Sai por causa disso, ele tirou jogador do time no dia do jogo [Juvenal afastou o zagueiro Paulo Miranda, mas depois permitiu sua volta]. Disse que esse jogador nunca mais jogaria comigo. Depois, ele ficou mais dois anos no clube, foi vendido e rendeu dinheiro”, diz Leão, demitido em 2012 com 36 partidas e aproveitamento de 68,5% na temporada.

Ney Franco assumiu no meio de 2012 e apostou em Lucas, Luis Fabiano e Jadson para conquistar a Sul-Americana, único título do São Paulo nos últimos nove anos. Lucas foi negociado, e, com pompa, Juvenal tirou do Santos Paulo Henrique Ganso – o meia tirou, gradualmente, o espaço de Jadson, um dos destaques da conquista. Com uma nova eliminação na Libertadores, em 2013, vieram mudanças na comissão técnica e na diretoria. Ney Franco acabou deixando o clube, assim como o diretor Adalberto Batista – ambos entraram em rota de colisão com Rogério Ceni, principal líder do elenco.

Muricy, rebaixamento e Carlos Miguel Aidar


Muricy Ramalho retornou ao São Paulo como heroi em 2013, depois de um curto trabalho de Paulo Autuori e com o time na zona de rebaixamento há 11 rodadas. Desta vez, a troca de um treinador com outro de estilo totalmente diferente deu certo, e a reação veio com um nono lugar no Brasileiro. O São Paulo, entretanto continuou sem conseguir formar um time desde o tricampeonato nacional: vieram 12 reforços, e nenhum se firmou. Três anos depois, apenas Renan Ribeiro segue no clube.

A chegada da desastrosa gestão de Carlos Miguel Aidar trouxe uma ilusão: em 2014 o São Paulo brigou pelo título brasileiro, e teve, pela primeira vez desde 2008, o mesmo treinador durante toda a temporada. O elenco, entretanto, continuou em constante mudança. Aidar formou um time de peso com contratações de Kardec, Michel Bastos, Pato e Kaká, além de boas apostas como o volane Souza e o uruguaio Alvaro Pereira.

Técnicos estrangeiros, desmanche, conversa com Bielsa e reconstrução

Aidar demitiu Muricy em abril, e trouxe em maio Juan Carlos Osorio. Com uma proposta ofensiva e metodologias diferentes, o colombiano começou a conquistar torcida e jogadores, mas o clima azedou quando o presidente negociou titulares importantes como Souza, Paulo Miranda, Toloi e Boschilia. Em outubro, Osorio foi para a seleção mexicana – dias depois, Aidar, envolvido em denúncias de corrupção, renunciou, e o atual presidente Carlos Augusto de Barros e Silva foi eleito.

“Tiveram mudanças grandes de filosofia neste período. Em 2013 e 2014, por exemplo, a ideia era qualificar o elenco e o trabalho foi conduzido neste sentido. Tanto que o clube trouxe jogadores de qualidade. Em 2015, o São Paulo passou por um turbilhão de mudanças políticas com o Carlos Miguel Aidar. O então presidente tinha uma volúpia por fazer negócios. Desta maneira, o time vendeu muitos jogadores, alguns até de mesma posição, como Souza e Denilson”, explica um funcionário do clube na época, que preferiu não ser identificado.

Após uma curta passagem de Doriva, o São Paulo começou 2016 à procura de treinador. Pensando em dar continuidade ao trabalho de Osorio, o vice-presidente Ataíde Gil Guerreiro procurou Marcelo Bielsa, que, como sempre, exigia uma série de contratações, algo distante da realidade são-paulina. Já com a vinda descartada, o argentino estudou o elenco do clube brasileiro e fez uma sugestão: Edgardo Bauza, capaz de montar uma defesa sólida e levar um time limitado pós-desmanche de Aidar longe na Libertadores – características diametralmente opostas às de Osório.

Como aconteceu com todos os treinadores que passaram pelo Morumbi nesses nove anos, com exceção de Muricy em 2014, Bauza não durou um ano, e saiu para assumir a seleção argentina em agosto. Ricardo Gomes, o substituto, durou três meses, saiu em dezembro. Pintado, o interino, terminou o ano sem títulos: cinco dos oito reforços contratados em 2016 não ficaram para 2017.

