Vá estudar

Por André Kfouri

No país em que se pensa que todo técnico com passaporte diferente é igual, há outro rótulo ignorante em uso cada vez mais frequente: o “treinador estudioso”. Não se trata do profissional que pretende dirigir equipes sem ter jogado futebol (ou, em outros termos, sem ter “chupado laranja com ninguém”, estigma que certamente fere os sentimentos de alguém como Arrigo Sacchi, criador de um dos times mais espetaculares da história que não, não chupou laranja com ninguém), mas do técnico que não só faz questão de acompanhar a evolução do jogo, como também faz questão de falar sobre isso. O falar incomoda mais, pois alimenta a antipatia dos que não conseguem compreender.

Roger Machado é um desses técnicos cujas derrotas são festejadas por quem alcança a capacidade de associar o desejo de aprender a qualquer conotação negativa. E no Brasil, ainda por cima, onde boa parte dos dramas tem origem no fato da educação, sob o ponto de vista acadêmico, ser um privilégio. O técnico “que estuda” é um problema porque “fala difícil”, “acha que sabe mais do que os outros”, ou – e aí vem o que há de pior – “não dá valor ao aspecto humano do futebol”, esse conjunto de sacramentos defendido por fundamentalistas como se o jogo fosse uma religião. Essa imagem, falsa da primeira à última letra, é projetada sobre a carreira de técnicos como Roger por quem não tem a mínima familiaridade com o processo de montagem de equipes. É bizarro.

Daí a impressão, reforçada por análises corrompidas pela preguiça, de que um clube está fazendo um movimento arriscado ao contratar um técnico com esse perfil. E o ciclo que atribui os primeiros resultados frustrantes, estágio quase obrigatório em trabalhos que começam do nada, à idade ou às “carências” (de experiência, de malandragem, de títulos…) dele. A informação de que Roger pediu um “seguro de campeonato estadual” ao Palmeiras, uma garantia de que não será dispensado caso o clube não conquiste o Campeonato Paulista, é umas das faces dessa insanidade. Pois há quem ache, mesmo, que “futebol é bola na rede e o craque decide”, e que essa conversa sobre conceitos e ideias está “acabando com o jogo que amamos”.

Mas o cenário é mais grave. É triste que não se perceba que todo e qualquer trabalho no futebol brasileiro é uma aventura prestes a acabar mal, independentemente do nome, da data de nascimento, da história como jogador, do currículo como treinador… Esse culto ao aleatório é aceito como uma característica imutável, uma imposição do ambiente. E embora de vez em quando discursos aparentemente menos primitivos criem a ilusão de uma administração que respeite o jogo, as fogueiras de vaidades dos clubes se encarregam de reordenar as prioridades, colocando o resultado antes das fases que deveriam gerá-lo e banalizando a palavra “planejamento”. A loucura é tamanha que não há mais técnicos que não tenham rejeição, seja onde for.

A indústria da interrupção de equipes tornou cada vez mais difícil a escolha por um treinador, e há mais clubes do que técnicos dispostos a suportar essas condições. Alguém como Roger Machado não terá sucesso enquanto não puder, de fato, trabalhar. Um desejo quase tão básico quanto o de estudar.

LIBERTADORES

A mudança de postura do Grêmio no segundo tempo, pressionando em posições altas e impedindo o Lanús de avançar com jogadores próximos, levou a conclusões do tipo “os argentinos vieram para empatar”, como se todo jogo de Copa Libertadores entre clubes desses países seguisse o mesmo roteiro. Provavelmente porque não se notou, na primeira parte, o Lanús fazendo a bola circular com linha de três, dois meio-campistas centralizados e cinco jogadores adiantados, dois deles quase sobre as linhas laterais estendendo o campo ao máximo. Acontecerá de novo na partida de volta da decisão, que tem tudo para ser tecnicamente ótima, como em Porto Alegre.

Fonte: Lance!

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Contra cultura dos resultados e por Série A, Ituano lança projeto além do futebol

Objetivo é popularizar marca do time e ajudar psicologicamente jovens da base que não se tornarem jogadores profissionais; projeto tem duração de 10 anos.

