Só 9 técnicos da Série A poderiam ficar no cargo em 2019 com nova regra


Por Luiz Cosenzo

Apenas nove treinadores de times da Série A do Campeonato Brasileiro estariam aptos a trabalhar no torneio se já estivesse em vigor o regulamento estabelecido pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol) neste ano, que obriga os técnicos a obterem licenças de especialização na área. A regra passará a valer a partir da temporada 2019.

Segundo levantamento realizado pela Folha, Marcelo Cabo (Atlético-GO), Roger Machado (Atlético-MG), Eduardo Baptista (Atlético-PR), Claudinei Oliveira (Avaí), Jair Ventura (Botafogo), Vagner Mancini (Chapecoense), Fábio Carille (Corinthians), Zé Ricardo (Flamengo) e Milton Mendes (Vasco) já concluíram ou estão em fase final de conclusão de cursos de nível suficiente para comandar times profissionais, como estabelecido pelo regulamento.

Desde 2015, são oferecidos pela CBF quatro cursos (Licença C, B, A e Pro), que prepararam os técnicos para atuar em vários níveis, de escolinhas de futebol (C) a times profissionais (A e Pro). Mas mesmo antes disso, desde 2009, a confederação homologava cursos equivalentes que eram feitos por terceiros.

Hoje não existem restrições para uma pessoa trabalhar como treinador no país.

“É uma valorização para a nossa profissão. É bom para o crescimento de todos, já que é aprendizado essa troca de informações”, afirmou Fábio Carille, 43, técnico do Corinthians, que tem a licença A e faz o curso Pro da CBF.

Além dos profissionais que já obtiveram a licença, a confederação também aceitará que os clubes contratem profissionais que estejam matriculados em seus cursos ou programas equivalentes.

A reportagem apurou, porém, que caso muitos técnicos não consigam obter a licença, a regra pode ser flexibilizada com a concessão de licenças especiais para treinadores com experiência reconhecida e até com o adiamento da aplicação da regra.

A Conmebol planeja adotar regra semelhante em 2021.
Apesar de virar obrigatório para a Série A a partir de 2019, a certificação da CBF ainda não é reconhecida pela Uefa. Técnicos brasileiros não podem trabalhar na Europa.

A situação deve ser modificada. Desde 2016 a CBF busca a equivalência das suas licenças com as europeias. Maurício Marques, coordenador dos cursos da CBF, tratou do assunto na Conmebol.

“Fizemos um convite para os profissionais que gerenciam o curso da Uefa e da Ásia analisarem o nosso. Estamos buscando o reconhecimento mútuo. Nosso conteúdo tem carga horária e níveis maiores do que os deles”, disse.

A carga horária total dos cursos da CBF, do C ao Pro, é de 800 horas. Para obter as três licenças da Uefa, os técnicos gastam 678 horas.

“Temos que conseguir a equivalência para colocar nossos técnicos em pé de igualdade no mercado internacional”, diz Marques.

Na elite do futebol do país, apenas Milton Mendes, 52, que é naturalizado português, obteve as licenças necessárias para trabalhar em solo europeu t—em a Uefa Pro, que precisa ser renovado a cada duas temporadas. O técnico vascaíno afirmou que demorou oito anos para obter todas as licenças.

“O Brasil tem um celeiro bom de técnicos, mas precisa equiparar seu curso com o da Uefa. Os técnicos não saem do país porque não têm certificação”, disse, defendendo que os treinadores brasileiros devem estudar mais.

“O Brasil sempre exportou técnicos e agora não faz mais isso. Não é porque você foi jogador que não precisa estudar”, completou o treinador, que foi estagiário do português José Mourinho.

Vice-presidente da FBTF (Federação Brasileira dos Treinadores de Futebol), Dorival Júnior, atual treinador do Santos, afirmou que as licenças e os cursos promovidos pela CBF custam caro e são elitizados. Ele pede a massificação.

São quatro as licenças oferecidas pela entidade que comanda o futebol brasileiro. Para consegui-las, o profissional tem que desembolsar aproximadamente R$ 40 mil. O técnico pode pular etapas após análise de currículo.

A Licença C, que custa R$ 5.267,50, qualifica o profissional para atuar em escolinhas de futebol. Com o valor de R$ 7.250,80, a Licença B permite ao técnico trabalhar nas categorias de base. Com o diploma nível A (R$ 9.926,00), já é possível dirigir uma equipe principal. Já a categoria Pro, que é a mais avançada, sai por R$ 18 mil.

“Respeito, mas combato muito por ser um curso elitizado para a formação de um profissional. Um ex-jogador dificilmente terá condições de fazer esse curso. Tudo é muito bonito, muito legal, mas é muito caro”, disse Dorival Júnior, que se formou em educação física em 1983.

“Estamos olhando apenas a Série A, mas a grande maioria dos treinadores brasileiros não têm condições. As federações poderiam ajudar bancando parte desse valor. É um investimento que enriquece e ajuda o futebol de uma maneira geral”, acrescentou.

A CBF diz que tem intensificado os esforços para capacitação dos profissionais do futebol e já realizou cursos em seis Estados: Rio, São Paulo, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Minas.

“Nossa ideia é que sejam feitos em todas as regiões. Estamos analisando ofertar bolsas e estímulos para que possamos ter mais profissionais capacitados”, disse Maurício Marques, coordenador dos cursos da entidade.

Neste ano, a CBF também implantou o registro de contratos dos técnicos, o que não existia.

“É importante para que no futuro o profissional tenha direitos básicos, como a previdência, seguro de vida e de acidentes pessoais, nos mesmos moldes do que é oferecido aos jogadores”, afirmou Reynaldo Buzzoni, diretor de Registro, Transferência e Licenciamento de Clubes.

Fonte: Folha de S. Paulo

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Para capacitar proponentes, Ministério do Esporte promove 1º workshop da Lei de Incentivo ao Esporte


Por Rafael Brais e Luiz Roberto Magalhães

O Ministério do Esporte promove, no dia 8 de junho de 2017, o 1ª Workshop da Lei de Incentivo ao Esporte (LIE). O evento, destinado aos proponentes de projetos esportivos – associações, clubes, federações, entes governamentais, institutos e ligas –, tem o objetivo de explicar o funcionamento da lei e esclarecer alguns pontos na apresentação de proposta, bem como sua inserção no sistema da LIE. Além disso, o seminário, que será realizado no auditório principal do Ministério do Esporte, visa apontar os principais erros que inviabilizam a aprovação da proposta pela comissão técnica responsável e ainda detalhar as etapas da execução do projeto e a fase de prestação de contas.
Sancionada em 29 de dezembro de 2006 e regulamentada no ano seguinte, a Lei de Incentivo ao Esporte (Lei nº 11.438) permite que empresas e pessoas físicas invistam parte do que pagariam de Imposto de Renda em projetos esportivos aprovados pelo Ministério do Esporte. As empresas podem destinar até 1% do valor e ainda acumular com investimentos proporcionados por outras leis de incentivo, como a Lei Rouanet, para a cultura. Já as pessoas físicas investem até 6%, porém estão impedidas de acumular com outras deduções.