Mais um recomeço, desta vez com ídolo no comando

Agora reeleito presidente e com Rogério Ceni no comando, Leco tem um São Paulo, mais uma vez, em formação. O mandatário manteve parte da base do ano passado, e o treinador trouxe “reforços” de Cotia, das categorias inferiores do time. Com chegadas de peso como Jucilei e Pratto, e sob a direção de um treinador jovem e que tenta implementar um estilo de jogo ofensivo, o tricolor começa a temporada em um estágio muito parecido com aquele que convive há anos: em preparação.

“O São Paulo mudou para pior. Não tem time definido, tem uma grande quantidade de estrangeiros contratados, técnicos que não deram certo em três meses e eles mandaram embora. O time só dá certo se mantém. Agora, em uma semana perdeu duas possibilidades de título, isso pesa muito. O Rogério já fala em enxugar elenco, isso significa que pode mexer mais em curto espaço”, opina Leão

Os próximos dias devem mostrar o tamanho das mudanças que as eliminações vão causar no São Paulo. Ao contrário do que ocorreu nos últimos anos, entretanto, Rogério Ceni e sua comissão técnica sobreviveram aos primeiros resultados negativos. Caberá ao ídolo são-paulino montar e preparar um elenco que tenha chances de quebrar o ciclo de demolições e remontagens e não seja mais um capítulo na história escrita durante os últimos nove anos no Morumbi.

Fonte: UOL Esporte • por José Eduardo Martins e Pedro Lopes

“6 coisas que você deve fazer no intervalo” / 6 things you should do at half time

If you are unsure what to do at half time follow these tips so your team is organised before they go out for the second half.


1. Prepare notes

As with everything in youth soccer, preparation is key, so during the first half you should be making mental or written notes of what you want to say during the interval. Your half-time comments should always be 90% positive so – regardless of the match situation – the focus should be about what the team is doing well rather than what they are doing not so well.

2. Pick your location

For the talk itself, find somewhere sheltered and out of earshot of the opposition and the players’ parents. Make sure everyone has a drink and get them sat down (if the ground is not wet) facing you, checking there are no distractions behind you.

3. Assess for injuries

Once your players are settled, the first thing to do is to check for injuries. Is everyone okay?

4. Offer praise

Next, it’s time for some ‘well dones’, but be truthful. Your players will know if you are giving them false praise. And if you are going to pick out individuals make sure you mention everyone, not just your star players! If you feel you can correct any simple errors with a short comment then do so. But don’t try to introduce any new concepts or embark on a lengthy lecture. Avoid asking for players’ opinions. Most likely, all you’ll get is a time wasting chorus of comments and complaints. And never forget you are a role model for your players, so don’t criticise the match officials at half-time (or at any other time for that matter), even if those in charge have made a mistake that has cost you a goal!

5. Confirm the team 

Now it’s time to announce the starting line-up for the second half. If you’re not sure which players to take off then don’t make any changes until the second half is a few minutes old. But if you do that, ensure your subs know they are going to get on soon.

6. Send them out inspired

Finally, speak some more words of encouragement and send your team out for the second half, ensuring you count the players on the field before the whistle goes. I’ve often accidentally tried to start with one player more than the rules allow!

Fonte: Soccer Coach Weekly

Cerebros argentinos para el fútbol de moda

Tres de los cuatro equipos que optan a ganar la Copa del Rey están dirigidos por jóvenes técnicos nacidos en el país sudamericano


Tres de los cuatro semifinalistas de la Copa del Rey están dirigidos por entrenadores argentinos, detalle que se repitió en la última Copa América Centenario celebrada el pasado verano y que al final alzó Juan Antonio Pizzi. Un técnico con ese pasaporte, Jorge Sampaoli, pilota el desafío del Sevilla para romper límites en la liga y en el continente mientras Mauricio Pochettino lo hace con el Tottenham para convertirse en una seria opción en Inglaterra a ganar un campeonato que el club londinense no se lleva desde hace 56 años. Una nueva generación se abre paso y en su mayoría agrega un valor añadido al de los clásicos que les precedieron, tienen un fecundo pasado como futbolistas en grandes clubes europeos. Ya entonces por sus maneras era sencillo advertir que se enfocaban hacia los banquillos. “El caso de Sampaoli es especial, pero los demás ya desde que jugaban mostraban una idea futbolística en el ADN”, apunta Gustavo López, otro exfutbolista argentino devenido en comentarista, pero que madura la idea de aportar desde un banquillo. Es unos años menor que Mauricio Pellegrino, Diego Simeone o Eduardo Berizzo, que optan a alzar la Copa, a destronar a Luis Enrique, asturiano que ha dirigido al Barcelona en trece rondas del torneo del K.O., incluidas dos finales, y las ha ganado todas.

