Concentração – O Grande Inimigo do Jovem Atleta

Numa altura em que está na moda falar de outros factores que não exclusivamente o Futebol puro e duro, decidi falar sobre uma das grandes batalhas actuais que o Treinador enfrenta dentro do seu grupo de atletas.

Será muito fácil o Leitor entender que um dos grandes problemas que se identificam, não só no seio de uma equipa, mas na sociedade em geral, é a introdução massiva das tecnologias na vida de cada pessoa. É hoje impossível não lidar de forma diferente perante essa realidade. Veja-se as palavras de José Mourinho: “Há dez anos, nenhum jogador tinha o telemóvel no balneário. Agora não é assim. Mas temos de alinhar com isso, pois se resistirmos vamos provocar conflitos e ficar na idade da pedra. Admito que ter um filho e uma filha nesta faixa etária me tem ajudado a compreender a forma como eles funcionam e como o mundo é actualmente.” E prossegue dizendo: “Tive de me adaptar a um novo mundo, ao que os jovens jogadores são agora. Tive de compreender a diferença entre trabalhar com um rapaz, como Frank Lampard que, aos 23 anos, já era um homem – preocupado com futebol, trabalho e em ser profissional – e os rapazes de agora que, aos 23 anos, são crianças. Hoje chamo-lhes ‘rapazes’ e não ‘homens’ porque penso que são pirralhos e que tudo o que os rodeia não os ajuda na vida deles nem ao trabalho que tenho de fazer”.

Tudo mudou nos dias de hoje. Neste momento muitas situações podem fazer o jovem atleta perder o foco e a sua concentração facilmente. A realidade está nas citações transcritas de José Mourinho, onde constatamos o relato de que até no mundo profissional existem diversas distrações e que dão a imagem de uma chocante imaturidade por parte dos atletas. Aqueles que deveriam ser hoje um exemplo para os jovens aspirantes à profissão fazem passar a imagem de uma extrema importância das tecnologias (por exemplo) nas suas vidas.

Não sendo uma verdade absoluta, o atleta hoje em dia já não deseja ser jogador profissional com a mesma intensidade de outros tempos. O foco deixou de estar em valores de grupo e o espírito de sacrifício perdeu-se. São poucos os grupos em que o treinador encontrará com esses valores enraizados…

Não tenho dúvidas que todas estas distrações levam a um menor rendimento num jovem que não está preparado para lidar com tanta situação ao mesmo tempo. Digo isto pois, o espaço que estava reservado para o aumento dos índices de concentração é hoje invadido por inúmeras questões como aquele jogo que os miúdos jogam em rede em que tentam fazer melhor pontuação que os outros, ou até mesmo a foto daquela rapariga/rapaz numa qualquer rede social e que não lhes sai da cabeça.

Hoje em dia e, também muito por culpa do excesso de zelo que é colocado na pressão que o miúdo tem na escola, os jovens chegam ao horário de treino completamente eléctricos e prontos a colocar a conversa em dia, dispersando facilmente a sua atenção sobre aquilo que deveria ser o seu principal foco. É fácil para o Treinador ver falhas que não correspondem ao valor do Atleta mas, que estão estritamente ligadas às suas falhas de concentração. O passe que não sai, o remate que teima em não entrar ou até mesmo o posicionamento incorrecto, tudo isto e muito mais ligado à quebra na concentração do Atleta.

Deixo por isso alguns pontos que servem de reflexão para todos os jovens Atletas:

1. O jovem atleta deveria manter a mesma rotina que utiliza para a Escola, ou seja, a hora de dormir antes de um jogo de futebol não deve fugir à rotina implementada anteriormente;

2. Antes de se deitar para dormir rever na sua cabeça aquilo que deverá fazer no dia seguinte e encher-se de pensamentos positivos sobre aquilo que irá acontecer;

3. No caminho para o campo deve o jovem aumentar os índices de concentração, motivando-se e esperando dar o máximo pela equipa. O telemóvel deveria servir para uma foto rápida ou para música, como forma de descompressão…;

4. Durante o jogo falhas acontecem a todos, até aos profissionais, como tal, o importante é manter-se focado e dar uma resposta de seguida;

5. Na hora do Treino, no momento em que se pisa o relvado, a conversa extra-futebol fica lá fora e espera até ao fim do treino;

6. No Treino e, sendo este o ponto fundamental para o resto, manter a concentração ao máximo para reter o máximo de informação provenientes do Treinador e tentar melhorar tanto quanto o possível.

O Grande Inimigo do Jovem Atleta é como um parasita que se desenvolve através das fraquezas de cada um. É uma questão de princípios e valores que não podem ser esquecidos de passar aos jovens e que certamente ajudará também na maturação enquanto pessoa, ajudando a um melhor rendimento do Jovem e melhorando as suas actuações.

Ser Treinador não é fácil mas, é uma oportunidade única de mudar a vida de alguém…

Fonte: Futebol Apoiado por Ricardo Carvalho

A APRENDIZAGEM DO COLETIVO NO PROCESSO DE FORMAÇÃO DESPORTIVA

Introdução

No futebol, como em qualquer outro desporto de equipa, o coletivo – o todo – deve fazer jus à premissa de «ser mais do que a mera soma das partes». Treinadores que marcaram a história do futebol mundial, como Arrigo Sacchi ou Alex Ferguson, há muito que alertaram para a necessidade de não haver ninguém (jogador ou outro agente desportivo) acima da equipa ou mesmo do próprio clube. Neste particular, sir Alex Ferguson deixou bem claro na sua autobiografia que «no momento em que o treinador perder a sua autoridade, deixa de ter um clube. Os jogadores passam a dirigi-lo e estás metido em sarilhos» (2014: 76). Contudo, não é sobre autoridade ou estruturas hierárquicas que versa este artigo. É, antes, sobre compromisso, respeito e, acima de tudo, sobre sentido coletivo. No futebol, o comum é ensinar o passe com a parte interna do pé, a receção orientada, a desmarcação semicircular, a «tabelinha», a contenção, a mobilidade, a concentração e o espaço e, muitas vezes, esquece-se o fundamental: o coletivo. Porque antes de aprender a técnica, a tática e a estratégia do jogo, a criança/jovem deve aprender a conviver socialmente e a agir em função de objetivos comuns. No fundo, este texto alude ao básico da nossa sociedade na forma de uma questão muito simples: como ensinar/aprender a sermos «coletivos» através do processo de formação desportiva?

O antes: dimensão individual

As primeiras etapas de aprendizagem do ser humano são, por necessidade de crescimento e maturação do próprio organismo, de cariz individual. A relação com o corpo, com o envolvimento e com os objetos – no caso, a bola – é uma necessidade da criança para tornar o movimento mais proficiente e económico. De movimentos reflexos, passando por movimentos rudimentares, aos movimentos intencionais e eficientes vão alguns anos de existência. Não se espere de crianças de 6 anos atos altruístas em prol de um bem comum. O significado de «coletivo» assume a forma de meras reticências no consciente do pequeno aprendiz; o jogo de futebol é do tipo «sou eu e a bola». Se o professor/treinador não permitir e estimular o ato individual ou individualismo nestas idades, vai permiti-lo quando? Na idade adulta?