De 2007 – ano em que a LIE entrou em funcionamento – até 2016, os projetos aprovados pela Lei de Incentivo ao Esporte captaram aproximadamente R$ 1,8 bilhão, levando esporte a milhões de pessoas por todo o Brasil nas três vertentes da LIE: projetos voltados ao esporte como lazer – chamado de esporte de participação –, ao esporte como instrumento de educação e ao esporte de alto rendimento. Apenas em 2016, 726 projetos foram publicados e R$ 265.727.473,33 foram captados, o maior valor anual desde a implementação da lei, em 2007.

Em 2016, quase 979 mil pessoas foram beneficiadas por projetos da LIE. A evolução na quantidade de pessoas físicas e jurídicas que incentivam o esporte também aumentou exponencialmente: em 2007 foram 462 incentivadores contra 3.442 em 2016.

De acordo com José Cândido da Silva Muricy, diretor Departamento de Incentivo e Fomento ao Esporte (DIFE) do Ministério do Esporte, o objetivo do workshop é desmistificar alguns pontos da legislação e auxiliar os proponentes a melhorarem a qualidade dos projetos e da prestação de contas.

“O workshop tem a proposta de aproximação com o proponente. A distância entre nós está muito grande e essa oficina de trabalho é importante para esclarecer pontos críticos e recorrentes que ocorrem na apresentação de projetos”, explicou Muricy. “A ideia é analisar cada etapa do processo de cadastramento de projetos”, afirmou.

Muricy explicou que várias questões que geram dúvidas nos proponentes já foram identificadas e serão trabalhadas no workshop. “Queremos melhorar a qualidade do projeto e reduzir as divergências de interpretação sobre vários assuntos, como pagamento de profissionais, os padrões de gastos, o que são projetos de alto rendimento, participação e educacional. Queremos criar um parâmetro”, disse.

Outro tema abordado no seminário será a elaboração do processo de prestação de contas dos projetos aprovados. Para Muricy, a Lei de Incentivo é um mecanismo importantíssimo de fomento ao esporte, porém é preciso otimizar obrigações e procedimentos administrativos que vão comprovar o bom uso dos recursos. “Queremos sentar com os proponentes e explicar qual a nossa visão para avaliar os projetos para que eles estejam mais preparados para elaborar a prestação de contas”, concluiu.
» Ficha de inscrição para o 1º Workshop da Lei de Incentivo ao Esporte

Mais informações sobre a Lei de Incentivo ao Esporte podem ser obtidas no portal brasil2016.gov.br e na página sobre a Lei de Incentivo no site do Ministério do Esporte.


Fonte: Ministério do Esporte do Brasil

Treinador Esportivo: o Futebol em foco (CURSO PRESENCIAL)


No dia 19/06 ocorrerá um evento sobre futebol na Unicamp (campus Limeira). 

As inscrições para participação serão feitas, em breve, pela página do Laboratório de Pedagogia do Esporte: https://www.facebook.com/lepeunicamp/

O LEPE tem como responsável o professor dr. Alcides Scaglia, um dos principais nomes do Brasil a discutir sobre o ensino do jogo. Grande oportunidade de ouvir e debater sobre o esporte que amamos! Participe!

Justificativa para novas abordagens de treinamento de força no futebol


Por Fabio Eiras e Fabrício Vasconcellos

De alguns anos para cá, muitas metodologias importadas da Europa vêm tomando conta do cenário de treinamento aqui no Brasil. Elas se dizem mais específicas pois seriam metodologias voltadas para o futebol e não métodos de treinos de esportes individuais adaptados ao futebol, o que durante muito tempo aconteceu, exemplo são: os trabalhos físicos oriundos do atletismo que foram incorporados como verdades absolutas por anos.

Certamente todos os métodos apresentam resultados, porém a questão não é essa. Nossa preocupação é otimizar tempo e trabalho a fim de treinar o ótimo e ideal, e não o máximo.

Logo essas metodologias precisam de embasamentos teóricos para se fortalecerem, e não seria contrário no treinamento de força, que vem mudando um pouco suas abordagens.

Por isso apresento alguns aspectos que justificam teoricamente a introdução de novas abordagens para o treinamento de força.

Leia o artigo na íntegra abaixo. 

Introdução

De alguns anos para cá, muitas metodologias importadas da Europa vêm tomando conta do cenário de treinamento no futebol nacional. A maioria destas metodologias são consideradas mais especificas pois foram pensadas para o desenvolvimento do futebol e não para esportes individuais. As metodologias tradicionais perduram por muito tempo no futebol e são oriundas de adaptações de outras metodologias especialmente do atletismo, e promovem a divisão do treinamento nas componentes física, técnica, tática e outras. Tornaram-se então, com o passar dos anos, verdades absolutas, onde os treinos são analíticos e descontextualizados para o desenvolvimento de cada uma destas partes e acredita-se que o somatório destas partes representaria alcançar um bom nível de jogo.
Deve-se levar quem consideração que todos os métodos apresentam resultados positivos, porém a questão vai além do resultado, nossa preocupação é otimizar tempo e trabalho afim promover um treinar ideal, e não máximo. Logo, as metodologias contemporâneas vêm encontrando de embasamentos teóricos na ciência moderna, e com o treinamento de força não é diferente. Por isso, a seguir, apresentamos algumas justificavas teóricas para a introdução de uma abordagem holística e sistêmica ao treinamento de força.

Plasticidade Neural

Diversas linhas de investigação têm surgido no âmbito da neurociência, dentre as quais podemos destacar o interesse particular de leigos e cientistas em conhecer como ocorre o processo de aprendizagem e as transformações cerebrais nele inserido. No campo da neurociência esta capacidade de aprendizado vem sendo atribuída de maneira contundente a ‘plasticidade neural’. A plasticidade neural é um processo associacionista, que em boa parte é determinado pela melhoria da eficiência das sinapses neuronais, devido ao aumento dos neurotransmissores e melhora na sincronização dos potenciais de ação.

Um grande exemplo foi verificado em um estudo que envolveu o craque Neymar Jr. Neste estudo, foram testados quatro atletas profissionais de futebol, um atleta de futebol amador e dois nadadores. A avaliação consistiu na realização de um exame de ressonância magnética funcional durante um movimento específico do tornozelo. Os resultados demonstraram que o Neymar Jr ativou uma menor área do córtex cerebral, ou seja, necessitando de uma menor intensidade cerebral, para realizar o mesmo movimento que os demais atletas. Isto nos leva a imaginar que o atleta é capaz de durante uma tarefa motora, analisar outras situações do meio ambiente para solucionar o problema, uma vez que, com um menor esforço cognitivo para realizar uma tarefa, o córtex cerebral pode processar outras informações simultaneamente. O que nos leva a crer que as experiências (treinamentos) vividas durante a formação do atleta criaram marcas positivas ligadas e este tipo de movimento (comum ao desporto futebol), fazendo com que ele melhore as sincronizações e coordenações neurais durante o jogo ou atividade, o que pode ser associado a uma melhor eficiência para tal atividade.

Estas marcas positivas que geram adaptações especificas evidenciam a plasticidade do nosso sistema nervoso em se adaptar de acordo com o padrão motor mais frequente, e ao invés de gerarmos mais força, geramos respostas mais rápidas e eficazes.