Eduardo Berizzo, durante el partido de Copa contra el Real Madrid. / MIGUEL RIOPA AFP


Tras esta eclosión argentina hay varias claves. Una tiene que ver con las referencias y ahí la figura de Marcelo Bielsa es fundamental más allá del estilo que define a cada técnico. Su huella es más visible en los planteamientos de Sampaoli, Berizzo o en Pochettino, pero también ha cincelado a estrategas que enfocan otro camino. Simeone, de 46 años de edad, ha definido a Bielsa como “un genio”. Hoy el técnico del Atlético se enfrenta a Pellegrino, que en el partido que abrió la liga se llevó un empate del Calderón y dejó sobre él una definición que se le podría aplicar a su trayectoria en la ribera del Manzanares: “Hace un trabajo fantástico porque es un entrenador que eleva la capacidad de su equipo cuando se enfrenta a rivales muy fuertes”. Pellegrino, de 45 años, conoció a Bielsa cuando era capitán en Vélez Sarsfield antes de dar el salto a España y lo había ganado todo con Carlos Bianchi. Ganó una liga más, pero descubrió algo más que otra ruta hacia el éxito. “Fue un solo año, pero un aprendizaje intenso tanto en el aspecto personal como en el profesional”, relata el técnico del Alavés. “Con Marcelo conoces el respeto al oficio y a un concepto ético para desempeñarlo”, rescata Berizzo, que tiene 47 años y trabajó con Bielsa como jugador y como segundo entrenador.


Bielsa invitó a Toto Berizzo a integrarse en Newell’s cuando tenía 14 años. Con él llegó Darío Franco, aquel espigado centrocampista que dejó un hondo recuerdo en Zaragoza y que hace cinco años tomó el relevó de Sampaoli en Universidad de Chile. Ahora dirige a Aldosivi de Mar del Plata y juega con tres zagueros en el fondo. “Hay gente en Argentina con muchas ganas y mucha hambre”, avisa Gustavo López. Tipos con ese perfil joven y al tiempo experto que aprendieron la exigencia y competitividad del fútbol europeo, técnicos vapuleados por el matiz perecedero de un campeonato local que consume entrenadores sin darles tiempo a concretar un proyecto, pero que no cesa de rejuvenecer sus banquillos. Gaby Milito ya ha pasado por dos históricos como Estudiantes e Independiente. “Matías Almeyda o Guillermo Barros Schelotto están en esa línea”, completa Gustavo López, que también llama la atención sobre la labor de Daniel Garnero, excompañero suyo en Independiente y ahora entrenador de éxito en el fútbol paraguayo tras pasar por varios clubs argentinos.

Pizzi en Chile, Gareca en Perú, Pékerman con Colombia, Ramón Díaz al frente de Paraguay y Gustavo Quinteros con Ecuador compusieron junto a Tata Martino, hoy al frente de la franquicia de Atlanta en la MSL, el elenco de entrenadores argentinos en la pasada Copa América. Un año antes, en Chile, la mitad de los doce contendientes tenía un banquillo con ese acento. Pero todo ese despliegue contrasta con la fragilidad y los vaivenes para darle solidez al banquillo más deseado por un entrenador argentino. Con Edgardo Bauza, la selección va por su octava elección en doce años desde que precisamente Bielsa dejó su puesto tras los Juegos Olímpicos de Atenas.

Fonte: El País • Juan L. Cudeiro

Los principios tácticos en el fútbol

Los principios tácticos se derivan de la construcción teórica acerca de la lógica del juego, concretizándose en el comportamiento táctico-técnico de los jugadores.

Pide, por lo tanto, la concienciación de los jugadores sobre ellos, para simplificar la transmisión y la aplicación práctica de los conceptos, ayudando en la selección y aplicación de las acciones necesarias en cada situación. Los principios tácticos tienen algún grado de generalización de los movimientos y se relacionan estrechamente con las acciones de los jugadores, con los mecanismos motores y con el conocimiento táctico.En la literatura especializada en el fútbol se han utilizado diferentes nombres para mencionar y caracterizar los principios tácticos. Entre la variedad de conceptos presentados por diversos autores, se percibe una cierta congruencia de las ideas en torno a tres constructos teóricos que se refieren a la organización táctica de los jugadores en el campo, y se identifican como: principios generales, operacionales e fundamentales.