O durante: desenvolvimento do sentido coletivo

A partir dos 7/8 anos de idade, idade na qual o sistema nervoso central adquire uma morfologia similar à idade adulta, começa a haver margem para ensinar e desenvolver o ato coletivo. No entanto, de acordo com Andersen (2003), uma das transições funcionais mais relevantes do cérebro ocorre na adolescência, com o desenvolvimento do raciocínio abstrato, do afeto e respetiva regulação. Por isso, entre os 7 e os 18 anos de idade, é fundamental dotar o jovem desportista de competências sociais e da noção de coletivo/grupo.

Paralelamente ao processo ensino/aprendizagem do jogo e ao treino multilateral (capacidades condicionais e coordenativas), o professor/treinador, os delegados e os dirigentes devem priorizar a aquisição de referências coletivas. A equipa e o clube não podem ser elementos estranhos no processo de formação desportiva. A figura 1 exibe a pirâmide de comprometimento coletivo, na qual as entidades coletivas são colocadas, progressivamente, num patamar mais elevado em relação ao indivíduo, mais próximo da base.

Figura 1. A pirâmide de comprometimento coletivo (sentido coletivo crescente).

Ainda que o processo deva ser individualizado, equacionando as valências e as necessidades de cada criança/jovem, os objetivos definidos individualmente devem estar subordinados a objetivos coletivos estabelecidos no topo da pirâmide. Se importa desenvolver a ação de passe curto nos escalões de formação de base, é porque o clube pretende que todas as suas equipas pratiquem um futebol apoiado, privilegiando o ataque posicional. Em seguida, deixamos algumas sugestões para fomentar o espírito de grupo na criança/jovem, considerado a equipa e o clube como referências coletivas a respeitar.

EQUIPA:

• Participar na construção do regulamento interno da equipa;

• Adotar um grito/lema de equipa que destaque o coletivo em vez do habitual «ganhar, ganhar, ganhar»;

• Distribuir, rotativamente, tarefas a grupos de crianças/jovens para a gestão e organização do material (p. ex., cones, bolas, coletes, varas, balizas, etc.) para a sessão de treino ou jogo;

• Promover e premiar a responsabilidade, o respeito e a cooperação no decurso do processo de treino (sistema de pontuação, eleição do jogador do mês, etc.);

• Incluir as crianças/jovens na definição de objetivos e estratégias coletivas (p. ex., métodos para executar os pontapés de canto);

• Organizar eventos extra modalidade (paintball, karting, jogos de pista, parques aquáticos, parques temáticos, cinema, etc.) que estimulem o espírito de equipa;

• Enfatizar a importância de cada um para o sucesso coletivo (p. ex., gravar um jogo e mostrar à equipa filmes de uma jogada ofensiva ou de uma entreajuda defensiva bem conseguidas, etc.).

CLUBE:

• Dar a conhecer a história, o palmarés e a filosofia do clube;

• Levar as crianças/jovens a jogos dos seniores ou jogos de outros escalões de formação;

• Proporcionar a ida de jogadores seniores (os modelos) a treinos das camadas jovens do clube (p. ex., duas vezes por época);

• Organizar eventos sociais (festas de abertura/encerramento da época, cerimónias, distinções, etc.) que envolvam a participação e o convívio de todas as equipas e staff do clube;

• Estimular o convívio entre jogadores dos diversos escalões etários através de torneios informais (3-versus-3, 5v5, etc.) com equipas mistas sem, contudo, visar a obtenção de resultados desportivos.

No seio da equipa, a partilha de vivências e conhecimentos tem o condão de tornar as crianças/jovens mais cúmplices, potenciando sinergias comportamentais para o cumprimento de um determinado objetivo comum. Por outro lado, a um nível mais macro (clube), as crianças/jovens veem os jogadores mais velhos como modelos a seguir. O convívio com esses modelos permite que comportamentos e atitudes mais maturos e sociais sejam imitados e colocados em prática em contexto de treino e competição. Não é só a aprendizagem do jogo que sai reforçada, mas, essencialmente, as dinâmicas sociais que se aperfeiçoam mais aceleradamente desde tenra idade. Como é sabido, o exemplo deve partir de cima: «faz o que eu faço!». Infelizmente, a barreira entre os seniores e as camadas jovens ainda é difícil de transpor na maioria dos clubes portugueses.

O depois: dimensão coletiva

Segundo os investigadores Duarte, Araújo, Correia e Davids (2012), as equipas desportivas podem ser conceptualizadas como «superorganismos», agindo funcionalmente através da coordenação interpessoal entre os seus elementos. A partilha de canais de informação e o aperfeiçoamento de interações grupais são fundamentais para que padrões comportamentais integrados emerjam num contexto competitivo em que a adversidade é uma constante. A dinâmica social do coletivo está dependente da partilha de vivências, de cariz geral e/ou específico da modalidade, para que o bem comum possa ser alcançado. O futebol, como qualquer outro desporto coletivo, pode constituir um meio valiosíssimo para o desenvolvimento de competências sociais de crianças e jovens adolescentes. Deste modo, a boa formação desportiva não se deve cingir à aprendizagem de competências específicas do jogo.

Ainda que todos nós gostemos de ver uma equipa coesa, solidária e cooperante a jogar, a percentagem de jovens praticantes que atinge o estatuto de profissional é irrisória. Por isso, os treinadores, os delegados e os dirigentes devem, em primeira instância, focar-se na promoção do sentido coletivo. Conforme foi previamente referido, breves eventos ou ações que enalteçam um ou vários referenciais coletivos (equipa ou clube), podem ter um impacto significativo na perceção e aquisição de comportamentos e atitudes sociais que, a longo prazo, farão da criança/jovem um jogador mais competente e um cidadão mais responsável, respeitador e integrado. É a típica situação win-win (duplo ganho): reforça-se a dinâmica coletiva na modalidade praticada e, no cômputo geral, estimula-se a construção de um carácter mais interventivo e positivo do ponto de vista social. Na nossa sociedade, poucos são os que vivem do futebol, mas todos podem augurar um futuro melhor caso se tornem cidadãos capazes de fazer de um mero grupo de indivíduos um autêntico «superorganismo».

Referências

Andersen, S. L. (2003). Trajectories of brain development: Point of vulnerability or window of opportunity? Neuroscience and Biobehavioral Reviews, 27, 3-18.

Duarte, R., Araújo, D., Correia, V., & Davids, K. (2012). Sports teams as superorganisms: Implications of sociobiological models of behaviour for research and practice in team sports performance analysis. Sports Medicine, 42(8), 633-642.

Ferguson, A. (2014). Alex Ferguson – A minha autobiografia. Alfragide: Casa das Letras.

Fonte: Futebol de Formação por Carlos Almeida

A PRESSÃO DO GUARDA REDES

A posição de Guarda Redes, na generalidade das modalidades, mas essencialmente no Futebol, é provavelmente a posição à qual se exige a perfeição. Não por ser uma posição reconhecida ou valorizada mas porque a sua importância em jogo é extrema, é essencial para a concretização ou não, daquele que é o momento mais esperado do jogo, o “GOLO”! Ao Guarda Redes pede-se que seja o herói de uns e o vilão de outros.

No entanto a pressão do Guarda Redes vai muito mais além daquele que é o seu papel por natureza.

Ao Guarda Redes pede-se frieza, mas acima de tudo segurança,  pede-se também coragem e bravura, muitas vezes até loucura.