Coordenação Intramuscular

A coordenação intramuscular, de forma simples é a capacidade do próprio músculo de recrutar simultaneamente mais unidades motoras e assim gerar mais força. Logo, é vista como um dos principais meios de ganho de força e consequente melhoria das capacidades motoras. O fato de relacionar as adaptações neurais com a melhora da sincronia de ativação das unidades motoras, a velocidade e número das mesmas unidades recrutadas, com o movimento ou tarefa a cumprir, explica em parte o porquê dessa afirmação. Quanto melhor a sincronia entre as unidades motoras envolvidas na atividade maiores serão os níveis de produção de força durante a tarefa motora, assim como quanto mais específico for a atividade em relação ao esporte praticado, melhor será a adaptação para essa mesma pratica.

Podemos dizer que quanto mais unidades recrutadas mais auxilio para realizar a tarefa ou atividade teremos. A mesma afirmação pode ser utilizada para a velocidade da ação muscular, ou seja, este padrão também varia de acordo com a adaptação especifica da atividade.

Podemos justificar este fato ao vermos que indivíduos não-treinados não conseguem realizar tarefas motoras simples como, chutar uma bola de fora da área, mas após algumas sessões de treino já conseguem realizar esta tarefa. Esta melhora de desempenho pode ser atribuída a uma melhora no recrutamento das unidades motoras e consequentemente melhora da força. Um exemplo interessante é quando um jogador de futebol é comparado com a um levantador olímpico, não teremos dúvidas que os melhores resultados de força serão alcançados pelos levantadores, porém ao colocarmos os dois para disputarem uma bola em um campo de futebol, ninguém tem dúvidas que o jogador de futebol ganharia, certo? Mas como, se o levantador é mais forte? Neste sentido é importante ressaltar que a força isolada não serve de nada, pois a especificidade da força do jogador gera o recrutamento máximo para aquele tipo de atividade e não para levantar uma barra, assim como o treino de força na academia não tem nenhum tipo de transferência para o campo.

Coordenação Intermuscular

A coordenação intermuscular ocorre em conjunto com a coordenação intramuscular só que na relação entre os músculos e não mais entre as unidades motoras, é na verdade a relação entre um ou mais músculos afim de executar uma atividade ou tarefa. Podemos definir a coordenação intermuscular não mais que uma relação de cooperação entre músculos ou grupos musculares com objetivo na melhor execução da tarefa com menor gasto energético, ou seja, quanto melhor a sincronia entre os músculos ou grupamentos, menos energia gastamos para a mesma produção de força.

Assim como a coordenação intramuscular, a coordenação intermuscular é vista como excelente ferramenta para incremento de força, e tem em sua melhor explicação a questão de relacionar a ação de cada músculo para determinado exercícios de forma máxima, utilizando de maneira efetiva os motores primários e secundários assim como sinergistas e estabilizadores, de forma harmônica e sincronizada, na ajuda a tarefa, e ao mesmo tempo a inibição ou co-ativação do antagonista.

Co-ativação/Inibição reciproca

Como dito anteriormente, quando falamos na coordenação intermuscular, a inibição ou co-ativação dos músculos antagonistas é relatada como fator importante na adaptação ao treinamento das capacidades motoras, principalmente a força. A diminuição da co- ativação, segundo alguns autores, melhora eficiência tanto de agonista como de antagonistas, pois como a melhora do sincronismo entre eles, por exemplo, ao chutar a bola, um atleta deve ter a capacidade de inibir a ativação dos músculos isquiotibiais para melhorar eficiência do chute. Em outras palavras, para qualquer tarefa motora temos sempre um músculo ou grupo muscular principal, chamado a agonista, que para a execução da ação recebe estímulos de encurtamento, neste mesmo momento os músculos contrários a essa ação (antagonistas) recebem um aviso para relaxar e não participar da ação, contudo, muitas vezes esse mecanismo não é eficaz e o músculo ou grupo muscular antagonista apresente algum padrão de ativação, restringindo assim a ação do agonista.

Para que realmente o antagonista não participe e o agonista possa produzir força máxima é importantíssimo que as unidades motoras do músculo antagonista sejam “desligadas” ao mesmo tempos que as unidades motoras do músculo agonista sejam recrutadas de forma máxima, evitando assim qualquer tentativa de co-ativção e uma menor produção de força para a tarefa.

Alguns autores concluíram que o treinamento de força bem elaborado traz como fator positivo um aumento na inibição dos antagonistas. Entretanto, diversas são as evidências, que demonstram que o treinamento de força tradicional (na academia) aumenta a ativação do músculo antagonista. O que pode explicar em partes os ganhos de força atribuídos aos fatores neurais.

Conclusão

Podemos concluir então que os processos relacionados a adaptações neurais podem influenciar diretamente na performance do jogador ou atleta em geral, alterando de forma direta suas capacidades motoras, tanto a relação intramuscular, intermuscular, quanto a co-ativação e inibição são baseados em adaptações musculares afim de executar da melhor forma e com menor desgaste uma tarefa ou atividade.

Outra conclusão óbvia é que quanto mais especifico é o seu treinamento, seja de força ou não, maior serão seus ganhos provenientes de adaptações neurais, devido logico ao princípio básico do treinamento, a Especificidade.

Claramente falando, se treinarmos futebol ganharemos adaptações neurais provenientes das coordenações intramusculares, intermusculares, da melhora da relação co-ativação e inibição reciproca, por recrutamentos das unidades referentes a atividade futebol, não adianta melhorar a força geral se não serão as mesmas unidades recrutadas na atividade foco (futebol), pois mudando o estimulo, angulação, velocidade e tempo de execução, mudamos também o número e quais unidades estamos recrutando.

O que fazer com os treinos tradicionais? Acabar? Tem solução? Derrubamos a academia?

Fonte: Universidade do Futebol (link direto pdf)

LA NUEVA GENERACIÓN

Por Alex Sanchez 


EL DESPERTAR DE LA NUEVA GENERACIÓN

Todos saben que algo sucedió en el 2010 en el mundo futbolistico, el gol de Iniesta fue la chispa definitiva para llegar a todos los corazones del mundo del fútbol en el juego posicional, era una tendencia Española ( y es tendencia ahora) en alza y su seño de identidad, el tener la posesión del balón, el elaborar con mas paciencia la jugada, buscar los espacios y ante todo tener el dominio del partido con el balón en tu poder.


La piedra de este estilo la pusieron años atrás otros entrenadores de renombre beneficiados sobre todo cuando el fútbol era mucho mas lento que el actual y Luis Aragonés aposto de nuevo por esa idea pero multiplicada por 10, tampoco tenia nada que perder, después de la decepción del Mundial de Alemania por la eliminación contra Francia a pesar de contar con una de las mejores selecciónes de jugadores de la Historia de España, Luis se dio cuenta que tenia que cambiar algo de raíz, cansado como todos los españoles de los fracasos de la selección una y otra vez, ideo un plan, el plan era poner a todos los buenos con el trato del balón, juntarlos en una idea, formar un bloque de unidad impenetrable, donde la mayor defensa era tener el balón, era una lógica aplastante que el mismo repetía a sus jugadores y es verdad, si el rival no tiene el balón no te puede tirar a portería y si no te tira a portería no te puede ganar, es la mayor defensa posible que existe en el fútbol, un rival sin la nada no puede atacar esta huérfano solo corre detrás, y Luis quería ganar como el que mas, revoluciono el sistema, la mentalidad a los jugadores y dio el mando a Xavi, la gente se le echo encima sobre todo al prescindir de un jugador de la talla de Raul, pedían su dimisión, encima Raul demostrando cada partido señalando su nombre cuando metía goles le retaba para que le volviera a convocar, pero no, Luis tenia algo en mente que estaba por encima de los nombres y ese plan era el balón, y no quería que ningún jugador de su equipo cambiara ese mensaje, la dependencia era el balón no los jugadores, y señores… no hay nadie mas rápido que el balón.