Por Emilio Botta

“Ituano. Mais que futebol”. O projeto lançado pelo Ituano nesta quarta-feira, em São Paulo, reúne inúmeras ações dentro e fora de campo para ajudar o clube a fomentar a marca e atingir objetivos ousados, como integrar a Série A do Campeonato Brasileiro até 2028.

Em parceria com o Grupo Gaia, o Ituano pretende obter certificados, como estar entre as melhores empresas para se trabalhar e que se preocupam com o mundo. Para isso, o clube se apega em 10 valores para trabalhar com as categorias de base e o elenco profissional a capacitação de seres humanos. Para o gestor do Ituano, Juninho Paulista, a ideia é ser pioneiro na quebra do maior paradigma do futebol brasileiro: a vitória a qualquer custo.

– Futebol não é só resultado. Tentamos colocar uma nova metodologia no futebol, de não ter o resultado a qualquer custo. Queremos mudar essa cultura e vamos mudar isso. Esse é o caminho para a mudança e profissionalização do futebol brasileiro – explica Juninho.

Com contrato assinado com a empresa parceria até 2030, estão entre as metas ser referência mundial no esporte como meio de comunicação; combater a depressão entre os jogadores, ser um dos 15 clubes mais populares nas redes sociais no Brasil; ser o segundo time do coração dos brasileiros e integrar a Série A do Campeonato Brasileiro. Todas as metas com o prazo de 10 anos para serem realizadas.

São 10 valores os valores que o Ituano irá se apoiar em buscar do cumprimento das metas traçadas: pratique a gratidão; sorria e faça sorrir; vá além e surpreenda; viva com garra; comunique-se sincera e honestamente; crie valor, gere resultado; simplifique, faça mais com menos; fortaleça o grupo, unidos vamos mais longe; espalhe gentileza, engrandeça as relações; celebre.

Com relação ao “fair play”, que causa polêmica dentro de campo, o clube irá orientar os jogadores a terem a conduta correta, mesmo contrariando as possíveis marcações dos árbitros.

– Temos sempre que ir pelo caminho correto, não ser nenhum bobinho, mas ganhar corretamente. Os erros continuam acontecendo, mas estamos tentando combater para que ocorram o menos possível.

Dentro de campo, o Ituano já deu início a pré-temporada. A expectativa é que todo o elenco que irá disputar o Paulistão e a Copa do Brasil estejam treinando sob comando do técnico Vinícius Bergantin no início de dezembro.

Fonte: Globo Esporte

7 coisas que você deve deixar de lado se quiser alcançar o sucesso

Por Giovanna Sutto

A consultora financeira Elle Kaplan afirma que é possível deixar de lado alguns hábitos ruins que só atrapalham seu caminho até o sucesso.

Todo mundo almeja alcançar o sucesso financeiro. No entanto, há alguns hábitos que podem estar impedindo que você conquiste sua liberdade financeira.

Ela selecionou 7 coisas que você deve deixar de lado se quiser alcançar o sucesso, confira:

1. Dúvidas

Eu sempre soube que alcançaria o sucesso. Acho que nunca duvidei por um minuto disso“, afirmou Warren Buffett.

Você está inconscientemente sabotando seu progresso quando se entrega à negatividade. Seu caminho para o sucesso começa no momento em que você condiciona seu cérebro a acreditar que você vai chegar onde quer. Se você continuar a acreditar de outra forma, então você não deve esperar que o sucesso seja seguido.

Ao invés de ser seu pior inimigo, entregue-se de bom humor e cultive pensamentos positivos que vão inspirar você a continuar alcançando seus objetivos.

2. Decisões guiadas pela emoção

Nos anos de experiência com finanças, vi muitas pessoas jogarem fora décadas de planejamento financeiro por causa de sentimentos”, afirma Kaplan.