Pedimos-lhe que seja comunicativo, um líder da defesa e da própria equipa mas também que seja o mais calmo e o que lide melhor com os momentos de maior pressão durante o jogo.

Exigimos-lhe concentração máxima e eficácia 100% , que decida bem e que execute ainda melhor, que defenda bem a baliza mas que também saia no tempo certo aos cruzamentos, que consiga gerir bem o espaço entre ele e a linha defensiva mas que também que seja exímio no 1×1 com os avançados, pedimos-lhe para que saía a jogar curto em posse, mas de seguida pedimos que jogue longo com precisão.

Exigimos tudo e damos tão pouco!

No entanto a pressão do Guarda Redes não é essa, isso é a vida que nós escolhemos, é a nossa missão, não falhar e contribuir assim para o sucesso da equipa.

O problema é quando esta exigência não é acompanhada de um treino devidamente especializado e de um acompanhamento regular e profundo. O problema é quando o feedback só aparece quando erramos e ainda por cima negativo, o problema é quando não elogiamos a eficácia da mesma maneira que criticamos a ineficácia.

O problema é quando a exigência é totalmente desajustada á idade do Guarda redes, ao seu nível técnico, ao seu contexto desportivo.

Talvez nunca tenhamos pensado nisso, mas já pensaram o que é ter 8/9 anos e ter de bater um pontapé de baliza, com 13 jogadores à nossa frente, com diversas vozes a aconselhar-nos o que fazer, não ter força nos músculos para levantar a bola, ter consciência disso e ainda ter o árbitro a olhar para nós, pedindo que nos apressemos? Pois é, para um Guarda Redes desta idade, isto é pressão.

Muito mais exemplos poderia dar, mas deixa-vos apenas este exemplo do nosso quotidiano. Imaginem que estão na escola ou mesmo no trabalho e vos pedem para fazer algo para o qual nunca vos ensinaram, não vos deram ferramentas, não estão física nem mentalmente preparados para tal mas é vos sugerido que não falhem. Como se sentiriam? A vida de grande parte dos jovens Guarda Redes é assim, uma pressão constante com pouco ou nenhum apoio para alem da família, treinadores e colegas mais conscientes.

Quanto aos profissionais, a conversa é outra, não lhes falta nem treino nem ferramentas para saber o que fazer em campo, mas o problema é o mesmo, são humanos, estão sujeitos a uma pressão ainda maior pois cada erro deles pode valer “milhões” mas no entanto o tratamento é o mesmo. Se defendem são os melhores, se erram seja na decisão ou na execução, tornam-se nos piores.

A vida é feita de decisões e a carreira de um Guarda Redes é feita de constantes decisões com um alto preço a pagar e a decisão mais simples é aquela que é tomada todos os dias no balneário.

Ao calçar estas luvas e ao vestir esta camisola diferente, sei da pressão que cai sobre mim, mas esta paixão é superior a qualquer pressão ou desilusão. Vou acertar e vou falhar, mas vou voltar sempre a calçar.”

Fonte: Futebol de Formação por João Santos

Algo estamos haciendo mal en nuestro fútbol base

Ocurrió en la categoría Alevín en Gran Canaria, en un partido entre Las Palmas B y la UD Las Coloradas B. Los chicos de Gustavo Rodríguez golearon al último clasificado, Las Coloradas B, por 47 goles a cero en un partido de 60 minutos. El resultado ha abierto un gran debate en el fútbol base nacional después de ver lo que pasa en algunos terrenos de juego y especialmente en este partido.

La Federación tira balones fuera

1. Desde hace cuatro temporadas, se recuperaron las categorías preferentes en el fútbol base grancanario a petición de los propios clubes, precisamente para intentar disminuir el número de goleadas. En parte se ha logrado ese objetivo pero siempre hay casos especiales. La Federación entiende que, para evitar marcadores tan amplios, las medidas deben tomarse desde los propios equipos y no se ven responsables de estas goleadas.

La actitud del entrenador de Las Palmas no fue la correcta. En este partido no han aprendido nada, ni unos ni otros”, explica Yon Oses, entrenador de Las Coloradas, que habla para MARCA sobre lo vivido en la mañana del pasado sábado: “El árbitro tuvo que repetir dos veces un saque de centro, porque los niños de Las Palmas salían rápido del centro del campo para robar el balón y marcar otro. Cada saque de puerta o de centro, era una ocasión de gol para ellos“.

No sabían sacar de banda

El técnico de Las Colo está disgustado por cómo sucedieron las cosas, pero sobre todo por sus chicos. “Lo que más me dolió fue ver la cara de los niños. Algunos no querían seguir jugando“, explica disgustado, aunque admite que la UD Las Palmas se ha disculpado con ellos y se han ofrecido a colaborar con el equipo.

Algunos niños no querían seguir jugando, la actitud de su entrenador no fue la correcta

Yon Oses, entrenador de Las coloradas alevín.

En el otro banquillo estaba Gustavo Domínguez, que explica su comportamiento como responsable del equipo. “¿Qué hacemos? ¿Nos retiramos? ¿No jugamos? Nosotros queremos ganar, pero con todos los respetos, no sabían ni sacar de banda. Mi opinión es que para ser federados necesitan unos mínimos. Para que jueguen todos está la escuelita“, afirma.

Piden cambiar el sistema

Para Domínguez, existe un problema que viene de lejos y culpa a la Federación. “El club ha propuesto dos opciones para igualar los grupos y la Federación pasa de todas las alternativas“, afirma el técnico del alevín amarillo.

El entrenador de la UD admite haber hablado con el entrenador rival: “Me dijo que esto no nos servía ni a ellos ni a nosotros. Es una falta de respeto para todos ir a jugar este partido, pero es un tema de la Federación“.

Para ser federados necesitan unos mínimos y hemos propuesto dos opciones para igualar los grupos

Domínguez, técnico de Las Palmas alevín.

El coordinador de la base en la UD Las Palmas es José Igner, que también habló con MARCA en la misma línea que su entrenador: “Hay que quitarle trascendencia. El problema es más profundo. El niño le puede dar más importancia por el revuelo que por lo que realmente sintió“.

Lo cierto es que las diferencias en el fútbol base siguen siendo la tónica cada fin de semana y pocos hacen algo para arreglarlo.

Fonte: Marca por Jesús Izquierdo

Disney compra parte da Fox em transação bilionária e cresce no esporte Original

Aquisição mexe com direitos esportivos de TV nos EUA, Europa, Índia e América Latina.

Após uma longa novela, a Disney concluiu um negócio bilionário e adquiriu parte da 21st Century Fox nesta quinta-feira (14). Pelo valor de 52,4 bilhões de dólares, que será pago por meio de troca de ações, a empresa fundada por Walt Disney em 1923 é a nova dona dos estúdios cinematográficos 20th Century Fox, de toda a rede de canais esportivos regionais da Fox e ainda 100% da plataforma de TV por assinatura Star na Índia, e 39% da Sky na Europa. Os outros 61% estão em negociação.

Os canais de notícias e negócios Fox News Channel e Fox Business Network, além dos canais nacionais de esportes FS1, FS2 e Big Ten Network, não entraram no pacote e permanecem sob o guarda-chuva do magnata Rupert Murdoch e seus acionistas. A Disney ainda assumirá a atual dívida da Fox, que gira em torno de 13,7 bilhões de dólares. Se esse valor for somado à transação, a compra da Disney salta para 66,1 bilhões de dólares.