LA ILUSTRACION DEL FUTBOL ESPAÑOL

Luis siguiendo su plan a rajatabla le costo mucho clasificarse, hubo partidos muy malos donde España le costaba hacer ocasiones, había dudas, las derrotas en fase de clasificación de 2006 frente a Irlanda del Norte y Suecia fueron los momentos mas criticos, nadie quería a Luis, la prensa y el publico se le echaba encima, pero aguanto, tenia las espaldas muy anchas… tenia que ser un holandes quien diera el ultimo empujon al hacer una revolucion en Valencia, al cargarse a Albeda de las alineaciones, Luis tampoco lo convoco y España se quito el ultimo lastre que le impedia volar con Xavi, la seleccion tambien al verse al borde del precipio gano en carácter y madurez lo que le hizo no perder ningún partido mas hasta ganar la final frente Alemania en Viena.

No solo se gano esa Eurocopa de 2008 si no que se gano jugando bien al futbol, como hacia muchos años que no se veia, la gente no lo podia creer, las posesiones que tenia la seleccion siempre eran muy altas cuando lo normal es que los dos equipos se la repartieran y daba igual que el rival corriera como gacelas o que midieran 195, el tiki-taka era invencible, esas dos palabras TIKI TAKA que hicieron universal al genial Andres Montes para distinguir ese estilo luego las pronunciaban hasta los mas foraneos del planeta, asi se bautizo ese estilo aunque a los estilistas no les guste o al mismisimo Guardiola.


LLEGO LA CIMA DEL MUNDO

Ya en retiro Luis y dejando un legado impresionante, Del Bosque recogio esos frutos muy inteligentemente ( solo un loco las habria cambiado), no haber ganado el mundial del 2010 con ese estilo y con esos jugadores habria no solo sido un error historico nacional si no tambien un error del futbol, Casillas e Iniesta se encargaron de dar la pincelada final al proyecto.


Y CON LA EDAD DE ORO DEL BARCELONA

Guardiola hijo del estilo de Johan Cruyff como si fuera por la divina provivencia llego en el momento justo despues de ganar la seleccion en el 2008, estaba en el lugar justo, con los jugadores justos para crear posiblemente uno de los equipos mas poderosos de la historia del fútbol, nadie daba un duro por el, a pesar de ser un jugador ilustre en la historia del Barcelonismo no tenia experiencia como entrenador de máximo nivel, pero lo que no sabían muchos es que el momento en el que llego tenia un sin fin de posibilidades de creación era su oportunidad de mostrar todo lo aprendido con Johan Cruyff, Luis Aragonés le construyo el aeropuerto y las luces, Guardiola tenia que construir un avión, y vaya que si lo construyo, ARRASO,14 títulos en cuatro temporadas rozando la perfección y en algunos partidos alcanzándola con goleadas y un juego de una velocidad surrealista ni siquiera el Madrid gastando miles de millones en jugadores podía arañarlo el 6-2 y el 5-0 lo atestiguan, Florentino intento apagar el fuego con un Guerrero que se atrevió hacer daño al Barcelona con algun titulo, el sr Mourinho, pero en la mayoría de los choques el Barcelona fue insultantemente superior el Madrid que solo podía defenderse como gato panza arriba.

La selección volvió a ganar un titulo europeo el mundo del fútbol giraba en torno a España, convirtiéndose en la capital y guía de todos, admiración de gente de todos los paises, incluso Alemania cultivo ese estilo que luego recogió en Brasil…

SE INICIA EL COMIENZO DE UNA NUEVA ERA

Todo esto crea un caldo de cultivo entre todos los entrenadores del fútbol que provoca la confianza necesaria para acoplar esa idea en sus equipos o al menos da un impulso de crear interés por el buen trato con el balón, con el juego elaborado, con el modelo de juego, con la técnica colectiva, restando aun mas importancia a las tareas simplemente físicas o competitivas de siempre, ¡Todos querían jugar como el barsa! sacando la pelota desde atrás, de tener el balón y de provocar jugadas menos directas, todos esos entrenadores influenciados con este estilo de juego asimilan y transmiten sus nuevas ideas a los jugadores de base a partir de 2008-2009 cada vez perfeccionandolo mas en la formación técnica de sus jugadores, jugadores que desde edad muy temprana entrenan y juegan en césped en su mayoría adecuado en comparación con los que entrenábamos hace 20 años donde la tierra, el barro era normal,jugadores que entrenan con balones casi la totalidad de sus sesiones cuando hace 20 años lo normal era correr dando vueltas como en el athletismo hasta que te dolieran las muelas, jugadores que tienen a su disposición de toda la tecnología del mundo,comunicándose, viendo vídeos de goles, partidos, jugando a videojuegos que asemejan cada vez mas la realidad, jugadores que tienen en su mayoría a su disposición camisetas, calzado, material que hace 20 años solo disponían los mas ricos del lugar AHORA CAMBIAN DE BOTAS CADA 6 MESES Y DE TODOS LOS COLORES, jugadores que tienen a su disposición entrenadores cada vez mas cualificados con cursos Académicos, preparación física, scouting, psicología, coaching, pedagogía cuando hace 20 años la máxima psicología que te decía un entrenador podría ser …CORRE MAS COJONES!!! HOSTIAA, estos mismos entrenadores de la nueva era tienen a su disposición multitud de aplicaciones, webs de calidad con herramientas de planificación, sesiones de entrenamiento, vídeos, acceso a cursos y con apenas unos pocos clicks del ratón tienes enorme documentación que hace 20 años solo la podrían tener los mas afortunados o “frikis” del lugar por ser trabajo arduo de miles de horas de recopilación. 


Todo esto esta generando equipos y ligas de una calidad técnica asombrosa incluso desde las edades mas iniciales, jugadores de apenas 7 u 8 años capaces de hacer cambios de orientación de 20 metros con una precisión y una percepción espacial impropia para su edad, jugadores que no solo técnicamente están muy avanzando si no que cognitivamente interpretan el juego tácticamente que hace 20 años era impensable, las categorías inferiores de España no paran de ganar títulos europeos, las competiciones europeas de club empieza a ser natural que gane un equipo español… pero viene una generación mejor si mis cálculos no me fallan esa primera oleada de jugadores muy formados puede tener ahora mismo alrededor de 13 o 14 años niños que crecieron bajo este cambio español y del fútbol mundial,¿como sera el fútbol español con esa nueva generación? lo veremos pronto amigos…

Fonte: Entrenador Fútbol

O futebol por jogadas mecanizadas ou jogado pelo jogar dos jogadores?


“Temos mais necessidade de espírito humano do que mecanização.” (Charles Chaplin)

Rodrigo Vicenzi Casarin

No futebol muitos são os jargões usados e palavras empregadas para procurar sintetizar as ocorrências e interações que acontecem dentro do retângulo mágico. A palavra jogada é utilizada com frequência. Corriqueiramente é demonstrada para expor algo que aconteceu dentro de campo, narrar que “aquela foi uma bela jogada”, que “tal jogador fez uma jogada espetacular” ou que “aquela jogada foi de cinema”.