Quando pessoas bem-sucedidas se encontram em situações em que ficam extremamente irritadas, tristes ou frustradas, se deixam levar pelas emoções e perdem o controle sobre elas. O simples ato de aguardar um tempo para tomar uma decisão até não estar tão vulnerável às emoções pode ter um papel importante para alcançar o sucesso. É preciso equilíbrio para conseguir tomar decisões prudentes para seguir no caminho do sucesso.

3. Confiança apenas nos elogios de terceiros

A autoconfiança deve vir de você mesmo. O reforço externo de pessoas que te admiram pode ajudar, mas você precisa construir sua própria confiança“, disse Steve Jobs.

Ninguém pode defender você ou fazer acontecer tão bem como você mesmo. Acredite em seu próprio sucesso, e se a oportunidade certa não aparecer, crie a sua própria oportunidade. Elogios são sempre bem-vindos, mas se achar que não vai conseguir, nada adianta ter uma torcida por você.

4. Tentar agradar tudo e todos

O mundo é uma selva. Todo mundo quer chamar a atenção e ser notado, para estar à frente. Não seja ingênuo. Faça seu trabalho para si mesmo, sem tentar agradar as pessoas. Não espere que todos vão parabenizá-lo quando chegar onde quer”, afirma Kaplan.

Pare de fazer coisas para agradar outras pessoas, faça o que for preciso para cumprir seus objetivos e aja de acordo com a sua visão de mundo. Você não vai conseguir agradar a todos toda vez que decidir algo. Tenha consciência disso e faça o melhor que puder segundo seus princípios.

5. Companhias ruins

Cerque-se apenas de pessoas que vão ajudar você a chegar mais longe“, afirma Oprah Winfrey.

Você provavelmente já ouviu esse conselho quando era adolescente e a e specialista afirma que seus pais estavam certos. “A companhia que você mantém influencia o sucesso que você cria“, diz. O desafio é que nem sempre podemos escolher as pessoas com as quais interagimos diariamente. Mas ter a capacidade de reconhecer as pessoas que não trazem benefícios – e ignorar sua energia ruim – é fundamental para estabelecer uma mentalidade positiva.

6. Desistir quando errar

É impossível viver sem errar em algum momento”, diz JK Rowling, que se tornou um bilionária depois que deixou de lado as centenas de críticas negativas de editores antes de lançar Harry Potter.

As pessoas bem-sucedidas não aceitam ‘não’ como resposta. Em vez disso, encontram novas maneiras de transformar as falhas e rejeições em degraus para alcançar o que desejam.

Tenha em mente que o fracasso é um terreno fértil para o sucesso e não desista. Seja persistente e resiliente o suficiente para se recuperar e tentar novamente”, afirma Kaplan.

7. Despesas inúteis

Um estudo realizado pela empresa Martini Media, entre consumidores que ganham mais de US$ 100 mil por ano (cerca de R$ 325 mil) revela que, surpreendentemente, a maioria deles não possui carros de luxo e fazem compras em lojas convencionais como o Walmart ou lojas de departamento.

O motivo é que eles reconhecem o valor que o investimento a longo prazo pode ter sobre despesas inúteis. A única coisa que praticamente todos os milionários e bilionários tem em comum é o investimento de seu dinheiro.

Se você está tentando deixar de lado gastos excessivos, considere colocar 20% do seu salário em investimentos, 30% na conta para despesas do dia a dia e a outra metade use em despesas fixas como aluguel, contas de luz e alimentação”, aconselha Kaplan.

Quando você deixa de gastar com coisas desnecessárias, você aumenta exponencialmente sua probabilidade de sucesso financeiro porque você pode direcionar seu dinheiro para um caminho onde ele renda mais e mais.

Fonte: InfoMoney

Juanlu Martínez: ”El cerebro es lo más importante”

Por Alberto Martínez

Hace ya cinco años que Juanlu Martínez dejó el Espanyol, tras nueve cursos como director de Formación del fútbol base y tres en el primer equipo. Ahora, triunfa en el Dinamo de Moscú con una metodología revolucionaria que ha bautizado Smartfootball y que se basa en el cerebro.

Lo importante en el fútbol es aquello que no se ve

¿Qué es Smartfootball?