De acordo com a agência de notícias Reuters, os acionistas da Fox, após a emissão de 515 milhões de ações, irão receber 0,2745 ações da Disney por cada ação que possuíam, o que equivale a cerca de 29,50 dólares por ação pelos ativos que a Disney está comprando.

A aquisição reflete a crescente demanda dos consumidores por diversidade de experiências de entretenimento que são mais convincentes, acessíveis e convenientes do que nunca. Estamos honrados e gratos de que Rupert Murdoch nos confiou o futuro de suas empresas e estamos entusiasmados com essa extraordinária oportunidade de aumentar significativamente o nosso portfólio de franquias”, afirmou Robert Iger, CEO da Disney, em comunicado.

Com a compra, a Disney, famosa e reconhecida por seu conteúdo de entretenimento, passa a ser dona de franquias bilionárias, como Simpsons, Avatar, X-Men, Quarteto Fantástico e Deadpool, além de séries como American Horror Story, Glee, Homeland e Gotham, e canais por assinatura, como FX Networks e National Geographic.

No esporte, a empresa, que já tinha em seu portfólio a ESPN e a plataforma de streaming BAMTech, criada em 2015 como uma espécie de braço de mídia digital da Major League Baseball (MLB), ganha ainda mais força.

Com a Star e a Sky, abrem-se novas portas para a Disney em duas regiões consideradas estratégicas para o crescimento (Índia e Europa). No Velho Continente, por exemplo, a empresa passa a ter os direitos da Fórmula 1, da Liga dos Campeões da Europa e dos campeonatos inglês (Premier League), italiano (Serie A) e alemão (Bundesliga) de futebol.

Além disso, a multinacional conhecida pelo Mickey Mouse passa a controlar os 22 canais esportivos regionais da Fox, o que garante à empresa os direitos sobre 15 das 30 equipes da MLB, 17 das 30 franquias da NBA e 12 dos 30 times da NHL nos Estados Unidos.

Na América Latina, a Disney se torna dona dos direitos da Liga dos Campeões da Europa, dos torneios organizados pela Conmebol (Copa Libertadores e Copa Sul-Americana) e da Fórmula 1 (com exceção do Brasil). Por aqui, a empresa herda os direitos da Copa do Mundo da Rússia no ano que vem e do campeonato espanhol de futebol (LaLiga).

Fonte: Máquina do Esporte por Wagner Giannella

CAPTAÇÃO, TRANSIÇÃO E DISPENSA DE ATLETAS DE BASE NO FUTEBOL BRASILEIRO

RESUMO

Este trabalho tem como objetivo, apresentar parte de minha pesquisa, elaborada para o trabalho de conclusão do curso de Gestão do Futebol promovido pela CBF Academy, junto a profissionais inseridos no contexto futebol de base brasileiro.

Para tanto, optei por uma abordagem qualitativa, tendo como base os depoimentos dos personagens pesquisados, quanto aos desafios dos clubes na formação de atletas nas diferentes fases do futebol de base, desde a captação dos atletas, transição a categorias superiores, dificuldade em conciliar a educação formal das escolas, dispensas, profissionalização e os poucos investimentos das equipes somados a falta de gestão dos clubes.

Palavras-chave: Artigo, futebol de base, gestão de clubes, gestão do futebol de base.

INTRODUÇÃO

Nelson Rodrigues em seus textos, sempre que possível, fazia uso de seus personagens míticos, dentre eles o “Sobrenatural de Almeida”, na tentativa de explicar o inexplicável, quando nas fases ruins em que tudo conspirava contra o time de coração do cronista, o Fluminense.

Ferran Soriano, vice-presidente econômico do Barcelona entre 2003 e 2008, no livro, “A bola não entra por acaso”, discorre sobre a necessidade do planejamento, para conquista do sucesso alcançado pela equipe, ao se consolidar como gigante mundial.

Ao falarmos sobre o futebol: sorte, azar, destino, paixão e sonhos, são palavras usuais entre torcedores e profissionais do meio, poucos, são os que chegam ao estrelato das grandes equipes, pouquíssimos os que ganharão as enormes cifras, oferecidas pelos grandes clubes europeus e algumas poucas equipes brasileiras.

Este artigo tem como objetivo, apresentar parte dos desafios até a profissionalização, desde a captação dos atletas, momento de chegada ao clube, transição às categorias superiores, dificuldades em conciliar a educação formal das escolas com a rotina de treinos, viagens e jogos, frustração dos que desistem ou são forçados a desistirem no meio do caminho e os poucos investimentos das equipes somados a falta de gestão dos clubes.

Metodologia

Este artigo aborda os problemas e desafios, através de pesquisa qualitativa, baseado em depoimentos de personagens inseridos no contexto futebol de base brasileiro, bem como a percepção do autor do artigo, através das observações de campo.

O futebol de base no Brasil

Sonho da maioria das crianças brasileiras, a busca pela realização deste sonho acontece cada vez mais cedo nas equipes de futebol.

Se fizermos uma breve pesquisa, teremos dificuldades em quantificar e qualificar as equipes de futebol no Brasil.

O site da CBF no artigo: Raio-X do futebol de 23 de fevereiro de 2016, apresenta o número de 776 clubes profissionais, 435 clubes amadores, sendo que destes, apenas 42 possuem o certificado de clubes formadores.

Ao falarmos do número de atletas, 22.782 são os atletas vinculados não profissionais, nossos garotos da base, lembrando que este número são os de atletas com idades entre 14 e 19 anos.

Com base na Lei nº 9.615/98, a chamada Lei Pelé restringe os contratos de formação a atletas maiores de 14 (quatorze) anos, podendo assinar seu primeiro contrato profissional com o clube a partir dos 16 (dezesseis) anos por um período não superior a 05 (cinco) anos. O clube formador tem direito de preferência para a primeira renovação do contrato de trabalho do atleta formado, pelo período de 03 (três) anos, exceto se para equiparação de proposta de terceiro.

Temos equipes no Brasil, desde o “Dente de Leite”, crianças de aproximadamente, 7 (sete) ou 8 (oito) anos de idade, aos “Juniores”, jovens de 18 (dezoito) a 20 (vinte) anos, com implementação a partir deste ano de 2017 do campeonato brasileiro de aspirantes, atletas até os 23 (vinte e três) anos que ainda não se destacaram nas equipes profissionais.

Por este motivo, consideraremos como formação para este artigo, os atletas a partir de 14 (quatorze) anos de idade, participes, em campeonatos oficiais organizados pelas federações seguindo o regulamento da CBF, tendo as categorias divididas normalmente em:

·        Sub15 – Atletas entre 14 (quatorze) e não superior a 15 (quinze) anos completos.

·        Sub17 – Atletas entre 16 (dezesseis) e não superior a 17 (dezessete) anos completos.

·        Sub20 – Atletas entre 18 (dezoito) e não superior a 20 (vinte) anos completos.

·        Sub23 – Atletas entre 21 (vinte e um) e não superior a 23 (vinte e três) anos completos, com a permissão de no máximo 3 (três) atletas com idade superior as 23 (vinte três anos).

Em algumas federações e campeonatos, existe a adoção de 2(duas) categorias intermediarias:

·        Sub16 – Apenas atletas com idade não superior a 16 (dezesseis) anos completos.