Em contrapartida, para os treinadores, o verdadeiro significado do termo jogada é diferente. Jogada é entendida como a automatização de ações treinadas de uma forma determinada em uma região do campo, em algum momento do jogo ou em bolas paradas, e tem como fim predeterminar antecipadamente ações de jogo. Resulta que os jogadores memorizam possibilidades e executam, por vezes, de forma forçada e sem o entendimento real da situação.

Essa forma de estruturar o processo gera uma dicotomia-distância entre o jogo, jogador e treinador. Nela parece que tudo que acontece dentro de campo está submetido a ações preestabelecidas pelo treinador o tempo inteiro. O jogo e o jogador ficam em segundo plano. De certa forma, estas generalizações preestabelecidas se convertem em pensamentos automáticos e diminui muito a forma do jogador perceber situações do entorno, que simplesmente é o jogo.

Jogo, jogador e treinador são conceitos intimamente unidos. O treinador sozinho não existe. Sua figura nem consta no regulamento do jogo. Uma jogada predeterminada, também não existe sozinha e fica muito luminosa na prancheta do treinador. Jogo, jogador e treinador são palavras que não se desenvolvem de maneira independente. Elas seguem um processo de contínua influência recíproca.

Está claro que a repetição de uma mesma ação, a repetição constante ou uma série predefinida ou estabelecida, exercitada a toda hora, aparentemente pode ser um artifício eficaz, já que o ato repetitivo “teoricamente tem seus benefícios” pois, faz o jogador “deixar de pensar” ou desconectar o pensamento consciente. Agora, como essa repetição ocorre, a regularidade e que conteúdo inserido nela se desenvolve, é que pode fazer o jogador não jogar e apenas decorar jogadas ou ações.

E nosso cérebro tem uma capacidade de automatizar uma grande quantidade de informações. Mas questiono novamente que essa capacidade de enxergar a automatização, quando queremos apenas mecanizar jogadas e estabelecer ações num contexto que nunca se sabe realmente o que vai acontecer, carece de critérios reais e exponenciais para a natureza do jogo ou propriamente de um jogar específico, o que ocasiona na hora do jogo um “branco contextual”. É um paradigma. Parece que quando se decoram jogadas, tudo irá ser feito bem, mas quando o jogo inicia, o vazio entra em cena e os jogadores entram em um mundo paralelo esquecendo-se de tudo.

Agora, jogar criando interações, que de certa forma também existe repetição, por meio de mecanismos não mecânicos que vão além de jogadas, gerados por cenários criados, difere-se um pouco especialmente se inserirmos contextos reais e emoções positivas. E o jogo de futebol é isso: é jogado e exige desafios. Inegável que esses cenários criados devem ser construtivos e não criado de qualquer maneira, pois também podem virar uma “espécie” de mecanização e, tudo que tem forma mecanizada, pode bloquear informações importantes.

Por isso, ao criar probabilidades que ultrapassam a automatização e originam automatismos expressivos e comunicam ao organismo que o jogo tem variabilidade, ele, ao sentir isso, fica propenso a receber identificadores gerados por emoções reais e positivas. Assumindo isso, mostramos a capacidade do nosso organismo criar interações qualitativas. A medida que elas vão sendo criadas, se desperta a curiosidade e níveis evolutivos de jogo com constância de novos automatismos não mecânicos.

Então, não importa a quantidade de jogadas ou variações, tudo tem um prazo de validade e de certa forma essa mecanização ao longo do processo competitivo gera um lastro negativo. Por incrível que pareça, por mais que uma quantidade excessiva de jogadas repetidas pareça gerar benefícios com a automatização, se não assimiladas emocionalmente pelos jogadores, os cenários que transmitem uma aleatoriedade maior, sem essa automatização mecânica, podem “ser mais recordados” pela emotividade que os jogadores vivenciaram.

Está claro que o que fizermos como treinadores influencia e modifica os jogadores. Temos uma parcela muito grande, especialmente se virarmos estratégias ou treinadores de jogadas. E, acredita-se em benefícios com isso mas, na realidade, traz muitas sequelas a longo prazo para os jogadores, sobretudo na formação. Conectar os atletas com o jogo é algo que o treinador deve fazer antes que qualquer coisa, já que dessa forma os jogadores compreendem o jogo realmente como ele é: de maneira interativa e intuitiva.

Fonte: Universidade do Futebol

La solución holandesa para educar a niños y padres en fútbol base


Mucho se ha hablado de cómo practicar deportes de equipo inculca a los jóvenes, valores como el compañerismo, la disciplina o la tolerancia a la frustración; sin embargo, en la práctica, el espíritu deportivo queda en un segundo plano cuando “ganar” se convierte en lo único que importa.

“¡Menudo robo! ¡Árbitro, estás ciego…! ¡Eso ha sido falta! Que saquen a ese ‘patata’ del campo!”, se desgañita un fanático corriendo desde las líneas de banda. Se detiene con los brazos en jarras delante de otro hincha del equipo contrario, que aplaude la patada que le acaba de propinar un jugador a otro y, entonces, le asesta un puñetazo. Pitan el final del partido y mientras el equipo vencedor se abraza entre vítores, los perdedores vuelven al vestuario con la cabeza gacha; en cuestión de minutos les espera una buena bronca del entrenador. No estamos en un partido de la liga profesional; los jugadores apenas tienen 12 años y los dos hombres que todavía siguen enzarzados en una guerra de insultos y mamporros son sus propios padres.

Bajo el título de ‘Juego limpio en el fútbol’, la Real Asociación de Fútbol de los Países Bajos (KNVB) ha desarrollado un proyecto para minimizar las presiones a las que los niños se enfrentan durante los partidos, sobre todo, por parte de sus familiares, y enseñarles a tomar sus propias decisiones en el campo. Ya hay 700 equipos inscritos de las regiones de Limburgo y Brabante. Pero, ¿cuál es la fórmula? El autoarbitraje. 

Tarjeta amarilla para los padres

“Los niños que están empezando a conocer el fútbol son más libres de experimentar el juego, en vez de escuchar las instrucciones de sus padres o de sus entrenadores”, explica a la ‘CNN’ un portavoz de la KNVB, quien añade que las familias y otros espectadores se encuentran a 20 metros del terreno de juego y “solo se les permite animar”.

Contrariamente a lo que podría esperarse cuando a un hincha enloquecido se le prohíbe tomar demasiado partido, muchos familiares aplauden tan pacificadora iniciativa. “El autoarbitraje debería enseñarse a los niños desde una edad temprana e involucrar también a las escuelas”, opinó el padre de un jugador de la academia de la liga de fútbol inglés, quien añadió que esta medida evitaría que se produjeran tantas faltas al establecer reglas claras desde el inicio de la temporada y “entrenar” a los chicos para que respeten las leyes.

Para que los niños jueguen con mayor libertad, los padres deben estar a 20 metros del campo y sólo se les permite animar al equipo.

Para el inglés Steven Lawrence, que se mudó a los Países Bajos siguiendo la carrera futbolística de su hijo, el plan holandés no solo ayudará a “civilizar” a los padres y alentará el fuerte sentido de justicia que tienen los niños, sino que mejorará también a los entrenadores. “Los instructores necesitan asumir un papel de guía y ser más observadores, lo que a su vez les proporcionará buena información para la formación individual, lejos de juegos competitivos”, sostiene Lawrence.