Los principios generales reciben esa denominación por el hecho de que son comunes a las diferentes fases del juego y a los demás principios (operacionales y fundamentales), pautándose en tres conceptos orientadores procedentes de las relaciones numéricas y espaciales entre los miembros del equipo y oponentes, zonas de disputa por el balón, a saber:

• (I) no permitir la inferioridad numérica

• (II) evitar la igualdad numérica

• (III) tratar de crear una superioridad numérica

Los principios operacionales son las operaciones necesarias para tratar una o más categorías de situaciones. Por lo tanto, se relacionan con los conceptos actitudinales de las dos fases del juego, siendo en la defensa:

• (I) anular las situaciones de finalización

• (II) recuperar la pelota

• (III) impedir la progresión del adversario

• (IV) proteger la portería

• (V) reducir el espacio de juego adversario

y en el ataque:

• (I) Conservar la posesión del balón

• (II) Crear acciones ofensivas

• (III) Progresar sobre el campo del oponente

• (IV) Crear situaciones de finalización

• (V) Finalizar en la meta contraria

Los principios fundamentales representan un conjunto de normas básicas que orientan las acciones de los jugadores y el equipo en las dos fases del juego (defensiva y ofensiva), con el objetivo de crear desequilibrios en la organización del equipo contrario, estabilizar la organización del propio equipo y proporcionar a los jugadores una intervención ajustada en el “centro de juego”.

En la literatura se observan propuestas con cuatro principios para cada fase del juego coherentes con sus objetivos, teniendo en la defensa los principios de:

• (I) Contención

• (II) De la cobertura defensiva

• (III) Del equilibrio

• (IV) La concentración

y en el ataque los principios:

• (I) La penetración

• (II) La movilidad

• (III) Cobertura ofensiva

• (IV) El espacio

Fonte: Mundo Fútbol Base • Javi Blanco

Pensar o Treino: o Jogo na Iniciação do Guarda-Redes


Pensar o treino é uma crónica dentro da temática de Guarda-Redes, idealizado e focado essencialmente em debater questões relativas ao treino de Guarda-Redes.

O Futebol é um JOGO colectivo do qual o Guarda-Redes faz parte, sendo o último defensor do objectivo do jogo: marcar golo. Sendo o Futebol um jogo complexo, uma das questões que se coloca logo à partida é como vamos trabalhar o atleta no treino para o jogo. A minha indagação hoje vai ao encontro do trabalho específico de Guarda-Redes nos escalões de iniciação (até aos 10 anos de idade) e como esse trabalho por vezes é demasiado analítico, fechado e descontextualizado.

Apesar de, no momento, não estar a trabalhar com Escalões de Formação, foi por aí que comecei e é aí onde começa a maioria dos Treinadores. Já na altura me questionava sobre quais seriam as melhores maneiras para trabalhar o Guarda-Redes na iniciação, onde o principal foco deve ser o ganhar o gosto pela posição, mas também conhecer e executar algumas acções básicas da posição (principalmente técnicos e de regras específicas).

Sou apologista do trabalho específico de Guarda-Redes pensado para o jogo e através do jogo, quer seja “partindo” o jogo em momentos específicos de modo a trazê-los para o treino, quer seja trabalhar o jogo através de formas jogadas condicionadas (jogos reduzidos, etc.). Na iniciação, o caso torna-se ligeiramente diferente, principalmente porque a criança ainda nem o próprio corpo controla adequadamente e já lhe estamos a falar em aspectos técnicos demasiado específicos e aborrecidos. Este é um dilema grande na iniciação: como trabalhar os aspectos técnicos que são essenciais à performance do Guarda-Redes e ao mesmo tempo tornar essa aprendizagem em algo produtivo, com real tempo de prática, divertido e interessante.


Não tenho a solução para este problema. Ou será que tenho? Tudo o que preciso é do jogo, de adaptar formas jogadas. O jogo é a chave para o jogo! Na iniciação os jogos lúdicos adaptados e transformados podem trazer-nos tudo ou quase tudo o que precisamos para o treino específico. Para isso é preciso imaginação. Pensar o problema que temos em mão e procurar formas de o resolver. Nunca será fácil, mas a experiência diz-me que é nestes momentos que as crianças vão aprender mais, estar mais focadas e realmente ganhar prazer pelo que pretendemos: Defender.