·        Sub19 – Apenas atletas com idade não superior a 19 (dezenove) anos completos.

Captação, aqui começa o sonho dos atletas selecionados.

No Cruzeiro Esporte Clube, um dos clubes pesquisado para este artigo, conta atualmente com uma equipe de 7(sete) profissionais, além de observadores pontuais em diferentes regiões do país.

Estes mesmos profissionais foram responsáveis por avaliar cerca de 23000 (vinte e três mil), postulantes atletas (dados do ano de 2016), em estágios distintos do processo de avaliação, que basicamente consistem em:

·        Detecção: fase em que os observadores técnicos avaliam os postulantes atletas, através de indicação, participação em peneiras ou torneios, quais atletas se encaixam nos critérios definidos anteriormente pelo clube, tais como características técnicas, físicas e de perfil comportamental do jogador.

·        Monitoramento: de tempos em tempos o atleta pré-selecionado, participa de treinos nas dependências do clube, em conjunto com outros atletas também em observação, onde serão analisados aspectos quanto à evolução deste atleta no clube, os que se destacam, são selecionados para período de testes junto ao grupo e aqueles que não se encaixam no perfil são dispensados, sofrendo sua primeira frustração pessoal no caminho até a profissionalização.

·        Análise com o Grupo, neste momento o atleta é analisado de forma mais específica pelo treinador da equipe e seus auxiliares, e aqueles que atenderem as expectativas do clube, serão aprovados, já aqueles que não se encaixarem serão dispensados do clube, o que não significa que não possam estar aptos a outras equipes.

·        Atletas pontuais, alguns atletas mediante contratações pontuais, chegam aos clubes sem a necessidade de passarem por todo este processo de seleção, e em qualquer fase, seguindo o entendimento que todo este processo foi feito anteriormente em outra equipe.

A única equipe 100% promovida pelo pessoal da captação é a sub14, é de nossa responsabilidade entregar ao treinador, uma equipe de 30 atletas criteriosamente observados e aprovados pelo clube”, é o que nos informa Ricardo Luiz, coordenador de captação do Cruzeiro Esporte Clube.

Passados por todo processo até a seleção do atleta, apenas, cerca de 0,03% dos 23000 anteriormente observados, são incorporados ao clube anualmente, ou seja, o “funil” é extremamente apertado para os que conseguem atingir o objetivo de profissionalização, lembrando que estamos apenas no início do processo, em que o atleta está incorporado a equipe, seja em qualquer um das categorias.

Psicologia, o futebol não é uma ilha a margem da sociedade.

Em uma sociedade onde o futebol é tratado como religião, o sonho de se tornar jogador esta na cabeça de 7 (sete) de cada 10 (dez) crianças brasileiras. Aliado a este fenômeno, a possibilidade de ganhos infinitamente superiores em curto espaço de tempo, fazem com que a busca por estes sonhos sejam cada vez mais perseguidos por estes jovens com o consentimento e muitas vezes pelo próprio sonho do pai em ver o filho jogador de futebol.

Em conversa com a psicóloga Flaviane Maia, fica claro que pouquíssimos são os clubes que possuem protocolo para recebimento, acompanhamento e dispensa de atletas, e pior, mesmo os que possuem, não utilizam este protocolo na pratica.

Flaviane acredita que este protocolo se bem utilizado, minimizaria em muito os efeitos negativos da ausência da família no processo de formação do individuo, muito mais que atleta.

A grande maioria destes jovens, chegam aos clubes acompanhados pelos agentes e não pelos pais, substituindo a figura que deveria ser paterna e ou materna. Garotos de diferentes regiões do país e em função das distancias, não possuem recursos para acompanhar seus filhos.

O atleta por sua vez, em busca do grande sonho, perde mais uma vez a referencia familiar e aquele que o apresenta ao clube, neste caso o agente, de igual forma, transfere novamente sua responsabilidade para o clube.

Pais e a distancia e falta de preparo para acompanhar os filhos.

Eduardo Freeland, Diretor de Futebol de Base do Cruzeiro Esporte Clube, tem direcionado seus esforços para que uma maior aproximação dos pais com os filhos seja implantada no clube.

Nada substitui o carinho dos pais, é preciso mostrar a importância deste contato do atleta com a família, quando conseguimos esta aproximação, jogamos juntos, o pai do atleta que acompanha e entende efetivamente o processo de formação do filho no clube, auxilia e muito neste processo.

Em função do calendário e da distancia de residência dos pais, cerca de 80% do grupo de atletas do Cruzeiro Esporte Clube são residentes de fora de Belo Horizonte, isto dificulta e muito esta aproximação, porém, através das novas tecnologias, tais como grupos de conversas, internet e outros meios, é totalmente possível minimizar esta distância dos clubes e dos atletas com seus responsáveis.

Freeland acredita que, ao contrário do que se pensa, é minoria os pais que depositam nos filhos a esperança de um futuro melhor. Ele acredita que a maioria dos responsáveis não veem os filhos como produto. Quando perguntados sobre qual futuro eles querem para os filhos, estes geralmente respondem: “que ele vire um cidadão de bem, honesto e compromissado”.

Na opinião do autor deste artigo, CBF, Federações e clubes, precisam refazer o calendário de competições, com intervalos de convivência familiar de pelo menos 10 dias de 3 a 4 vezes por ano, para que o atleta de futebol não se torne cada vez mais cedo um adulto precoce, sem direito a diversão, sem férias e com responsabilidades exacerbadas e não condizentes a sua idade.

Educação e o papel da escola formal na formação do cidadão.

Infelizmente, poucos são os atletas atentos e compromissados com os estudos, pouquíssimos os que chegam à faculdade, número menor ainda os que a concluem.

A escola muitas vezes é punitiva, em alguns clubes se o atleta não obtiver bom desempenho e índice de presença nas matérias, ele é retirado dos jogos, o que novamente na opinião do autor, faz com que o atleta tome repulsa pela escola e professores, gerando desinteresse pelo aprendizado formal das escolas.

O Cruzeiro possui em suas dependências, escola interna para atendimento específico dos atletas e se existem pontos favoráveis outros nem tanto. Entre estes se destacam, aspectos como socialização, através do convívio com outros meninos e meninas da comunidade, falta de adequação do conteúdo com o futebol, afim de que gere maior interesse por parte do atleta, além da transferência total de responsabilidade para os clubes, quando a meu ver esta deveria ser dividida com os responsáveis.

O futebol tem o poder de transformação, gera interesse, nossa meta é que em pouco tempo todos os atletas do sub20 tenham o ensino médio completo”, é o que nos diz Eduardo Freeland.

Formar cidadãos esta deveria ser a meta dos clubes de futebol.

E o agente onde se encaixa no processo.

Muito mais que simplesmente apresentar o atleta aos clubes, o agente é figura constante como representante do atleta em contratos com as equipes.

Dados apontam que mais de 98% dos atletas que chegam aos clubes já possuem representantes e em nenhum dos clubes pesquisados, (América Futebol Clube, Clube Atlético Mineiro e Cruzeiro Esporte Clube), permanecem sem este representante quando da assinatura do primeiro contrato profissional.