 
Una afición atípica, sí, con algunas excepciones

El fútbol holandés amateur tiene fama de jugar limpio y contar con hinchadas respetuosas, que vitorean las buenas jugadas y callan cuando se pierde un balón. Así lo explicaba el exfutbolista inglés del F.C Barcelona Gary Lineker en un artículo publicado en ‘The New Statement’ donde criticaba la violencia y excesiva competitividad del fútbol juvenil, en el que “participar” no es un objetivo si no lleva a la victoria.

No obstante, siempre hay casos puntuales en los que el deporte rey neerlandés debería quitarse la corona: en diciembre de 2012 seis jugadores de fútbol de entre 16 y 17 años mataron a patadas al padre de uno de los futbolistas del equipo contrario, que se había ofrecido para arbitrar el partido, por no estar de acuerdo con una de sus decisiones. La justicia no solo condenó a los juveniles a una pena de prisión, también estuvo implicado el progenitor de uno de los adolescentes.

De lo que no hay duda es que el civismo de los Países Bajos, al menos en materia deportiva, merece ser tomado en consideración. Tal vez si nuestros niños arbitran sus propios partidos, cambie también la mala prensa que pesa sobre los árbitros.

Fonte: elconfidencial • por Mundo Fútbol Base

Golpe oferece vagas inexistentes em clubes do Brasil e do exterior


Por Alex Sabino e Luiz Cosenzo

Alberto dos Santos Martins, o Beto, 29, não aceita ver o futebol como um sonho que não vai se realizar. Isso o fez ser enganado. Duas vezes.

Ele deixou a mulher Laís e o filho Miguel, 6, para tentar a sorte. Foi para o Irã porque um empresário lhe garantiu que haveria um clube o esperando para assinar contrato. Deu R$ 7.000 para o agente.

“Quando cheguei, não havia time nenhum. Só consegui voltar para o Brasil porque um brasileiro que joga por lá me deu dinheiro para transferir a passagem”, diz ele em entrevista à Folha.

Beto é apenas um entre muitos enganados. Em comunidades no Facebook ou grupos de WhatsApp, pessoas que dizem ser empresários de futebol oferecem vagas em clubes do Brasil e do exterior, mas o interessado tem de pagar. Após o depósito ser feito, a promessa não se materializa ou os jogadores são dispensados por não terem sido aprovados. O dinheiro nunca é devolvido.

Durante um mês a Folha acompanhou grupos com ofertas. A reportagem criou um perfil fictício do pai de um atacante de 17 anos que estava em busca de time. Em 20 minutos, recebeu duas propostas: um ano de contrato no Gloria Bistrita, da quarta divisão da Romênia, por € 12 mil (R$ 40,2 mil) e R$ 300 para passar uma semana em teste no Velo Clube, da Série A2 do Campeonato Paulista.

Antes da viagem ao Irã, Beto havia depositado R$ 700 como parte de pagamento por teste no Unclinic, do Ceará. Era mentira. Ele denunciou o empresário no Facebook e este registrou Boletim de Ocorrência contra o jogador, que mora em São Vicente, no litoral de São Paulo.

“Há vários grupos no WhatsApp com perfis falsos, que trabalham enganando pessoas. Eles estão acabando com o sonho das famílias. Eu sonhava com uma oportunidade, mas serviu para estragar esse sonho”, afirma Cláudio da Silva Barbosa, 22.

Desesperado para arrumar equipe, ele deu R$ 1.200 para um empresário identificado como Marcos, que dizia ser chileno. O dinheiro seria um “investimento” para jogar no Cobreloa, do Chile.

“Depois que paguei, ele desapareceu”, lembra Barbosa, ainda desempregado.

Celso Moraes, 28, também recebeu oferta para viajar ao Chile e atuar pelo Cobreloa.

“Foram R$ 1.200. Eu tinha R$ 500 guardados e pedi R$ 750 emprestados para pagar o que ele [o empresário] pediu. Fiquei no prejuízo, já que precisava muito desse dinheiro”, afirma Moraes, que se diz envergonhado por ter se deixado enganar.

As ofertas sempre são para clubes pequenos, mesmo que sejam do exterior. Aspirantes a jogadores guardam registros de conversas com promessas de oportunidades no Qingdao Hainiu, da segunda divisão chinesa. Ou no Club Atlético de Pinto, da terceira divisão da Espanha.


Na comunidade “Jogadores Livres” do Facebook, John Batista, que jura ser lateral do Metropolitano, de Santa Catarina, oferece vagas para o Brasileiro da Série D deste ano no clube. Robson Campos que afirma ocupar o cargo de supervisor de futebol do clube, explica:

“Oferecemos alimentação, academia e [queremos] R$ 870 para pagar a transferência de Estado. Tem que enviar os documentos e o comprovante do depósito. Trabalhamos sob indicação e temos mais três vagas para preencher para a disputa do Campeonato Catarinense. Para jogar, vai depender do garoto. O salário é de R$ 1.800.”

Pedro Nascimento, presidente do Metropolitano, diz desconhecer Campos e que o clube não possui lateral com o nome de John Batista.

“É simples. Se o cara é craque, se ele é o Neymar, não precisa pagar. Ele já foi descoberto. Mas quem não é craque e quer ser visto, precisa pagar”, disse um empresário que ofereceu vagas por meio de redes sociais em equipes da Alemanha, Áustria, Hungria e Espanha.

Ele se identificou como Sidney e afirmou ser dono de uma empresa, mas se recusou a dizer o nome dela.

ILUSÃO

As propostas chamam a atenção pela variação de valores. Uma semana no ASA, de Arapiraca (AL), custariam R$ 1.000. Trinta dias no Marítimo, da primeira divisão de Portugal, sairiam por € 500 (R$ 1.700). O valor incluiria hospedagem e alimentação.

Procurados pela Folha, clubes citados em ofertas nos grupos de WhatsApp e comunidades do Facebook, negaram a venda de vagas.

Após o golpe, as vítimas buscaram outros trabalhos. Beto é ajudante de pedreiro. Moraes vive de bicos no Guarujá (litoral de São Paulo).

Mesmo após os tombos, nenhum deles desistiu da carreira no futebol profissional.

“Você poderia publicar o número do meu celular na reportagem? A família quer que eu desista, mas não se desiste dos sonhos”, desabafa Beto, escancarando a matéria-prima usada pelos falsos empresários nas redes sociais.

CONTATO COM ‘EMPRESÁRIOS’

Citados em grupos de WhatsApp e de Facebook, clubes de futebol ouvidos pela Folha negaram envolvimento com os supostos empresários que oferecem vagas ou testes mediante pagamento em dinheiro.

João Cerri, presidente do Conselho Deliberativo do Velo Clube, de Rio Claro (173 km de São Paulo), que disputa a Séire A2 do Paulista, afirmou ter conhecimento do esquema e que estão tomando providências contra os “golpistas”.

“Já fizemos um boletim de ocorrência. Esse estelionatário usa até o meu nome para ludibriar as pessoas. O telefone é de Vitória da Conquista (BA) e a conta é da Caixa Econômica Federal da cidade de Poções (BA)”, disse.