— Es un sistema educativo basado en el cerebro y diseñado para formar jugadores de fútbol inteligentes y creativos.

¿Y por qué el cerebro?

— Porque es el órgano más importante del futbolista. Todo lo que hace un jugador de fútbol durante un partido pasa previamente por su cerebro. Se encarga de la percepción, el análisis, la toma de decisiones… Y pese a su importancia, se le aparta y se le olvida. En el fútbol, lo realmente importante, lo extraordinario, es aquello que no se ve, lo que sucede en el cerebro del jugador de fútbol mientras toma decisiones.

¿Qué deberían saber los técnicos sobre el cerebro?

— Sobre todo, que es maleable y que puede cambiar, aprender y desaprender a lo largo de toda la vida.

¿Por lo tanto se puede entrenar?

— Por supuesto. El principal objetivo de los técnicos y Academias de fútbol debería centrarse en la configuración de los cerebros de sus jugadores, para adaptarlos a las necesidades del fútbol. Después de cada entrenamiento, partido, decisión, acierto, error, reflexión… El cerebro se modifica, se reorganiza y reconfigura, y todo ello en función de la experiencia vivida. El resultado final dependerá de sus genes, de los estímulos recibidos y de la metodología utilizada.

Esta metodología supone una ruptura de lo establecido, ¿no?

— En la actualidad todo en el fútbol está mediatizado por lo físico. El músculo sustituye al cerebro y se están formando jugadores incapaces de utilizar todo su potencial cerebral. El resultado es preocupante, carrocerías de Fórmula 1 y cerebros de motocicleta. En Smartfootball hemos reimaginado y repensado el fútbol desde otro punto de vista.

Es lo que los técnicos llaman metodología integrada: trabajar todo con balón, ¿no?

— Sí, pero debemos tener cuidado con esta afirmación, ya que la presencia del balón no asegura toma de decisiones. Existen muchos ejercicios con balón donde el cerebro está de vacaciones.

¿Sergio García podría ser un ejemplo de lo que habla?

— Sergio es un jugador excepcional que tiene almacenados muchos de sus aprendizajes en un plano inconsciente del cerebro, lo que le permite incrementar la calidad y la velocidad de sus acciones.

Si siempre hay toma de decisiones, ¿cómo se trabaja la preparación física?

— La diferencia entre un buen y un mal jugador de fútbol está en su cerebro, no en sus cualidades físicas. No existe la preparación física. Se prepara al jugador para que mejore la calidad de sus respuestas durante el juego. Se han eliminado todos los trabajos que buscan únicamente una mejora física. Por ejemplo, se han eliminado los calentamientos analíticos en los inicios de las sesiones, no se hacen carreras continuas, ni trabajos de resistencia, velocidad, fuerza… También se han eliminado las temidas pretemporadas. La condición física se optimiza siempre mediante el juego.

¿Cómo se puede incrementar la inteligencia de un futbolista?

— Si queremos formar jugadores inteligentes, el primer paso debe ser hacerles pensar y estimularles cognitivamente. Entre otras cosas, en los entrenamientos, los técnicos no deben dar las soluciones a sus jugadores. Deben llevarlos hacia la solución y reflexionar con ellos utilizando preguntas. Es mejor entrenador aquel que sabe hacer buenas preguntas que el que tiene buenas respuestas.

Coincidió con De la Peña en el Espanyol. ¿Sería él un jugador propio de esta nueva metodología?

— Sería un buen ejemplo. De la Peña tiene y sigue teniendo un cerebro perfectamente configurado y adaptado a las necesidades del fútbol. Lo que le permitía interpretar la realidad de manera distintas y encontrar soluciones creativas.

¿Esta metodología cuenta con un respaldo científico?

— Sí. En el año 2004 presenté en Zaragoza mi tesis doctoral donde se demostraba que todas las variables físicas se pueden mejorar igualmente mediante el juego, siempre que estas situaciones jugadas estén debidamente cuantificas y distribuidas. Esta investigación duró ocho años y participaron todos los equipos del fútbol base del Espanyol.