Por determinação da FIFA, muitos destes agentes deixaram de investir no futebol de base, o fim do passe e dos percentuais sobre atletas afastaram muitos destes agentes que investiam apenas no “produto” atleta, visando única e exclusivamente lucratividade futura.

Segundo Luciano Brustolini, intermediário de atletas desde 2003, a relação com o atleta tem que ser de confiança e compromisso, e somente os que estiverem dispostos a investir não só financeiramente nos atletas, mas no acompanhamento dado aos mesmos, maximizarão as chances de retorno deste investimento.

Quanto maior for o acompanhamento e aproximação com o atleta sobre o ponto de vista físico, psicológico e técnico, através do feedback dado pelos clubes, maior serão as chances de que este atleta ser torne um profissional melhor.

Porém, como em qualquer profissão, existem os bons e maus profissionais e talvez esteja neste um dos grandes problemas da formação de atletas.

Inúmeros são os casos de falsos empresários que prometem mundos e fundos para atletas e suas famílias sem o mínimo receio de estarem agindo de forma antiética e até de certa forma ilegal, cobrando taxas para indicação de jovens aos clubes.

Existem ainda agentes que indicam atletas aos clubes, dão a eles a primeira chuteira e simplesmente somem, voltando aparecer somente momentos antes da assinatura ou renovação do contrato profissional do atleta.

Por isso torna-se cada vez mais importante a participação da família e dos clubes na elucidação das dúvidas e questionamentos que por ventura o atleta venha a ter.

Marcos Motta, advogado das maiores transações do futebol brasileiro, citou para o blog na Base da bola em 2014, que em longo prazo, com a diminuição da participação de empresários no mercado de futebol pode ter efeito positivo para a base brasileira.

Sem poder contratar jogadores caros, os clubes vão precisar olhar mais para a base, e os garotos da base, sem empresários, vão ter uma relação muito mais próxima com o clube. Em longo prazo, isso pode representar uma reestruturação da base brasileira. Sem contar que a relação entre clubes e jogadores pode ser muito mais próxima, o que pode facilitar as negociações para renovações de contrato”.

Para que esta reestruturação da base brasileira aconteça na prática, não esta no fato do garoto ter ou não um representante, se este garoto tiver alguém que o auxilie efetivamente na sua carreira, deixando-o que se preocupe apenas em jogar futebol, associado a uma gestão inteligente e eficiente por parte dos clubes, maiores serão as chances de sucesso de todas as partes, jogador, agente e clube de futebol.

Transição, hora de separar o joio do trigo.

Assim como no inicio do processo de formação, chega o momento de este atleta transitar para uma categoria superior no clube.

Após período de treinos e jogos com a equipe e normalmente no fim de cada temporada os clubes avaliam quais os atletas estão aptos a seguirem em frente e quais ficaram pelo caminho.

Em abordagem anterior, nota-se que os clubes que possuem maior controle sobre estes processos aumentam os números e chances percentuais de atletas que chegarão ao profissional.

No Cruzeiro trabalha-se com meta de aproveitamento dos atletas para as categorias superiores conforme tabela abaixo.

O atleta que chega ao profissional com trajetória desde o sub14 é mais barato e possui muito mais identificação com o clube, tornando-se um ativo mais valorizado no que se refere a retorno de investimento.

Dispensado e o que faço agora?

Vários são os momentos de dispensa nos clubes, desde o inicio do processo até os últimos anos nas bases dos clubes.

O número de atletas que conseguem atingir o objetivo de profissionalização é cada vez menor apenas 1% dos selecionados nas categorias de base.

Cafu, único jogador que disputou três finais de Copas consecutivamente, tendo ganhado duas, 1994 e 2002 e um vice-campeonato em 1998, rejeitado em 9 peneiras quando perguntado sobre o assunto, respondeu resumindo em uma única frase:

Até hoje, para cada não que recebo, vou atrás de um sim!”.

Fui mandando embora do Atlético porque não tinha cartão de referência. Cheguei pra fazer o teste, tinham mudado diretoria e o treinador falou: ‘Quem aqui tem cartão de referência ou quem veio através de uma referência?’. Foi quinze pro lado de lá“. ‘E quem não tem?‘. O ‘bestinha‘ foi pro lado de lá, não tinha referência nenhuma, fui apenas fazer o meu teste. “Aí o treinador falou: ‘Esses aqui não precisam vir mais’”.

Mas na prática infelizmente a história de vitória do Cafu, não é repetida com normalidade pelos campos de futebol. O contrário é mais comum, a desistência e a frustração por não ter alcançado o objetivo.

O que fazer quando se dedica de 5 (cinco) a 7 (sete) anos da vida ao futebol, deixando em muitos casos a educação em segundo plano, como recuperar o tempo perdido.

Alguns irão tentar a sorte em outras equipes, perambulando pelo interior dos estados em busca do almejado sonho, poucos conseguiram atingir este o objetivo.

Estratégias de reinserção no mercado de trabalho, para que este jovem siga o caminho fora ou dentro do futebol são necessárias, não somente no encerramento da vida na base, mas em todo processo de formação.

Alguns clubes maiores possuem aulas de inglês como conteúdo extraclasse, mas na opinião do autor deste artigo, isto é muito pouco. Sabemos que a única coisa que interessa ao atleta enquanto jogador de futebol dos clubes é se tornar jogador profissional, porém, se pudermos incentivar que tenham contato com outras disciplinas externas ao futebol, tais como aulas de informática, gestão de pessoas, gestão do esporte, aulas dadas pelos próprios profissionais dos clubes, acredito que o futuro seja um pouco menos difícil em função de estarem preparados para vida, caso não haja consolidação da carreira como jogador de futebol.

CONCLUSÃO

Fato é, somos um país com dimensões continentais e talvez por este motivo, formamos com tanta “facilidade” e falta de planejamento.

Não pretendo que este artigo se torne um manual para formação de atletas, atento para o fato de que muito além de atletas, falamos de jovens cidadãos que de uma forma ou outra contribuirão para melhoria do nosso país, se tornando pessoas melhores se capacitadas durante o tempo no futebol de base.

Formaremos melhores jogadores, com melhor capacidade cognitiva, atenção, foco, percepção, memória e linguagem, capazes de planejar e executar as tarefas, através do raciocínio, lógica, estratégias, tomada de decisões e resolução de problemas.

Os clubes que se prepararem colherão os frutos deste planejamento, o “produto” jogador será ainda mais valorizado por equipes com maior poder financeiro, quando estes mesmos atletas corresponderem às expectativas geradas quando de suas contratações.

Mas por favor, não tratem nossos jogadores como “produtos”, agentes e intermediários são como corretores de imóveis que recebem seu percentual pela negociação e comercialização do imóvel envolvido, talvez esta seja a definição que melhor se encaixa a profissão, porém, nossos garotos não são imóveis, são seres humanos que almejam alcançar um lugar ao sol, assim como qualquer um de nós, com famílias, amigos e muitos sonhos.

Gestão é a palavra de ordem e como gestor, quero e farei o possível para dar minha contribuição ao futebol brasileiro.