Além do Velo Clube, o mesmo empresário oferece vaga no Metropolitano, que disputa a primeira divisão do Catarinense e está na Série D do Brasileiro. O pedido é de pagamento de R$ 870 para transferência do registro do jogador.

Pedro Nascimento, presidente do clube de Santa Catarina, negou envolvimento com o caso.

“Ninguém fora do clube está autorizado a utilizar o nome do Metropolitano. Outro detalhe é que só podemos inscrever 45 jogadores no Catarinense”, afirma, lembrando que o time já esgotou sua cota.

O União de Mogi das Cruzes, também citado pelos supostos empresários, disse desconhecer a oferta de vagas na internet para atuar na equipe paulista.

No Villa Nova (MG), Nélio Aurélio de Souza, ex-presidente, afirma conhecer o empresário denunciado por oferecer vagas na equipe. “Ele está dando o tombo em muita gente. Fiquei sabendo que estava fazendo a mesma coisa com jogadores no interior da Bahia”, afirma, completando que o Villa Nova não tem envolvimento.

A reportagem não conseguiu contato com o Unclinic, do Ceará.

Entre os times internacionais citados, os espanhóis Múrcia e Clube Atlético Pinto, respectivamente da segunda e terceira divisões, negam conhecer o assunto. Cobreloa (CHI), Qingdao Hainiu (CHN) e Gloria Bistrita (ROM), não responderam. (AS e LC). 

Fonte: Folha de São Paulo

RESILIÊNCIA: SER FORTE, APESAR DAS TEMPESTADES!


Há pessoas que são caracterizadas pela sua grande capacidade de resiliência. São precisamente aquelas que têm como arma sua capacidade de se manter à tona diante das dificuldades, e encaram a dificuldade como aprendizado.

Elas sabem que a imunidade ao sofrimento é impossível e compreendem que as tempestades que tornam nossos dias mais obscuros também são oportunidades para se superar. Elas se enchem de valor e continuam, tendo como mantra prosseguir para crescer, apesar das adversidades.

“Quando há uma tempestade os passarinhos se escondem, mas as águias voam mais alto.” Mahatma Gandhi

Resiliência no dia a dia

A resiliência é um conceito que adquiriu grande relevância nos últimos anos. Sobretudo a partir de perspectivas como a psicologia positiva que estão mais interessadas em investigar quais são as características que permitem que as pessoas superem uma adversidade, deixando em segundo plano a compreensão daqueles fatores que aumentam a probabilidade de um transtorno mental.

Ser resiliente do ponto de vista da psicologia é ser capaz de enfrentar a adversidade e sair fortalecido.

Quando falamos de resiliência, costumamos pensar em eventos traumáticos como a perda de um ente querido, sobreviver a um acidente ou a situações de abuso… Mas no nosso dia a dia também ocorrem situações complexas que temos que enfrentar. Não é preciso ser uma catástrofe; superar qualquer dificuldade cotidiana como enfrentar as críticas, conseguir se superar ou começar o dia com um sorriso depois de um período de tristeza também é ser resiliente.

Todos temos as nossas próprias batalhas com as quais lidar e os nossos próprios recursos para enfrentá-las de uma forma ou de outra, temos apenas que descobri-los.


Características das pessoas resilientes

Há pessoas que são resilientes porque tiveram um exemplo de resiliência a seguir, como seus pais ou um irmão, mas outras aprenderam a lidar e a superar as pedras do caminho sozinhas: aprenderam a partir da tentativa e erro, tornaram-se fortes a partir das suas próprias cicatrizes.

Isto nos indica que a resiliência é uma habilidade que todos podemos desenvolver e, portanto, praticar. Para isso, é necessário gerir adequadamente os nossos pensamentos e emoções. Canalizá-los através do canal que nos dê mais controle sobre eles é fundamental.

A seguir iremos contar algumas das principais características das pessoas resilientes para que você possa começar a praticá-las.

Sabem se adaptar às mudanças

As pessoas resilientes têm a capacidade de serem flexíveis quando o vento sopra com força. Elas sabem que ir contra as circunstâncias as fará perder energia e optam por ter uma mente aberta diante de opiniões e circunstâncias diferentes.

Elas se desprendem de suas crenças antigas, preconceitos e inseguranças para se vestirem com novos trajes que as acompanham nos tempos de mudança. Elas não se adaptam por resignação, mas sim porque sabem que existem outros mundos diferentes que não são errados só por serem distintos.

“A água supera tudo porque se adapta a tudo.” Lao Tse

Apoiam-se em suas forças

As pessoas resilientes conhecem a si mesmas. Elas sabem o que é aquilo que as machuca e incomoda, e compreendem que o suporte fundamental do seu bem-estar depende de cuidarem de si mesmas.

As pessoas resilientes sabem identificar os seus pontos fracos, mas também os seus pontos fortes para colocá-los em prática quando for necessário.

Elas usaram sua vontade de lutar, sua motivação, seu esforço e suas habilidades como o alicerce para seguir em frente. Mas, sobretudo, elas respeitam a si mesmas e as levam em conta, porque sabem que conhecer a si mesmo é o passo fundamental para crescer e estabelecer relações saudáveis com os demais.

“Cada pessoa é uma ilha em si mesma, em um sentido muito real, e só pode construir pontes em direção a outras ilhas se efetivamente desejar ser ele mesmo e estiver disposto a se permitir.” Carl Rogers

 Sabem que aceitar é necessário para avançar

As pessoas resilientes sabem que a adaptação é a companheira aliada do progresso e da mudança. Porque só quando aceitamos o que está acontecendo conosco é que poderemos começar a trabalhar para melhorar isso. Caso contrário, se continuarmos negando, a única coisa que estaremos fazendo é dar mais força à situação.

As pessoas resilientes sabem que aceitar é compreender e enfrentar, não se dar por vencidos.

Consideram que ninguém é imune ao sofrimento

Ser resiliente não quer dizer que uma pessoa não tenha feridas, mas sim que apesar delas, a situação adversa foi construtiva de algum modo. Ela foi capaz de aceitar a dor e, ao invés de mergulhar nela, optou por aprender.

As pessoas resilientes sabem que se proteger da dor e se esconder por trás de um escudo nem sempre vai funcionar, já que fugir as afastaria da possibilidade de compreender o que acontece com elas e de continuar crescendo.

Como você pode ver, é possível aprender a ser resiliente. Na verdade, este teria que ser um ensinamento fundamental nas escolas. Sempre vale a pena aprender estratégias para melhorar e continuar crescendo, e a resiliência é essa capacidade que nos permite ser fortes apesar do vento soprar com força, nos adaptando da melhor forma possível aos solavancos que compõem as perdas, as decepções, os traumas e os fracassos.

Você também é resiliente, não esqueça. Ou você nunca teve que superar nenhuma dificuldade ou situação na sua vida? Pense e lembre-se daquela vez em que você foi corajoso apesar do medo, em que se jogou de cabeça dentro da piscina…

Fonte: O Segredo

Equilíbrio ofensivo e transição defensiva – Notas Europeias

Por Bruno Fidalgo 

“As equipas terríveis são aquelas que diminuem o tempo entre o ganhar a bola e atacar e entre o perder a bola e defender. É aqui que está o segredo do jogo atual.” Jesualdo Ferreira

A necessidade de transitar com velocidade e qualidade não é recente. Sobretudo para aqueles que pretendem ser protagonistas com bola, criar e recuperar para voltar a atacar, é fundamental refletir sobre a forma como se abordam os momentos que antecedem e precedem a perda da bola.