¿Y ahora en el Dinamo que trabajo realiza?

— En la actualidad estoy trabajando con los mejores neurocientíficos de Moscú. Estamos investigando con los jugadores de la Academia del FC Dinamo de Moscú, y estamos analizando el comportamiento y la actividad cerebral en la toma de decisiones ante estímulos específicos del juego. Una investigación muy costosa a nivel económico y de trabajo pero realmente interesante en cuanto a los resultados que estamos obteniendo.

¿Qué le ha sorprendido del cerebro?

— Todo. Pero me fascina el papel que desempeña la mielina en los procesos de aprendizaje. La mielina es una proteína lipídica que aumenta la velocidad y la precisión de los procesos cognitivos y motores. El estudio de la mielina es clave si queremos mejorar los procesos de aprendizaje de cualquier habilidad. La buena noticia es que los técnicos de fútbol podemos estimular la secreción de mielina en el cerebro de nuestros jugadores durante los entrenamientos.

¿Hacia dónde evoluciona el fútbol?

— El fútbol evolucionará en la dirección de todo aquello a lo que se le de importancia. Si se da importancia a lo físico, los jugadores serán físicos y se obtendrá un fútbol muy físico. Si se da importancia al cerebro, los jugadores serán inteligentes y creativos y se obtendrá un fútbol vistoso, imaginativo.

Fonte: AS

Na função de coach, René Simões é o guru do campeão Fábio Carille

Agora como coach, ex-treinador usa experiência de 40 anos para ajudar o campeão brasileiro de 2017.

Por Raphael Ramos

Logo depois que assumiu o comando do Corinthians, em dezembro do ano passado, o técnico Fábio Carille buscou em René Simões apoio para encarar o maior desafio da sua carreira. René, técnico com mais de 40 anos de experiência à beira dos gramados, havia trocado de função e passou a atuar como coach, profissional dedicado a ajudar os seus clientes a desenvolver e elevar performance.

A parceria deu certo e, não à toa, Carille fez questão de destacar a importância de René na campanha do título brasileiro, conquistado pelo Corinthians na última quarta-feira. “Ele tem me ajudado muito e eu gosto de falar isso sempre. Ele saiu do campo, não me fala nada de tática, de quem tem de jogar ou não, mas sim de como conduzir o dia a dia no clube”, diz Carille.

Além do treinador do Corinthians, o agora coach René Simões tem outros cinco alunos na sua lista de clientes, entre eles Zé Ricardo, do Vasco, mas que já foi do Flamengo. “Otrabalho é feito para que a pessoa suba mais rápido, com menor índice de erro. O objetivo é desenvolvê-los, com metodologia para que a pessoa tenha o dobro da performance com a metade do esforço. Faço a análise comportamental para identificar as forças da pessoa e, a partir disso, desenvolvemos o trabalho”, conta Simões.

Ao comentar sobre a dedicação de Carille, René classifica o técnico do Corinthians com um “operário da bola”. Não são raras as vezes em que ele trabalha mais de 12 horas por dia. Chega ao CT do Parque Ecológico às 8h da manhã e vai embora somente depois das 9h da noite.

Além do treino em campo com os jogadores, Carille gosta de analisar rivais, ver vídeos e acompanhar detalhes da logística do time. “Ele trabalhou com Tite, Mano Menezes e Oswaldo de Oliveira e pegou muita coisa desses técnicos. Sua prova de fogo foi neste Campeonato Brasileiro e ele passou com méritos”, elogia René Simões.

Carille está no Corinthians desde 2009 e soma dez títulos no período: oito como auxiliar técnico e dois como treinador (Paulista e Brasileiro). No ano passado, assumiu o time interinamente e, em oito partidas, conseguiu quatro vitórias, um empate e três derrotas. Foi efetivado apenas no fim da temporada, após a saída de Osvaldo de Oliveira, e logo no primeiro ano conseguiu resultados surpreendentes para um novato.