REFERÊNCIAS

https://universidadedofutebol.com.br/categoria-de-base-no-brasil-parte-i/

https://www.cbf.com.br/noticias/a-cbf/raio-x-do-futebol-numero-de-clubes-e-jogadores#.WgGeh1tSy00

http://cdn.cbf.com.br/content/201210/1729520516.pdf

http://pt-br.cpdpedia.wikia.com/wiki/Capacidades_cognitivas

https://universidadedofutebol.com.br/o-clube-formador-e-o-ressarcimento-pela-formacao-do-atleta/

http://globoesporte.globo.com/blogs/especial-blog/na-base-da-bola/post/veto-investidores-no-futebol-o-que-pode-mudar-na-base-brasileira.html

http://espn.uol.com.br/noticia/718865_cafu-conta-como-foi-reprovado-no-atletico-mg-nao-tinha-cartao-de-referencia

Fonte: Captação, transição e dispensa de atletas de Base no futebol brasileiro por Carlos Santana

CÓMO ENTRENA PEP GUARDIOLA EL ENTRENAMIENTO INTERVÁLICO DE ALTA INTENSIDAD

Conocer Cómo Entrena Pep Guardiola el Entrenamiento Interválico de Alta Intensidad es una oportunidad única para que te hagas una idea de este tipo de entrenamiento.

Descubrir cómo los Entrenadores y Preparadores Físicos de la élite mundial adaptan la preparación física al entrenamiento diario es un buen método para que lo puedas aplicar en tus entrenamientos.

La metodología actual de entrenamiento en el fútbol pretende desarrollar un método de entrenamiento focalizado en el trabajo con balón.

De tal manera, cada aspecto diferente de la preparación física de un futbolista, tanto del fútbol de élite, como amateur o del fútbol de base, tiene que ser adaptado específicamente a los ejercicios con balón.

Esa integración de ejercicios de Preparación Física con ejercicios con balón no es sencilla.

Uno de los objetivos de goldepenalti es ofrecerte de manera gratuita un amplio abanico de ejercicios de fútbol, analizarlos y explicarlos con precisión para que los puedas implementar en tus entrenamientos.

¿Qué es el Entrenamiento Interválico de Alta Intensidad?

El Entrenamiento Interválico de Alta Intensidad también conocido por sus siglas en inglés como H.I.I.T. High Intensity Interval Training es un método de entrenamiento de Resistencia caracterizado por los cambios sistemáticos entre:

• La Fase de Carga o Periodo de Trabajo de Alta Intensidad.

• La Fase de Recuperación

Intensidad de la Carga

Dependiendo de la Intensidad de la carga los Entrenamientos Interválicos los podemos dividir en 2 tipos:

1 Interválico Intensivo de Alta Intensidad: Más anaeróbico.

2 Interváico Extensivo: Más aeróbico.

Duración de la Carga

Dependiendo de la Duración de la carga los Entrenamientos Interválicos los podemos dividir en 3 tipos:

1 Intervalos cortos: de 15 a 60 segundos.

2 Intervalos medianos: de 1 a 3 minutos.

3 Intervalos largos: de 3 a 8 minutos.

Objetivos del Entrenamiento Interválico de Alta Intensidad

El fútbol moderno se caracteriza por la realización de esfuerzos repetidos ejecutados a máxima intensidad. Estos esfuerzos se combinan con otras acciones de pausa o de recuperación de esos esfuerzos, que puede ser corta o larga.

La capacidad de realizar esos esfuerzos repetidos a máxima intensidad y con una capacidad de recuperación también elevada es lo que marca las diferencias entre los jugadores de primera y segunda división. Y no digamos si comparamos a los jugadores de Primera División con los de Tercera o el fútbol amateur.

Incluso, en una misma categoría, aunque se trate de jugadores amateur, aquellos equipos que mejor trabajen este tipo de entrenamiento tendrán una ventaja sustancial con el resto de equipos de la misma categoría.

Los objetivos que persigue este tipo de entrenamiento son los siguientes:

1Mejoras Funcionales:

• A nivel Cardiorespiratorio: Con aumento del VO2 max (aumento del consumo máximo de Oxígeno)

• A nivel Metabólico:

2Mejoras a nivel Muscular: Aumenta la potencia muscular.

3Aumento del tiempo para entrar en fatiga y mejora de las sensaciones desagradables de la fatiga.

4Aumento del tiempo de realización del ejercicio (sin que el futbolista lo note).

5Se fijan movimientos exigentes.

El Entrenamiento Interválico de Alta Intensidad puede ser realizado tanto durante la Pretemporada como durante la temporada de fútbol.

Integración de Ejercicios Físicos con Ejercicios con balón

Como puedes ver, la realización de este tipo de ejercicios tan exigentes físicamente puede ser difícil de implementar en un entrenamiento de fútbol cuando los queremos integrar a su vez con el balón.

Dependiendo de cómo se realice esa integración , los entrenamientos pueden ser mucho más amenos, de tal manera que:

1La percepción del ejercicio físico realizado por el futbolista durante las sesión de entrenamiento sea  mucho menor.

2La percepción psicológica del trabajo realizado por el futbolista durante la sesión de entrenamiento sea agradable y la de haber disfrutado con el entrenamiento.

Cómo Entrena Pep Guardiola el Entrenamiento Interválico de Alta Intensidad

El ejercicio de Entrenamiento Interválico de Alta Intensidad que te presento de Pep Guardiola y que puedes ver más abajo, integra a la perfección la realización del ejercicio físico con la propuesta de realizarlo con balón.

Para ello organiza el ejercicio en una superficie de medio campo de fútbol.

En cada uno de los 4 cuadrantes establece una posta en la cual realizan los ejercicios con balón aprovechando la Fase de Recuperación o de Pausa.

Los jugadores que están realizando el entrenamiento, los divide en cuatro grupos. Cada grupo de jugadores ocupa una posta. Hay grupos de 6 y de 7 jugadores.

Los ejercicios que realizan en estas 4 postas son los siguientes:

1Posta Número 1: Un ejercicio de conducción.

2Posta Número 2: Un ejercicio de pared combinado con conducción y saltos.

3Posta Número 3: Un ejercicio de 1 contra 1.

4Posta Número 4: No se aprecia bien en el video.

El tiempo de la Fase de recuperación está cronometrado por los preparadores físicos y cuando ésta termina, comienza la Fase de Carrera de alta Intensidad para realizar el entrenamiento interválico.

Es una forma magistral de integrar un ejercicio físico de alta intensidad con el trabajo con balón.

Yo, este tipo de ejercicios, también los realizo en mis entrenamientos. Pero no te lo voy a relatar en este momento como lo hago, sino que lo haré la próxima semana cuando lo publique en un nuevo artículo.

Lo he realizado en todos los equipos a los que he entrenado y los jugadores psicológicamente se lo pasan bomba y físicamente terminan fenomenal.

Solo te puedo adelantar que el tiempo que yo dedico para realizar este tipo de entrenamiento dura 21 minutos. Así que si quieres saber como lo realizo, tendrás que volver al Blog la próxima semana.

Objetivos de Pep Guardiola con el Entrenamiento Interválico de Alta Intensidad

Los objetivos de este ejercicio son los siguientes:

OBJETIVOS TÉCNICOS:

Ofensivos: Mejorar la conducción del balón, mejorar la realización de una pared, mejorar el regate en situación de uno contra uno.

Defensivos: No hay objetivos defensivos.

OBJETIVOS TÁCTICOS:

Ofensivos: No hay objetivos tácticos ofensivos.

Defensivos: Mejorar el marcaje individual uno contra uno.