Este ano, nos grandes palcos europeus, assistimos a uma “nova” tendência tática. Juventus, Chelsea, Dortmund, Tottenham, Manchester City, Barcelona, entre outras, adotaram, em determinados momentos, uma defesa com 3 elementos. Ainda que nem todas o tenham feito da mesma forma, parece-me que existem pontos em comum entre elas. Algumas optaram por defender com 5 jogadores, outras ajustaram posicionamentos para compor uma linha de 4 no momento defensivo.

Sabemos que todas estas equipas passam a maior parte do tempo de jogo, em organização ofensiva. Será então, no momento de transição defensiva que existe maior tendência para sofrerem golos. Posto isto, acredito que as principais razões para estas mudanças estruturais devem-se a preocupações com a forma como estas equipas pretendem reagir à perda da bola.

“No fundo, o jogo é feito de equilíbrios. Ninguém consegue atacar bem se não tiver a equipa equilibrada para defender…” Carlos Carvalhal

O equilíbrio ofensivo é fundamental para se transitar com qualidade. Nesse sentido, acredito que muitas das equipas tenham alterado a estrutura tática para poderem atacar com um maior grau de segurança. Observemos o exemplo do Tottenham, uma equipa que consegue alterar a disposição tática com qualidade.

A formação de Mauricio Pochettino, pratica um futebol extremamente atrativo. Revelam capacidade para jogar pelos três corredores, dando primazia a um jogo curto e apoiado. A determinada altura da época, ao já existente 4-2-3-1, o treinador argentino adicionou o 3-4-2-1. Em organização ofensiva, existem mudanças significativas ao nível dos posicionamentos. Jogando com uma defesa a 4, a equipa consegue juntar mais um elemento em zonas ofensivas. Ao avançado, juntam-se os dois “médios alas” mais um “segundo avançado”. Esta mudança tem implicações na forma como a equipa ataca mas também na forma como se prepara para defender, mesmo no momento em que procura o golo. Com a linha defensiva de 4 elementos, o Tottenham garante uma sub-estrutura defensiva com os dois médios centro e os dois centrais que, mesmo em posse, garantem os equilíbrios da equipa. Quando a defesa é composta por 5 elementos, a tendência é para serem 5, os jogadores responsáveis por equilibrar a equipa, no momento da perda: os 2 médios centros mais os 3 defesas centrais. Isto significa que estes elementos não participam no processo ofensivo? Obviamente que não! No entanto, existe uma preocupação para ocupar determinados espaços, em função do posicionamento da bola, para que em caso de perda, os caminhos para a baliza estejam fortemente condicionados. Esta alteração tem, portanto, implicações na forma como a equipa encara o momento de transição defensiva. Não é só o número de jogadores que muda, é também a ocupação dos espaços que passa a ser feita de forma diferente.

“Se pudermos ganhar a bola no terço ofensivo é muito melhor, porque estamos mais perto da baliza contrária e faltam poucos metros para fazer o golo, que é para isso que nós estamos ali a jogar. Quanto mais nós defendermos atrás, mais temos que nos organizar para pudermos lá chegar com sucesso. Portanto, se conseguirmos recuperar a bola o mais cedo possível, melhor. Agora, às vezes, a equipa não está organizada e, por essa razão, tem que recuar um bocado, pois se eu vou tentar ganhar a bola com a equipa desorganizada posso estragar tudo.” Tiago, jogador do Atlético de Madrid.

À partida, as equipas que valorizam a posse e querem atacar durante o maior tempo possível, tentam encurtar ao máximo as situações em que são obrigadas a defender. Se a bola é perdida no meio campo adversário, é lá que vão querer recuperá-la. No entanto, sabemos que isto nem sempre acontece e nem todas as equipas conseguem transitar desta forma durante 90 minutos, por isso, é necessário saber reagir quando o adversário ultrapassa os primeiros opositores.

À partida, as equipas que valorizam a posse e querem atacar durante o maior tempo possível, tentam encurtar ao máximo as situações em que são obrigadas a defender. Se a bola é perdida no meio campo adversário, é lá que vão querer recuperá-la. No entanto, sabemos que isto nem sempre acontece e nem todas as equipas conseguem transitar desta forma durante 90 minutos, por isso, é necessário saber reagir quando o adversário ultrapassa os primeiros opositores.

Muitas equipas têm optado por garantir a presença de 3 elementos em zonas recuadas, no momento de organização ofensiva. As equipas que utilizam a defesa a 5, normalmente, não se preocupam tanto com os ajustes dos laterais e atacam com os dois bem subidos e abertos. Os três centrais, ainda que possam participar, têm sempre responsabilidades no equilíbrio ofensivo. No Tottenham, por exemplo, quando a equipa joga com uma linha defensiva de 4 jogadores, os laterais têm a preocupação de fechar, ligeiramente dentro, quando a bola está do lado contrário. Quando a linha é formada por 5, essa preocupação já não é tão evidente.

O aproveitamento da largura é muito importante para aumentar o espaço disponível para atacar. No entanto, nem todos os conjuntos decidem abrir o campo ao máximo, de forma contínua. O Nápoles, que não adota uma saída em construção a 3, utiliza os seus laterais “à vez”. Se um sobe, o outro vai fechando junto dos centrais. O facto da equipa de Sarri ter uma das posses mais fortes e verticais da Europa, ajuda a compreender a opção.

“Quanto mais ofensiva for uma equipa, melhor ela tem que saber defender, “principalmente na transição, no momento da perda.” José Mourinho

O Shakhtar de Paulo Fonseca continua a ser uma equipa que envolve muita gente no processo ofensivo. Na final da taça, este ano, foram simultâneamente titulares: Kovalenko, Bernard, Taison, Marlos e Facundo Ferreyra. A estes jogadores, ainda se aliavam os dois laterais, sempre importantes na manobra ofensiva. Mesmo com tanta gente dentro, é com frequência que vemos os dois laterais bem abertos em fases de criação.

Para as equipas que envolvem tanta gente no processo ofensivo, poder-se-ia pensar que, face ao elevado número de jogadores envolvidos, os criativos ficassem inibidos na hora de inventar e arriscar. E a verdade é que isso poderá acontecer, mas só se a equipa não estiver preparada para o momento de perda da bola!

“…o equilíbrio defensivo, quando se está a atacar, é estar dar confiança à equipa, é organizá-la de forma a poder reagir rapidamente à perda da posse de bola. Não é tirar-lhe criatividade, não é tirar-lhe nada…. bem pelo contrário!” Guilherme Oliveira

Para além dos números, é importante perceber o contexto competitivo, as competências individuais e coletivas que temos ao nosso dispor. Obviamente que as ideias influenciam, mas o que fará maior diferença será a qualidade do treino. Identifico-me com aqueles que atacam com mais e defendem com menos. Valorizo imenso quem consegue defender com poucos. Mas o sucesso passará pelo equilíbrio…e, esse, poderá ser alcançado de inúmeras formas.

Nota: Citações retiradas do livro: Defesa à Zona no Futebol, de Nuno Amieiro.

Fonte: Lateral Esquerdo