O treinador corintiano não destaca apenas o seu trabalho de campo nesta temporada. A receita do sucesso, segundo ele próprio, passa também pela gestão de pessoas. E é neste ponto que ele encontra respaldo no trabalho desenvolvido com René.

Eu não me meto na parte tática, de jogador ou de adversário. Não cuido do Corinthians, cuido do treinador do Corinthians. Se aparecer um problema no elenco, a gente conversa para ver como ele tem de lidar com a questão. Pela experiência de 45 anos como técnico, eu já vivi muita coisa e tento passar isso para ele”, afirma René.

Por praticidade, as “consultas” entre Carille e René Simões são feitas, na maioria das vezes, por telefone ou WhatsApp. Mas eles também costumam jantar juntos – “em lugares discretos, longe do público”, como gosta de frisar o professor René – e já se encontraram também no CT do Parque Ecológico.

Fonte: Estadão

II Congresso Brasileiro de Direito Desportivo

As inscrições para o II Congresso Brasileiro de Direito Desportivo serão gratuitas para todos os participantes.

Mais um motivo para você não perder a oportunidade de discutir temas importantes do esporte e do direito desportivo.

O Congresso ocorrerá nos dias 4 e 5 de dezembro, em São Paulo (SP).

Faça sua inscrição e participe: http://www.sbdd.esp.br/congresso.php

Charla con Kevin Vidaña sobre la gestión de los suplentes

Uno de los temas que en más problemas mete a un entrenador es la gestión de los suplentes.

Por ello, en InstitutoFutbol.com no hemos querido obviarlo y charlamos con un entrenador con discurso propio. Hoy la entrevista es con Kevin Vidaña.

Una media de 22 jugadores por plantilla y solo pueden jugar 11…

¿En qué se fija un entrenador a la hora de alinear?

Para mi ser entrenador está muy relacionado con su término en italiano ‘alineatore’, alineador. La diferencia entre entrenadores la marca la sensibilidad que tenga para alinear a uno u otro en un momento u otro.

Creo que no podemos conocer un ideal numérico sin conocer el contexto. Pero de manera general yo apostaría por plantillas cortas de 19-20 futbolistas con posibilidad de subir jugadores del filial.

Le preguntaban a Johan Cruyff el año del triplete de Pep Guardiola en el Barcelona sobre el tema y decía que una plantilla corta es mejor, una plantilla tensionada al máximo donde todos se sientan responsables del equipo, sino fuese así aparecerían conflictos, recelos y división.

En lo primero que me fijo yo como entrenador a la hora de alinear es poner a los buenos, “los buenos al campo” que decía Pep Guardiola. A los que yo considero que me van a hacer divertir, que coinciden con los que me van a hacer ganar los partidos, o al menos van a aumentar las probabilidades de ganar. Me gustan los jugadores que viven de la regla 2: el balón. Y hacen patente la regla 3: el número de jugadores, es decir, que sepan jugar.

No soy un entrenador que se ciñe exclusivamente en los rendimientos que han dado en los entrenamientos para jugar el partido porque no creo en que se juegue como se entrena. Se juega como se juega, se juega como se es.

¿Cuándo es el momento ideal para dar la lista de convocados para un partido?

Suelo dar la convocatoria un día antes, nunca dos o tres porque en ese plazo se te puede caer alguien. Intento apurar al máximo, siempre que no comprometa el bienestar del jugador, que a mí me parece la verdadera clave del rendimiento.

Recuerdo un jugador del Levante que fue desconvocado el mismo día del partido y que le dijo a los del programa de ‘El Día Después’: “Esto es romper familias”. No es tan exagerado, pero no veo necesidad para generar ese malestar. Para mí el apoyo y el compromiso se pueden mostrar de muchas maneras y nunca porque se fuerce a ello.

¿Qué comunicación hay que tener con los jugadores que se han quedado fuera de la lista?

No se puede hablar de recetas sin nombre y apellidos, cada ser humano es distinto y necesitan cosas distintas. Algunos necesitan que se les hable, a otros les sirve con un gesto, a otros es mejor no decirles nada… La comunicación no es solamente verbal. El primer gran consejo futbolístico que me dieron me lo dio el presidente de la Chana, Prudencio Ruiz, que me dijo: “Cuanto menos hables, menos problemas”.