OBJETIVOS FÍSICOS:

Mejorar la Resistencia: Capacidad Aeróbica, Potencia Aeróbica, Potencia Anaeróbica Láctica.

OBJETIVOS PSICOLÓGICOS:

• Desarrollar la capacidad de esfuerzo.

• Mejorar la toma de decisiones en situaciones de uno contra uno y tras un esfuerzo físico de alta intensidad.

• Mejorar la conducción del balón tras un esfuerzo físico de alta intensidad.

• Mejorar la capacidad de adaptación para realizar un regate en situación de uno contra uno tras un esfuerzo físico de alta intensidad.

• Mejorar la capacidad de adaptación ante esfuerzos repetidos de alta intensidad.

• Adaptar al jugador de fútbol a las sensaciones desagradables de la fatiga muscular tras un esfuerzo de alta intensidad.

Mira el video y comprenderás mejor este tipo de ejercicio.

Fonte: Gol de Pênalti

Melhores condições para a formação, piores jogadores. O fim do futebol de rua!

Manuel Machado, entre outros elementos, aponta para a formação para explicar um futebol menos atraente. Para o técnico assiste-se a uma «formatação» do jogador português, o que acaba por condicionar o seu desenvolvimento.

O processo formativo está hoje muito mais condicionado do que estava há 30 anos, o que gera uma qualidade de movimentos geral muito mais pobre do que aquela com que se trabalhava antes. É uma questão passível de ser corrigida, utilizando metodologias diferenciada. Hoje em dia o jogador é produto de escola, não é produto de rua“, concluiu.

Miguel Leal terminou a sua intervenção sobre o tema a admitir que é necessário «rever o trabalho da formação realizado pelos clubes» de forma a fazer evoluir o jogador, numa primeira fase do ponto de vista individual e, numa idade mais avançada, do ponto de vista coletivo.

(Fonte: Mais Futebol)

Se é indiscutível que as condições para a prática desportiva na formação são hoje em dia muito melhores do que no passado, porque é que tal não tem reflexo numa melhoria geral na qualidade dos jovens jogadores?

Porque faz imensa falta às crianças a experiência que só o futebol de rua proporciona e que existia no passado. O sair de casa com a bola em baixo do braço e jogar todo o dia até a bola estoirar, ir para cima de um telhado ou até o anoitecer e já não se conseguir ver a baliza formada por duas mochilas; o voltar a casa com as calças rebentadas, os ténis rotos e os joelhos esfolados de cair no asfalto ou na terra batida; o experimentar sem barreiras, correções e supervisões de adultos; o ter de conseguir jogar em campos inclinados e cheios de buracos ou o ter de lutar para não ser escolhido em último e para ultrapassar adversários mais velhos. Este acumular de horas de prática é a melhor formação que pode existir e a melhor forma de criar jogadores talentosos e irreverentes.

Cristiano Ronaldo é um excelente exemplo. A infância foi passada na rua, com uma bola, a jogar livremente, a recriar-se, a aprender pela experiência. Seria CR7 o jogador que é hoje se lhe tirassem a rua e seu processo de formação se restringisse às horas de pratica numa qualquer escola de futebol, como hoje acontece com tantas e tantas crianças? Obviamente que não.

E se o futebol de rua praticamente desapareceu e a prática de futebol dos jovens se limita ao tempo passado nas escolas de futebol, ainda pior se torna o problema se os treinadores lhes procuram incutir demasiadas regras e conceitos de organização e não os deixam experimentar livremente, sem medo de errar. Ou se os treinos são desenhados de tal modo que na maior parte do tempo estão parados a aguardar a sua vez de intervir nos exercícios. A obsessão de vencer e o ego de muitos treinadores dos escalões de formação leva a que até com crianças se ponha o sucesso acima das necessidades de formação.

Quantas vezes se aposta nos miúdos apenas por serem fisicamente mais fortes em detrimento dos franzinos mas talentos? Quantas vezes vemos treinadores (assim como pais) a berrar ordens a crianças que apenas se querem divertir? E quantas vezes se retira aos jovens a possibilidade de experimentarem várias posições em campo, e evoluir ao experimentar diferentes contextos, porque são mais úteis para se chegar à vitoria numa determinada posição?

Fonte: Grande Círculo por Daniel Lima (daniellima207@gmail.com)

Sí hijo, TODOS tenemos RESPONSABILIDADES

– Si él hubiese hecho lo que le tocaba no habría pasado nada.

– Seguramente deberías haber buscado soluciones antes.

– Si nos hubiesen dado más tiempo seguro que el resultado sería diferente.

– Quizás estés olvidando una parte importante del problema.

– ¿Cuál?

– Ser consciente de tu parte de culpa.

A menudo nuestra zona de confort se llena de excusas, de culpables, de situaciones postergadas. El si lo hubiese sabido, venido o llamado nos sirve para crearnos un perfecto colchón de pretextos. Nos hemos acostumbrado a repartir nuestras culpas, a dispersar nuestras responsabilidades, así todo se lleva mucho mejor. A culpar a los demás de nuestros tropiezos, decisiones equivocadas, decepciones o fantasmas. De nuestra falta de valentía, pereza o ambición.

Es mucho más fácil vivir sin querer asumir que somos vulnerables y que a menudo son nuestras malas decisiones las que nos llevan al mismísimo abismo. Los demás no tienen culpa que quizás hayamos dejado de soportarnos, de tratarnos con respeto, de creer en nuestros sueños. De nuestra falta de valor para tomar distancia cuando es necesario o de nuestro temor a hacer las cosas que nos producen vértigo.

Sólo nosotros tenemos la culpa de vivir condicionados por los cobardes, por los que no ansían el cambio, por los que no creen en los imposibles. Sólo es nuestra la falta de no creer en nuestro potencial, de haber decidido abandonar a nuestro instinto, de no querer apostar a fuego.

Todo cambia cuando logras cargarte de valor y decides comprometerte. Ese día que dejas de echar la culpa al universo de todo lo que te pasa y decides dejarte de esconder. Aprendiendo de tus cicatrices, trabajando tu coraje, entendiendo que la inmovilidad es el peor de los venenos. Aceptando que todos en algún momento decepcionamos, nos mostramos estúpidamente y nos convertimos en pequeños fraudes.

La culpa se hace más dócil cuando reconocemos nuestras propias rarezas, limitaciones y manías. Cuando perdemos el miedo a bucear por nuestros errores, baches o frustraciones. Cuando ya no necesitamos antifaces para reconocer nuestras fragilidad y entendemos que no merecemos nada que no nos hayamos ganado con nuestras acciones, con nuestro firme trabajo.

Y si queremos sentirnos culpables de algo que sea de fallar valiosamente, de perder el aliento por lo que deseamos, por no permitir que sean los otros quien dibujen nuestros caminos. De estar en primera línea de fuego, con las expectativas acertadas, las exigencias equilibradas, sin querer ser algo al que no estamos preparados.

Seamos los únicos responsables de no permitir que la culpa boicoteé nuestros proyectos, se convierta en una losa o devore nuestras ilusiones. De empezar de cero las veces que sean necesarias, de intentar aquello que deseamos, de tener la clarividencia de saber lo que nos roba la sonrisa.

Hijo, si tienes que ser culpable que sea por no haber abandonado jamás tus sueños.

Fonte: sonialopeziglesias.blogspot.com.es por Mundo Fútbol Base