Quero concluir afirmando que o jogo é uma ferramenta poderosa, mas que devemos saber que há alturas e “timings” apropriados para correcções mais técnicas e, claro, para ensinar os princípios básicos técnicos e tácticos do Guarda-Redes. Como em tudo é preciso um equilíbrio, mas nunca devemos abusar desse trabalho analítico e fechado. Um aspecto extremamente importante vai ao encontro da linguagem utilizada/comunicação: não pode ser demasiado específica e convém falarmos de coisas práticas e que sejam fáceis para as crianças reterem. Um exemplo: nas quedas, um erro extremamente comum na iniciação é a criança acabar por cair de peito para baixo. A minha resposta? “Já estás outra vez a ir como o Super-Homem!”. Porque, na realidade, todos os Guarda-Redes são super-homens…

Fonte: Futebol Apoiado • Miguel Menezes

CBF rica, clubes pobres


Minha coluna dessa semana procura explicar um dos fenômenos brasileiros mais trágicos para o nosso futebol.

A cada ano que passa a CBF fica mais rica e os nossos clubes mais pobres.

Obviamente que isso não é novidade para quem acompanha o futebol no Brasil, mas ninguém nunca conseguiu mostrar os fatores que levaram a isso e principalmente como alterar esse cenário.

Segundo balanço publicado pela CBF a entidade máxima do futebol nacional encerrou 2016 com faturamento de R$ 647 milhões, um aumento de 16% em relação a 2015.

Desde 2007 o crescimento das receitas foi de impressionantes 440%.

O principal fator para esse incremento foram os ganhos com os patrocinadores, que mesmo com as inúmeras denúncias envolvendo a entidade continuam depositando milhões na sua conta.

Os patrocínios em 2016 somaram R$ 411 milhões, frente aos R$ 65 milhões de 2007.

Nesse período de uma década os lucros acumulados da CBF somaram R$ 549 milhões.

Já os clubes brasileiros sofrem em meio a uma crise profunda e mal conseguem se sustentar. Para sobreviver precisam de receitas antecipadas, empréstimos, ajuda do governo com refinanciamento de dívidas fiscais, patrocínios de banco estatal, etc.

Apenas como comparação, Palmeiras faturou no ano passado R$ 91 milhões em patrocínios e o Flamengo R$ 66 milhões. Os outros ainda menos.

Enquanto a CBF vive com altos valores em caixa, muitos clubes grandes não tem dinheiro para arcar com despesas básicas. A CBF em 2016 apresentou somente em caixa e bancos R$ 245 milhões.

Já o Flamengo, que faturou R$ 510 milhões tem disponível nos bancos com liquidez imediata apenas R$ 13 milhões. Atlético-MG tem R$ 2,3 milhões e Santos, irrisórios R$ 1,3 milhão no caixa.

Esse cenário discrepante somente é explicado pelo descaso da CBF com o futebol brasileiro, alimentado pelos próprios clubes. A entidade que deveria cuidar do futebol nacional, o sucateia, dando força às federações estaduais e seus falidos estaduais.

Essas competições consomem quatro meses de atividades dos clubes, grande parte deles completamente deficitários.

Com esse dinheiro em caixa a CBF deveria investir pesado na qualidade das competições, na internacionalização do nosso mercado, na formação de melhores árbitros., no investimento em projetos de base, na criação de uma liga e no investimento das competições menores como as Séries C e D.

Enquanto a CBF gasta R$ 67 milhões com as séries A,B,C e D, torra R$ 175 milhões em despesas administrativas e pessoal. Isso significa que gasta 2,6 x mais consigo mesma do que com as competições que deveriam consumir boa parte dos recursos.

Sem falar nos R$ 26 milhões em mesadas para as federações estaduais. Esses pagamentos subiram 37% no ano passado.

A mudança somente virá dos clubes, por meio de uma ruptura com esse modelo arcaico e atrasado.

Os clubes unidos são muito mais ricos e poderosos que a CBF. Separados são fracos e pobres.

A criação de uma Liga para cuidar dos interesses dos clubes é o único caminho para que possam abocanhar as receitas e lucros que estão com a CBF.

Na Europa ocorre o oposto

Se no Brasil a CBF é rica e os clube são pobres, no mundo desenvolvido do futebol europeu ocorre exatamente o contrário. Os mercados que tem uma liga forte e clubes gigantes, deixaram suas Confederações Nacionais para trás.

Na Inglaterra por exemplo, enquanto o Manchester United fatura R$ 1,3 bilhão com marketing e o Manchester City R$ 860 milhões, a Federação Inglesa gera R$ 277 milhões.


Já na Espanha, enquanto o Barcelona fatura R$ 965 milhões com marketing e o Real Madrid R$ 763 milhões, a Federação Espanhola apenas R$ 158 milhões.


Alguém tem dúvida que o mesmo aconteceria no Brasil se alterássemos o status quo?

Fonte: Marketing e Economia da Bola • por Lance! (Amir Somoggi)