Muchas veces los problemas aparecen porque los hablamos y otras veces se mantienen porque no lo hicimos. El ser humano es conflicto.

Yo intento rodearme de jugadores a los que admiro naturalmente para que mi comunicación no engañe.

¿Cómo gestionas a ese jugador que ha entrado en las últimas convocatorias pero que no ha jugado ningún minuto?

Creo que depende de él más que de mi, qué interés tiene por seguir, porque yo le puedo decir que mire por el bien del equipo, que entrene mejor o que ya se lo hará que la interpretación de mis palabras será suya. Aquí interviene la cultura del jugador.

El entrenador no es un domador de bestias, ni puede controlar lo incontrolable, ni medir lo que no se puede medir. Nadie sabe lo que una acción puede traer por lo que no me creo a esos entrenadores que fardan de experiencia en gestiones ya que cada gestión que se presenta es distinta.

No puedes controlar tus propios latidos, dime qué puedes controlar. Solo se puede controlar lo que está muerto.

Para mí aquí está el problema de los entrenadores y por lo que hacemos del fútbol algo cada vez peor, y es que le damos demasiada importancia a la lógica, el intelecto, el conocimiento y ¿dónde está lo demás?

La mente clasifica y divide con el lenguaje para controlar lo que es indivisible. El conflicto comienza cuando creemos que sabemos algo.

Chiellini diz que ‘Guardiolismo’ estragou defensores italianos

Segundo o zagueiro da Juventus, futebol italiano errou ao tentar imitar estilo de jogo dos times de Guardiola. “Não faz parte de nosso DNA


O futebol italiano sempre se notabilizou pela força de seus defensores, como Maldini, Scirea, Baresi, Cannavarro e Facchetti, e assim ganhou quatro Copas do Mundo. Mesmo vivendo mau momento (nos clubes e na seleção), o país segue tendo zagueiros renomados, como Giorgio Chiellini. O jogador da Juventus, no entanto, considera que os pais do catenaccio (como ficou conhecida a ‘retranca’ italiana) vivem uma “crise de identidade”. E elegeu um culpado: Pep Guardiola.

Em entrevista ao jornal italiano Tutto Sport, durante preparação para o jogo decisivo da seleção italiana diante da Suécia, pela repescagem da Copa de 2018, Chiellini disse que o futebol italiano não pode querer imitar o “tiki-taka” (jogo baseado na troca de passes) que consagrou os times treinador por Guardiola. E que os zagueiros perderam sua essência: a de defender bem no 1 contra 1.

O ‘Guardiolismo’ estragou um pouco os defensores italianos. Hoje em dia todos se organizam, se posicionam, mas não sabem marcar. Quando era jovem, treinava para “sentir o homem”, marcar na área. Hoje nos cruzamentos os zagueiros deixam todos livres, é um pecado porque se perde a essência de nossa escola”, disse o jogador de 33 anos. “Não podemos nunca jogar o “tiki-taka“, não faz parte de nosso DNA.

Fonte: Veja Abril

Goleiro, modelo de jogo e o passe

Os de trás são os primeiros atacantes e de frente são os primeiros defensores

Rodrigo Vicenzi Casarin

Em conversa com meu amigo Vinícius Ziegler Bandeira, treinador de goleiros da categoria Sub-15 da Chapecoense, pegamos algumas ideias do artigo anterior para falar um pouco sobre o uso dos pés do goleiro. No artigo passado discorri sobre o “movimentar por movimentar”, que automaticamente ocasiona um “correr por correr”, e até mesmo um “treinar por treinar” (ações feitas somente por fazer, sem um objetivo ou motivo concreto). Essa tendência tem influenciando muito no ato de “passar por passar”, e nesse caso interfere também na intervenção dos goleiros com os pés.

Mas qual o objetivo de colocar o goleiro a usar os pés? É fazer dele um décimo primeiro jogador de linha? É para iniciar a construção das jogadas ofensivas? É desmistificar que o goleiro é apenas o último defensor e que pode ser o primeiro atacante? Serve como um apoio para manter a posse de bola para equipe? Para retirar da pressão? Ou apenas transporta a ideia do treinador sair por aí dizendo que o goleiro está trabalhando de uma forma “moderna”?

Para inserir o goleiro no jogar pretendido, alguns aspectos devem ser respeitados. O primeiro requisito básico é entender a fluidez do jogo em seus momentos, ou seja, o goleiro deve participar de todos os momentos do jogo (organização ofensiva, organização defensiva, transição ofensiva, transição defensiva e bolas paradas). Isso já escancara uma situação bem comum, como, por exemplo, quando a equipe está no seu campo de ataque, alta, submetendo o adversário, e o goleiro situado na marca do pênalti longe da última linha, na grande maioria das vezes ele fica sem capacidade de intervenção ativa próxima da linha, tanto para ser utilizado como um apoio desequilibrante e equilibrante, assim restringindo a possibilidade de realizar coberturas ofensivas como apoio e defensivas como defensor dos espaços atrás da última linha.
O segundo é a identificação do pouco uso do goleiro através de passes com objetivos específicos, que geram ganho de tempo-espaço ou disponibilizam tempo-espaço para futuros receptores através de sua temporização ou aceleração. Nessa questão, enxergam-se muitas equipes com o domínio da posse, sem sofrer pressão e com oportunidade de achar passes para romper as linhas adversárias, voltando a bola até o goleiro sem critério algum.

Entendendo isso, o goleiro pode ser usado para manter a posse de bola especialmente em um momento de pressão coletiva ou individual de algum jogador das primeiras linhas de construção também em zonas mais altas, com passes em qualquer direção e distância (saindo um pouco daquela premissa mecanizada, na qual o goleiro só pode efetuar passes curtos ou passes curtos laterais). Além de ser um possível receptor para retiradas da pressão após a recuperação.
Terceiro, entendendo isso acima, o goleiro é usado para criar uma situação de superioridade ofensiva e defensiva com a intenção tática de sua equipe e do adversário. Ele participa das interações coletivas, lendo trajetórias, probabilidades e bolas de perigo por falta de interação ou interpretações erradas dos outros jogadores e pressões bem-sucedidas do adversário. Por vezes, por pragmatismo, poucos usam essa ideia do goleiro como décimo primeiro homem de linha, deixando a equipe mais desequilibrada que equilibrada, por incrível que pareça.

Claro, nada substitui o caráter defensivo do goleiro de defender a baliza, mas é interessante evoluir o posto do goleiro como um “décimo primeiro jogador com possibilidade de usar o pé eficazmente”. Não é a toa que Guardiola se candidata mais uma vez ao título das principais competições que sua equipe jogará. Ederson, hoje seu titular, não baixa de 85% no aproveitamento de passes (em alguns jogos chega a 100%), enquanto Joe Hart, preterido pelo treinador, chega a uma média de apenas 45% de aproveitamento no West Ham. Porém, Ederson mantém esse aproveitamento em um modelo de jogo claro e definido, treinado e estimulado para isso, com passes variando trajetória e direção, objetivos e com um propósito muito claro: chegar à meta adversária através da localização escalonada dos outros jogadores e a identificação de receptores com melhor condição de seguir a progressão do ataque.

Por aqui, tem inquietado muito o não uso dos goleiros, principalmente na elite do futebol nacional, mas também inquieta o uso deles sem necessidade particular. “Usar por usar”. Ele só será bem-sucedido com os pés quando for plantado realmente nas dinâmicas de treinos diárias e no jogo. E, essa participação nos treinos deve ser feita de forma clara e não apenas com rondos que supostamente melhoram os pés. Então, qual o objetivo de passar a bola para goleiro?

Fica o questionamento: os pés dos goleiros são utilizados de uma forma efetiva no contexto coletivo ou estão servindo apenas para os modismos de plantão?

Fonte: Universidade do Futebol